Língua Normanda ou simplesmente Normando, também conhecido como francês normando, é uma língua neolatina que faz parte do grupo das línguas de oïl. É falada na Normandia continental, na França, embora não tenha status oficial. É interessante notar que o termo “francês normando” pode também se referir ao anglo-normando, uma variante que se desenvolveu a partir dessa língua e que, por um período, foi a língua de referência nas questões jurídicas e políticas da Inglaterra. Na maior parte, as formas escritas do francês normando e do francês moderno são mutuamente inteligíveis. O filósofo do século XIII Roger Bacon foi o primeiro a distingui-lo junto com outros dialetos como picardo e borgonhês. Hoje, embora não goze de qualquer estatuto oficial, alguns relatórios do Ministério da Cultura francês reconhecem-no como uma das línguas regionais da França.Bernard Cerquiglini, The Languages of France, Report to the Minister of National Education, Research and Technology, and the Minister of Culture and Communication, April 1999
thumb|200px|As áreas onde o normando é mais forte incluem Jérsei, Guérnesei, o Cotentin e o País de Caux
O normando também persiste nas regiões menos acessíveis do antigo Ducado da Normandia: as ilhas do Canal e a península do Cotentin (onde se fala o , uma forma dialetal), no oeste, e o País de Caux (onde é falado o dialeto cauchois), no leste. A facilidade de acesso a partir de Paris e a popularidade dos resorts costeiros da Normandia, como Deauville, durante o , levou a uma perda significativa da cultura normanda nas zonas centrais da Baixa Normandia.
Línguas normandas insulares Jersiano Guernesiano Auregnais Sercquiais Anglo-normando
Fonologia Para alguns dialetologistas, parece que o h "aspirado", de fato um fonema próximo de hr que ainda é ouvido no Cotentin e especialmente no Cabo de la Hague (pronunciado: [χɑ:g]) e que se costumava ouvir em outros lugares, até a Segunda Guerra Mundial, ao longo da costa do Calvados (Bessin), ao norte do Bocage, ao sul do estuário do Sena (Pays d'Auge, Roumois) e entre Vatteville-la-Rue e Berville-sur-Seine, é devido à influência germânica; enquanto que ele se emudece no francês (o h dito "aspirado") para ter apenas uma função de evitar a ligação (hiato: un être / un hêtre), a instalação dos colonos escandinavos nesta parte da Nêustria setentrional teria impedido essa mesma evoluçãoRené Lepelley, La normandie dialectale, Presses universitaires de Caen 1999.Patrice Brasseur, « Limites dialectales en Haute-Normandie », in Études normandes, n°3, 1982, p. 20 - 21..
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