Burundi é um país sem saída para o mar, pobre em recursos naturais e com um setor industrial pouco desenvolvido. A economia do Burundi é baseada na agricultura, que correspondia em 2007 a cerca de 54% do PIB do país.
Mais de 80% da força de trabalho concentra-se na agricultura, a maior parte da qual pratica a chamada agricultura de subsistência. Embora Burundi fosse potencialmente capaz de se tornar auto suficiente na produção de alimentos, a guerra civil, a superpopulação e a erosão do solo afastaram para longe a auto suficiência.
O principal produto do país é o café, que correspondia em 1997 a 78,5% das exportações. Esta dependência do café aumentou a vulnerabilidade do Burundi às turbulências econômicas internacionais. Em anos recentes, o governo tentou atrair o investimento privado para este setor com algum sucesso. Outras exportações principais incluem o chá e o algodão cru. Burundi é o maior mercado de banana da África.
Pode ser considerado um país economicamente em desenvolvimento (assim como socialmente), visto que seu segundo setor é muito mal desenvolvido, quase inexistente.
Dados atuais: o PIB nominal em 2024 foi de cerca de US$ 2,16 bilhões, com crescimento projetado de 3,6% para 2025. O déficit fiscal em 2024 foi de 6,5% do PIB, e a dívida pública total alcançou 69,1% do PIB. As exportações de 2023 somaram cerca de US$ 217,5 milhões, enquanto o café representava cerca de 69% desse total. A população depende massivamente da agricultura de subsistência, e o país mantém-se entre os mais pobres do mundo. Categoria:Inflação do Burundi
A inflação no Burundi reflete a situação econômica de um país de baixa renda, com elevado endividamento e vulnerabilidade a choques externos.
Dívida do Governo A dívida do governo do Burundi em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) foi de 13,10% em 2024. Historicamente, a dívida teve uma média de 78,12% do PIB entre 1991 e 2024, atingindo o pico de 172,70% do PIB em 2004 e o mínimo de 13,10% do PIB em 2024.
Inflação atual A taxa de inflação anual caiu para 38,9% em julho de 2025, vindo de 41,6% no mês anterior, atingindo o nível mais baixo desde janeiro. A desaceleração do crescimento de preços ocorreu principalmente nos setores:
Alimentos e bebidas não alcoólicas: 38,9% vs 42,5% em junho Transporte: 18,1% vs 19,7% Hotéis e restaurantes: 37,1% vs 42,5% Bebidas alcoólicas e tabaco: 44,5% vs 48,9% Saúde: 24,4% vs 27,6%
Enquanto isso, os preços aumentaram para:
Habitação e serviços públicos: 55,5% vs 54,9% Vestuário e calçados: 65,4% vs 64,9% Mobiliário, equipamentos domésticos e manutenção domiciliar: 42,7% vs 41,9% Comunicação: 4,6% vs 3,1%
Mensalmente, os preços ao consumidor subiram 1,2%, recuperando-se da queda de 0,5% no mês anterior.
A sua moeda em cotação atual está cerca de US$1 para (Franco de Burundi) é cerca de FBu 2.956,00, sendo esta cotação no dia desta edição (12 de outubro de 2025), a sua cotação de 1 BiF para Dolar esta FBu 0,0003383, juntamente com seu aumento da base monetária no valor de FBu 9.415.210,90 milhões, havendo uma grande base monetária para o Empréstimos ao setor Privado com cerca de 6 Bilhões em (Franco do Burundi).
Política monetária durante a pandemia Em 2020, durante a pandemia de COVID‑19, o governo do Burundi recorreu à expansão monetária, imprimindo moeda para financiar gastos emergenciais, o que contribuiu para pressões inflacionárias naquele período.
Em muitos países, recessão é definida como crescimento econômico < 0 (negativo) por ao menos dois trimestres consecutivos, ou queda no PIB real em comparação ao ano anterior. No caso do Burundi em 2020, o PIB cresceu ~0,33 %, então tecnicamente não entrou em recessão completa, mas houve uma desaceleração forte.
O documento do Banco Africano de Desenvolvimento menciona que "Burundi experienced a recession in 2020 com estimated real GDP growth rate of -1%, compared to 4.1% in 2019" AfDB(Banco Africano de Desenvolvimento) . Isso sugere que há fontes que reportam um crescimento negativo real para alguns setores ou em estimativas ajustadas, embora outras fontes mostrem crescimento muito pequeno.