Guamá é um bairro de Belém do Pará , possui pouco mais de 100 mil habitantes, considerado assim o bairro mais populoso da capital de acordo com Censo 2010. Localizado ás margens do Rio Guamá, na zona sul de Belém. No bairro, está situada a Cidade Universitária Prof.º José da Silveira Netto, campus principal da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Hospital Universitário João de Barros Barreto, também vinculado a UFPA. Além disso, existem alguns portos de carga ao longo da Avenida Bernado Sayão, sendo um importante, bem como algumas casas para shows.

História

Origem No início do século XIX, nascia um abrigo para os hansenianos que se misturavam com a população sadia da capital. Era o primeiro leprosário da Amazônia: o “Hospício dos Lázaros do Tucunduba”. Muitos fugiram das péssimas condições de atendimento, alimentação e maus-tratos. Assim acelerou-se a precária ocupação do bairro do Guamá. Outros três hospitais foram criados com a ideia de conter a crise da hanseníase: Domingos Freire, São Sebastião e São Roque. Esse último se tornou no Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas como varíola, febre amarela e tuberculose. O intendente Antônio Lemos chegou a reformar o Asylo, em 1905, mas não resolveu os problemas, apenas mudou a estética. O Hospício dos Lázaros foi encerrado em 1938, dando espaço à creche Frei Daniel. Três cemitérios acompanharam o processo de formação do bairro, reforçando o perfil de ser um lugar de exclusão: um pequeno "campo santo", construído próximo ao Asylo do Tucunduba (desativado em 1887); o cemitério de Santa Isabel, inaugurado em 1878; e o cemitério da Ordem Terceira de São Francisco, inaugurado em 1885, em frente ao Santa Isabel. miniaturadaimagem|Rio Guamá

Ciclo da Borracha No século XX, a ocupação do bairro seguiu a mesma lógica que outros bairros periféricos de Belém, como Terra Firme, Cremação, Pedreira, Jurunas, Canudos, Condor, Telégrafo, Umarizal e Reduto. Alguns deles tiveram uma mistura de perfis socioeconômicos. Mas outros, quando se tornaram elitizados, como Reduto e Umarizal, empurravam as classes sociais mais pobres para áreas afastadas, alagadiças e mais baixas. Durante a economia da borracha, nordestinos chegavam a Belém por São Brás. Tinham acesso mais fácil ao Guamá para localizar moradias mais acessíveis. Lentamente, o bairro do Guamá foi se formando, ao passo que ganhou mais condições de vida, ainda que precárias. Até hoje é um reflexo de pobreza, políticas públicas mal ou não executadas.

Cultura miniaturadaimagem|Universidade Federal do Pará, localizada na Avenida Perimetral Atualmente, o bairro é um importante elo de ligação da capital com o interior do estado devido a existência de inumeros portos em sua margem. O bairro possui um forte centro comercial atendendo as necessidades dos moradores e bairros próximos. Uma das principais vias do bairro, que também passa pela Terra Firme, a Avenida Perimetral, reúne outras instituições científicas: a Universidade Federal do Pará (UFPA), e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Dado a isso, o nome original da via é "Perimetral da Ciência". O bairro segue uma lógica de resistir aos preconceitos e processo de formação excludente e de abandono. Além do conhecimento gerado na UFPA, há uma característica de produção cultural marcante. O bairro é lar de uma das escolas de samba mais tradicionais de Belém, a Bole-Bole. Há também a forte devoção dos moradores do Guamá a Santo Antônio, que tem uma capela e um abrigo de idosos.

Transporte Publico + Linhas de ônibus com origem/destino no Guamá Código da linha Nome da Linha Operador 113 Cremação - Estrada Nova Viação Guajará 114 Cremação - Alcindo Cacela 305 UFPA - Icoaraci 306 UFPA - Pedreira 307 UFPA - Padre Eutíquio 308 UFPA - Alcindo Cacela 309 UFPA - Ver-o-Peso 310 UFPA - Presidente Vargas 311 Guamá - Conselheiro Viação Rio Guamá 312 Guamá - Montepio 314Guamá - Ver-o-Peso316Guamá - Presidente Vargas317Guamá - Pátio Belém320UFPA - TamioiosTransurb321UFPA - Cidade Nova VITransurb / Viação Guajará417UFPA - Alcindo Cacela - José MalcherTransportes Canadá643Pratinha - UFPATransportes Nova Marambaia758Satélite - UFPABelém Rio / Viação Rio Guamá860Tapanã - UFPATransportes Nova Marambaia / Viação Guajará914Marituba - UFPAVialoc / Viação Guajará999Curuçambá - UFPAViação Forte

Nota: Todas as linhas na tabela acima possuem como ponto terminal ou inicial o Terminal de Integração da Universidade Federal do Pará (Terminal UFPA), operado pela Prefeitura de Belém. Observação: Apenas a linha 758 possui integração no Terminal São Brás do BRT Belém.

Principais vias e logradouros Rua Barão de Igarapé Miri - Principal rua no quesito comercial. Abriga o Mercado Municipal do Guamá (esquina com a Avenida José Bonifácio, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Frei Daniel (esquina com Travessa Liberato de Castro), a Escola Municipal Pe Leandro Pinheiro, a Escola particular Madre Zarife, Farmácias, comércio em geral, Posto da Polícia Militar da 2° Companhia de Policiamento / 20° Batalhão, o Posto de Saúde do Guamá (PSM), a Paróquia São Pedro e São Paulo. Avenida José Bonifácio - Umas das principais vias de acesso ao bairro através do bairro de São Braz (Pará). Abriga o Juizado Especial do Guamá(n° 985), Estação Cidadania Guamá (n° 2308), Cemitério Público Santa Izabel. Avenida Bernardo Sayão - Umas das principais vias de acesso ao bairro através do bairro Condor (Belém). É à borda do Rio Guama. Possui diversos portos de empresas de navegação e frete marítimo, trânsito caótico pela intensa movimentação de carga e descarga. Dá acesso a Cidade Universitária da UFPA. Está recebendo obras de urbanização da macrodrenagem da bacia da estrada nova. Rua Silva Castro - A principal rua no quesito eventos e manifestações culturais. É nesta rua onde ocorrem todos os comícios políticos, desfiles militares de 7 de setembro, procissões religiosas ou pequenas romarias e, até mesmo, apresentações de blocos e escolas de samba. Foi nesta rua onde residiu Duciomar Costa, o 54° prefeito de Belém, durante muitos anos. Waldeth Costa, irmão de Duciomar Costa e ex-prefeito co município de Traquateua, interior do Pará, mora nesta rua até os dias atuais. A rua recebeu esse nome para homenagear o prestigiado médico belemense Francisco Silva Castro que atuou nas epidemias de febre amarela e do "cholera-morbus" entre 1850-1855, recendo condecorações, títulos científicos do Governo Imperial.miniaturadaimagem|Rua Silva Castro

Categoria:Bairros de Belém (Pará)