O termo Eminência Parda () se refere a um poderoso assessor ou conselheiro que atua "nos bastidores" ou na qualidade não pública ou não oficial.
Ele teve sua origem associada ao frade François Leclerc du Tremblay, o "braço direito" do cardeal Richelieu, o chefe do Conselho de Estado do Rei Luís XIV da França, e quem de fato conduzia os negócios do reino.
Tendo em vista a proximidade que Lecrec tinha com o Cardeal, muitos se aproximavam dele para que seus pedidos fossem escutados ou apreciados. E embora Leclerc fosse frade, devido ao seu poder de influência junto ao cardeal, muitos começaram, por deferência e como forma de agradá-lo, a chamar-lhe de Sua Eminência, forma de tratamento reservada aos cardeais.
Os cardeais, entretanto, se distinguem na hierarquia católica, por usarem hábitos vermelho escarlates. Como Lecrerc era frade capuchino, usava hábito religioso marrom/pardo. Daí se originando o termo: mesmo sem cargo ou o título de fato (cardeal) e estando em uma posição teoricamente subalterna (usando um hábito pardo), tinha muita influência e poder, sendo tratado como cardeal (chamado de eminência).
Por essa razão, Leclerc passou a ser considerado a Eminência Parda.
Essa expressão se popularizou para significar, de modo geral, a determinado sujeito que não é o governante supremo de tal reino ou país, mas é o verdadeiro poderoso, agindo muitas vezes por trás do soberano legítimo (também conhecido como o poder por trás do trono), o qual é uma marionete dele, e pode muito bem ser deposto pela eminência parda caso este não o agrade. A eminência parda ainda pode utilizar qualquer tipo de influência para exercer o seu poder, seja ela militar, econômica, religiosa e/ou política.
Em política, eminência parda é aquela pessoa que mesmo exercendo cargo subalterno ou até mesmo sem um cargo oficial específico, tem uma influência muito grande sobre o chefe político ou tem até mais poder que ele, agindo nos bastidores.
Bibliografia
Categoria:Terminologia política