São Sebastião do Paraíso é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na divisa com o estado de São Paulo. A população estimada em 2025 é de 75.179 habitantes. A área é de 814,925 km²

História

A corrida pela descoberta de ouro no Sul de Minas fez surgir no século XVII, a cidade de Jacuí, precursora de todas as cidades da região. Após a mineração entrar em declínio, cujos efeitos ainda podem ser vistos nos limites perímetros da cidade, seus moradores começaram a se dedicar tanto a agricultura quanto a pecuária. A partir da adaptação natural surgiram inúmeras fazendas, e dentre essas, 'Fazenda da Serra', propriedade da família Antunel Maciel, família essa constituída de grandes criadores de gado.

A expansão do café na região de Campinas para o oeste paulista, impulsionou a cafeicultura na região de Ribeirão Preto. A proximidade com a zona cafeicultora de Ribeirão Preto e a própria vocação agrícola de Paraíso fez da cidade umas das maiores produtoras de café no Estado na época, chegando a colher, no final do século XIX, doze milhões de sacas anuais. A participação da cidade no surto cafeeiro do Segundo Reinado fez com a cidade fosse beneficiada com a vinda de primeiras levas de imigrantes, que chegavam em carros de boi, depois de desembarcar na estação da Cia Ferroviária São Paulo e Minas em Mococa. No começo de 1870, crianças de pais italianos já haviam sido registradas na cidade. Porém, as primeiras estações de trem da cidade chegaram apenas no ano de 1911, apesar de preencher as atas da Câmara desde 1901.

Em meados de 1893 em diante, a cidade recebeu cerca de 500 colonos italianos, contribuindo para o desenvolvimento da cidade. Visto a grande contribuição dos imigrantes de todas origens para a cidade foi criado pelo então prefeito Luiz Ferreira Calafiori, um monumento que homenageasse os imigrantes e seus descendentes. O artista tcheco Jan Musil foi o responsável pela criação da peça em bronze 'Monumento aos Imigrantes' localizada na Praça dos Imigrantes.

A chegada de imigrantes a Paraíso, não foi um fenômeno restritos aos italianos, que realmente chegaram em maior número. Por justiça, não podemos esquecer das demais etnias que contribuíram para o desenvolvimento de nossa cidade, ou seja, portugueses, espanhóis, os sírios-libaneses, alemães, cidadãos austríacos – de etnia eslovena –, algumas famílias francesas, suecas, sem esquecer de nossos migrantes internos, principalmente baianos, que sua maior parte, se estabeleceram no bairro da Mocoquinha!

São Sebastião do Paraíso, antigo distrito criado em 1855, foi elevado à categoria de vila em 13 de setembro de 1870.

A lei nº 2042, de 1 de dezembro de 1873 elevou a Vila de São Sebastião do Paraíso à categoria de cidade.

Prefeitos

Geografia O município de São Sebastião do Paraíso está distante de Belo Horizonte, capital estadual, e de Brasília, capital federal. Ocupa uma área de , e se limita com os municípios de São Tomás de Aquino e Patrocínio Paulista a noroeste, Pratápolis a nordeste, Capetinga a norte, Itamogi e Monte Santo de Minas a sul, Jacuí a sudeste, Santo Antônio da Alegria a sudoeste, Altinópolis a oeste.

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Varginha e Imediata de São Sebastião do Paraíso. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de São Sebastião do Paraíso, que por sua vez estava incluída na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.

Clima

250px|thumb|esquerda|Arco-íris na zona urbana do município. O clima paraisense é caracterizado, segundo a classificação climática de Köppen, como tropical de altitude (ou Cwb) com invernos secos, verões chuvosos e temperaturas moderadas durante todo o ano. Com temperatura média compensada anual de e pluviosidade média de aproximadamente , concentrados entre os meses de outubro e março, sendo janeiro o mês de maior precipitação (335,5 mm). O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de , sendo a média máxima de e a mínima de . E o mês mais frio, junho, de , sendo e as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos período de 1961 a 1966, 1980 a 1984, 1986, 1988 e 1991 a 2012 e a partir de 2015 a menor temperatura registrada em São Sebastião do Paraíso foi de em 10 de julho de 1994, e a maior atingiu em 7 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de milímetros (mm) em 9 de março de 1982. Outros grandes acumulados foram em 3 de janeiro de 2000, em 13 de fevereiro de 2009, em 10 de novembro de 1981, em 24 de fevereiro de 2002, em 14 de janeiro de 2002 e em 15 de dezembro de 1988. Janeiro de 2003, com , foi o mês de maior precipitação.

Demografia

A população de São Sebastião do Paraíso no censo demográfico de 2010 era de habitantes, sendo o quinquagésimo quinto município mais populoso de Minas Gerais, apresentando uma densidade populacional de 79,94 hab./km². Desse total, habitantes viviam na zona urbana (92%) e na zona rural (8%). Ao mesmo tempo, eram do sexo masculino (49,53%) e do sexo feminino (50,47%), tendo uma razão de sexo de 98,12. Quanto à faixa etária, habitantes tinham menos de 15 anos (21,8%), entre 15 e 59 anos (65,1%) e possuíam 60 anos ou mais (13,0%).

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado elevado, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgado em 2013, seu valor era de 0,722, sendo o centésimo vigésimo segundo de Minas Gerais (PNUD) e o 1373º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,836, o valor do índice de renda é de 0,735 e o de educação é de 0,613. No período de 2000 a 2010, o índice de Gini reduziu de 0,53 para 0,47 e a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 passou de 9,95% para 4,09%. Em 2010, 16,69% da população era vulnerável à pobreza, 4,09% entre as linhas de indigência e de pobreza e 0,57% abaixo da linha de indigência. Em 2010, 69,1% da população era economicamente ativa e ocupada. Em 2014, segundo o IBGE, conta com 74 742 habitantes.

Etnias e migração Segundo o Censo de 2010, a população era formada por brancos (66,1%), pardos (28,5%), pretos (4,8%), 374 amarelos (0,6%) e 52 indígenas (0,1%). Levando-se em conta a nacionalidade da população residente durante o censo realizado em 2010, maioria dos habitantes eram brasileiros natos, exceto por 25 estrangeiros. Em relação à região de nascimento, eram nascidos na Sudeste (94,33%), no Região Nordeste (2,34%), 1500 no Sul (2,15%), 290 no Centro-Oeste (0,45%), 29 no Norte (0,04%) e além de 390 sem especificação (0,60%). habitantes eram naturais de Minas Gerais (84,91%). Entre os naturais de outras unidades da federação, havia paulistas (9,15%), paranaenses(1,94%), pernambucanos (0,71%), 449 maranhenses (0,69%), 207 bahianos (0,32%), 188 goianos (0,29%), 182 cearenses (0,28%), 137 gaúchos (0,21%), 122 fluminenses (0,19%), 115 (0,18%), 113 alagoanos (0,17%), 71 mato-grossenses (0,11%), 61 paraibanos (0,09%), 53 Espírito Santo (0,08%), 22 sul-mato-grossenses (0,03%), 19 potiguares (0,03%), 19 paraenses (0,03%), 17 sergipanos (0,03%), 10 rondonienses (0,02%), nove brasilienses (0,01%) e nove piauienses (0,01%). Para 2025, a estimativa populacional é de habitantes.

Religião Conforme divisão oficial da Igreja Católica, São Sebastião do Paraíso está inserida na Diocese de Guaxupé. A Igreja Matriz de São Sebastião do Paraíso começou a ser construída em 1937 no mesmo local da capela, que foi o ponto inicial da comunidade paraisense e em 1952 foi concluída. No censo de 2010 o catolicismo romano era a religião da maioria da população, com adeptos, ou 71,55% dos habitantes.

São Sebastião do Paraíso também possui alguns credos protestantes ou reformados. Em 2010, habitantes se declararam evangélicos (17,72%), sendo que pertenciam às evangélicas de origem pentecostal (9,69%), às evangélicas de missão (1,88%) e a igrejas evangélicas não determinadas (6,15%). Das igrejas evangélicas pentecostais, pertenciam à Assembleia de Deus (3,84%), 915 à Congregação Cristã do Brasil (1,41%), 483 à Igreja Universal do Reino de Deus (0,74%), 259 à Igreja do Evangelho Quadrangular (0,40%), 278 à Igreja Deus é Amor (0,43%). Em relação às evangélicas de missão, eram presbiterianos (1,05%), 342 batistas (0,53%), 105 adventistas (0,16%) e 7 metodistas (0,01%).

Além do catolicismo romano e do protestantismo, também existiam 2492 espíritas (3,84%), e 824 testemunhas de Jeová (1,27%). Outros não tinham religião (4,43%).

Política

O poder executivo do município de São Sebastião do Paraíso é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. Ele é eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para um segundo mandato consecutivo. O atual chefe do executivo municipal é Marcelo Morais (PSD), reeleito nas eleições municipais no Brasil em 2024 com 91,63% dos votos válidos, tendo como vice-prefeito Daniel Tales (PSD).

O poder legislativo é constituído pela câmara municipal, formada por onze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos. Na atual legislatura, iniciada em 2025, é composta por duas cadeiras do Republicanos (REP), uma do Mobilização Nacional (MOBILIZA), duas do Solidariedade (SD), três do Partido Social Democrático (PSD), uma do Partido Liberal (PL) e duas do Partido Novo (NOVO). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo.

Subdivisões No recenseamento geral de 1920, o município era constituído por 4 distritos eram eles: São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino, Goianases e Espírito Santo do Prata. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 5 distritos: São Sebastião do Paraíso, Capetinga, Espírito Santo do Prata, Guardinha e Goianases. O Decreto-lei Estadual em 1938, desmembra do município de São Sebastião do Paraíso os distritos de Capetinga e Goianases, para formarem o novo município de Capetinga. Ainda sob a mesma Lei, o distrito de Espírito Santo da Prata passou a denominar-se Pratápolis. Em 1943 é desmembrado do município de São Sebastião do Paraíso o distrito de Pratápolis, elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1960, o município é constituído de 2 distritos: São Sebastião do Paraíso e Guardinha. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Economia Em 2018, o Produto Interno Bruto do município de São Sebastião do Paraíso era de R$ mil reais, dos quais R$ mil do setor terciário; R$ mil da administração, saúde e educação e seguridade social; R$ mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes; R$ mil da indústria e R$ mil do setor primário. O PIB per capita é de R$ .

Segundo o IBGE, em 2019 o município possuía um rebanho de galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), bovinos, ovinos, suínos e equinos. Na lavoura temporária de 2019 foram produzidos cana-de-açúcar (), mandioca (), milho (), feijão (), soja e tomate (), e na lavoura permanente abacate ( frutos), banana (), café (), figo (), laranja (), pêssego (). Ainda no mesmo ano o município também produziu mil litros de leite de vacas ordenhadas; de ovos de galinha e quilos de mel de abelha.