Barretos, oficialmente Estância Turística de Barretos, é um município brasileiro do estado de São Paulo, na Mesorregião de Ribeirão Preto. Localiza-se a uma latitude 20°33'26" Sul e a uma longitude 48°34'04" Oeste, estando a uma altitude média de 530 metros. Sua população recenseada pelo IBGE em 2022 é de 122.485 habitantes, distribuídos por uma área de 1.566,161 km². É formado pela sede e pelos distritos de Alberto Moreira e Ibitu.
A cidade é internacionalmente conhecida pelo maior festival de música sertaneja do país: a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, considerada o maior festival de rodeio da América Latina e que atrai competidores de todo o mundo e milhares de turistas anualmente.
Seu Hospital de Amor também é referência internacional em tratamento oncológico.
Estância turística A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo concedeu a Barretos, em 16 de maio de 2017, o título de "município de interesse turístico". Em 1° de dezembro de 2021, o município recebe o título de Estância Turística.
História Os primeiros habitantes da região de Barretos eram os indígenas caiapós, que provavelmente foram dizimados por terem sido capturados e escravizados pelos bandeirantes. A partir do século XVIII, migraram para a área os índios caingangues, apelidados pelos portugueses de "coroados". No final daquele século, praticamente já não existiam indígenas na região.Armani et al., 2012, p. 21
A primeira penetração no território barretense ocorreu no século XVII, com bandeirantes que procuravam pedras preciosas e indígenas para escravizar. No século XVIII, a região onde hoje está Barretos era simplesmente um ponto de parada na rota entre São Paulo e as minas de ouro de Goiás.
A colonização do Nordeste Paulista se iniciou com a chegada de migrantes vindos de Minas Gerais, que deixaram o seu território devido ao fim do ciclo do ouro e criaram fazendas nessa parte do Estado de São Paulo. Esses colonos alcançaram a região seguindo o curso dos rios Grande e Pardo em jangadas improvisadas. Os mineiros chegaram primeiro à região de Franca e Batatais, isso na última década do século XVIII e início do século XIX, e começaram a chegar a Barretos entre o final da década de 1820 e o início da década de 1830.Armani et. al., 2012, p. 16-18
Quem iniciou o povoamento da área conhecida como “Sertão de São Bento de Araraquara”, banhada pela parte baixa do Rio Pardo, a jusante da confluência do Rio Mojiguaçu, foram dois afamados desbravadores mineiros, o alferes João José de Carvalho e seu cunhado, tenente Antônio Francisco Diniz Junqueira, vindos de Caldas e Aiuruoca, respectivamente, na época da Independência do Brasil.
Em 1831, chegaram à região, junto com suas famílias, Francisco José Barreto (natural de local incerto, tendo sido indicados como locais de seu nascimento Paraguaçu, Campanha, Jacuí e Caldas) e Simão Antônio Marques, conhecido como "Librina" (natural de Baependi). Barreto apossou-se da Fazenda Fortaleza e Librina, da Fazenda Monte Alegre.
Ambos os pioneiros citados queriam erguer uma capela, para realizar suas necessidades religiosas e não depender mais de Jaboticabal, curato ao qual as fazendas pertenciam e cujo acesso era difícil. Dessa forma, em 25 de agosto de 1854, foram doadas terras em louvor ao Divino Espírito Santo para que fosse erguida uma capela: os familiares de Francisco Barreto (falecido anos antes) doaram 62 alqueires e Simão Librina e sua família, 20 alqueires. Como os doadores das terras eram analfabetos, um vizinho, Antônio Leite de Moura, redigiu a escritura de doação, a qual só foi registrada em 1856, ano em que a primeira capela do Divino Espírito Santo foi erguida, no local em que hoje está a agência do Bradesco da Praça Francisco Barreto. Ao redor do templo, foram surgindo as primeiras casas de pau a pique e sapê, assim nascendo o povoado do Divino Espírito Santo de Barretos.Armani et al., 2012, p. 19-20
Durante muito tempo, os habitantes da região de Barretos viviam basicamente da agropecuária e do comércio. A igreja era o principal ponto de encontro entre os moradores.Armani et. al., 2012, p. 23-29
No inverno de 1870, a região foi afetada por um frio intenso e uma geada forte, que dizimou campos e matas. No dia 24 de agosto daquele ano, uma grande queimada para o preparo do solo teria provocado um incêndio, apelidado de “fogo bravo”. O incêndio teria tornado o solo propício para as pastagens, o que atraiu migrantes vindos do Triângulo Mineiro, acelerando o desenvolvimento.
A Lei Provincial n° 42, de 16 de abril de 1874, elevou o povoado à condição de Freguesia e Paróquia do Divino Espírito Santo de Barretos, subordinada a Jaboticabal.
Em 10 de março de 1885, a Lei n° 22 elevou a Freguesia de Barretos à categoria de vila, com o nome de Vila de Espírito Santo de Barretos. Em 1890, a vila se tornou sede de comarca.
Uma Lei Municipal de 8 de janeiro de 1897 elevou a vila de Espírito Santo de Barretos à categoria de cidade. A Lei Estadual n° 1021, de 6 de novembro de 1906, simplificou o nome do município para “Barretos”.
No final do século XIX e início do século XX, Barretos teve como bases econômicas a extração de madeira, a pecuária e a cafeicultura. O município cresceu e se desenvolveu e, com isso, chegaram a ferrovia e forasteiros, imigrantes (sobretudo italianos, mas também portugueses e sírio-libaneses) e mineiros.Armani et. al., 2012, p. 32-36
Formação territorial-administrativa Histórico da formação do município: Capela dos Barretos elevada à categoria de freguesia pela Lei nº 42, de 16/04/1874. Freguesia elevada à categoria de vila com o nome de Espírito Santo de Barretos pela Lei nº 22, de 10/03/1885, emancipando-se de Jaboticabal.
Nome alterado para Barretos pela Lei nº 1.021, de 06/11/1906. Sua extensão territorial original era de 5,74 mil quilômetros quadrados. Em 1917, Barretos sofreu uma grande perda territorial, com a emancipação de Olímpia, levando consigo não apenas o atual território olimpiense, mas também as terras de municípios atuais como Cajobi, Icém, Paulo de Faria e Guaraci. Em 1925, Colina se tornou um município. Em 1958, o distrito de Colômbia também foi emancipado e, com isso, Barretos adquiriu sua configuração territorial atual.
Geografia miniaturadaimagem|Aeroporto Estadual Chafei Amsei, em Barretos Barretos localiza-se a norte do Estado de São Paulo, e limita-se com o Município de Colômbia ao norte, ao sul com os Municípios de , Jaborandi e Severínia, a leste com Guaíra e Morro Agudo, e a oeste com os Municípios de Guaraci e Olímpia. Possui dois distritos: Alberto Moreira e Ibitu.
Hidrografia Rio Pardo Rio Grande miniaturadaimagem|Rodovia SP 425, passando por Barretos
Transporte Aeroporto de Barretos (Chafei Amsei) Terminal Rodoviário (Ary Ribeiro de Mendonça) Terminal da Coopercitrus, em parceria com a Rumo Logística. Estação Ferroviária de Amoreira (desativada)
Rodovias SP-326 SP-425
Ferrovias Linha Tronco da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro Variante de Barretos da antiga Ferroban
Clima O clima de Barretos é tropical com estação seca, com verões chuvosos e invernos secos. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde junho de 2010, a menor temperatura registrada em Barretos foi de em 25 de junho de 2025 e a maior atingiu em 7 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a milímetros (mm), registrados nos dias 14 de dezembro de 2010 e 7 de fevereiro de 2013. A rajada de vento mais forte alcançou () em 8 de setembro de 2015. O menor nível de umidade relativa do ar (URA) foi de 7% nos dias 14 e 21 de agosto de 2024.
Demografia
Dados demográficos Dados do Censo - 2010 População Total: 112.102 Urbana: 108.687 Rural: 3.415 Homens: 54.169 Mulheres: 57.933 Densidade demográfica (hab./km²): 66,46 Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 20,26 Expectativa de vida (anos): 69,03 Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,78 Taxa de Alfabetização: 93,60% Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,802 IDH-M Renda: 0,772 IDH-M Longevidade: 0,734 IDH-M Educação: 0,900 (Fonte: IPEADATA)
Composição étnica - censo 2010 Tipo físicoPercentagemBranca64,96%Negra7,60%Parda26,38%Amarela1,00%Indígena0,05%
Religião A religião predominante é o cristianismo, em especial o catolicismo romano, como é na maioria das cidades do Brasil.O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
O catolicismo é representado principalmente pela figura do padroeiro da cidade o Divino Espírito Santo, onde para os católicos é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, sempre representada pela pomba branca. Anualmente é comemorado a Festa do Divino em meados de julho.
A Diocese de Barretos foi criada pelo Papa Paulo VI no dia 14 de abril de 1973. Dom Milton Kenan Júnior é o 6º bispo diocesano; a Diocese é responsável pelas paróquias da cidade de Barretos, Colômbia, Guaraci, Olímpia, Cajobi, Embaúba, Severínia, Jaborandi, Morro Agudo, Ipuã, Miguelópolis e Guaíra.
+DioceseParóquia http://www.diocesedebarretos.com.br/paroquias/barretosDiocese de BarretosDivino Espírito Santo, Bom Jesus, Santa Ana e São Joaquim, Santo Antônio de Pádua, Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, São João Batista e São Luís Gonzaga.
Paróquias e ano de fundação Catedral Divino Espírito Santo - 1877 Paróquia Bom Jesus - 1962 Paróquia Santa Ana e São Joaquim - 1982 Paróquia Santo Antônio de Pádua - 2009 Paróquia Nossa Senhora do Rosário - 1935 Paróquia São Benedito - 1962 Paróquia São João Batista - 2008 Paróquia São Luís Gonzaga - 2002 Paróquia Minibasília Nossa Senhora Aparecida - 2012 miniaturadaimagem|Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário, fundada no século XIX Dentre as diversas igrejas, paróquias e capelas da cidade destaca-se: Catedral do Divino Espírito Santo, que remete aos anos de 1856, quando começaram a construir uma capela, localizada na praça central da cidade; Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizado no bairro Fortaleza, foi construída por volta de 1870, para o culto dos negros na cidade; Paróquia Bom Jesus, no bairro Bom Jesus; Igreja São Benedito, no Centro, próximo ao terminal Rodoviário; Paróquia Santa Ana e São Joaquim, no bairro Nadir Kenan; Paróquia Santo Antônio de Pádua, no bairro Cristiano de Carvalho, próximo ao Tiro de Guerra; Paróquia São Luís Gonzaga, bem próximo a Avenida Profº Roberto Frade Monte, vila Rios; Paróquia São João Batista, no bairro Zequinha Amêndola; Igreja Nossa Senhora de Fátima, localizada na rua Quatro, Centro; Mini basílica Nossa Senhora Aparecida, no bairro Marília; Capela Santos Reis, na avenida Nove; Capela Nossa Senhora das Graças, bairro Exposição; Paróquia Santa Edwiges, na avenida L5, Los Angeles, Entre outras.
Há também uma grande população de evangélicos, desde membros de igrejas protestantes tradicionais, históricas, igrejas pentecostais, e neopentecostais.
Dentre as denominações mais históricas e a cidade possui três igrejas presbiterianas do Brasil e uma congregação, sendo esta a denominação mais antiga da cidade, surgindo em 1924. A cidade ainda tem 6 igrejas batistas: Uma da Convenção Batista Brasileira, a Primeira Igreja Batista de Barretos, três igrejas batistas tradicionais independentes: Igreja Batista Central, Igreja Batista Bíblica e Igreja Batista Ebenézer e outras duas igrejas batistas renovadas: Ministério Batista Nova Dimensão e Igreja Batista Reviver. Os metodistas estão presentes com uma igreja pertencente a Igreja Metodista do Brasil e uma da Igreja Metodista Livre.