right|250px|thumb|O engenheiro de energia lida principalmente com as energias renováveis.

A Engenharia de Energia é o ramo da engenharia que visa otimizar o aproveitamento das formas primárias de energia. O engenheiro de energia planeja, analisa, desenvolve e otimiza sistemas de geração, transporte, transmissão, distribuição e utilização da energia.Guia do Estudante O engenheiro de energia lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética, seja ela renovável ou não. Universitário Noticias

Visão geral Com duração média de cinco anos, o tronco básico do curso é estruturado com as disciplinas de matemática, física, informática e química. Na parte específica, o curso aborda as áreas como engenharia térmica Engenharia de Energia UNILAB (termodinâmica, transferência de calor, trabalho mecânico), combustão e combustíveis, eletricidade (conversão e distribuição), conversão energética da biomassa em combustíveis/produtos sólidos (ex: carvão vegetal, peletes e briquetes), líquidos (ex: etanol e biodiesel) e gasosos (ex: biogás e gás de síntese), potenciais hidráulicos, energia eólica e solar (térmica e fotovoltaica), energia nuclear (engenharia de reatores) e novas tecnologias (células de combustível, geotérmica, oceânica, etc.). Esses temas estão concentrados em matérias que definem como conversão/geração, distribuição, monitoramento e uso final da energia levando em conta aspectos ambientais, sociais e econômicos. Sendo também estudadas as legislações e as normas que regulam o setor, bem como da engenharia no sistema CREA/CONFEA.

A Energia foi, é e sempre será um assunto chave para a humanidade. O desenvolvimento de um país está diretamente ligado à disponibilidade de energia abundante e barata, em suas diversas formas. Este curso tem por objetivo apresentar aos estudantes os princípios para que eles possam compreender a questão energética e sua interligação com o setor econômico, permitindo-lhes avaliar e participar do desenvolvimento das diversas alternativas, em termos de produção e distribuição. O que faz com que a área envolva conhecimentos de engenharia, de planejamento e de economia.

Linha do tempo right|250px|center|thumb|Hidroelétrica de Itaipú . right|250px|center|thumb|Usina Nuclear. right|250px|center|thumb|Placa fotovoltaica. right|250px|center|thumb|Termoelétricas.1999 - É fundado na UNIFEI o mestrado em Engenharia de Energia.right|250px|center|thumb|Petróleo e Gás.

2003 - O primeiro curso de graduação em Engenharia de Energia do Brasil a ser criado no Brasil foi o da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) em março de 2003, localizada em Novo Hamburgo, sendo a primeira turma formada em março/2008, com o título de Engenharia de Energias e Desenvolvimento Sustentável.

2006 - É fundada a Unipampa (Universidade Federal do Pampa), onde oferecido o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente (Em 2016 passou a ser Engenharia de Energia), também no mesmo ano é fundada a UFABC (Universidade Federal do ABC), e entre os cursos oferecidos está a graduação em Engenharia de Energia, além do mestrado e doutorado em Energia, cujo curso de graduação segue os moldes tradicionais dos demais cursos de Engenharia.

2007 - Iniciaram-se os cursos na Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), na PUC-MG (PUC de Minas Gerais) e na Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido).

2008 - Foi a vez do curso de Engenharia de Energia ser criado na UnB (Universidade de Brasília), iniciado em 02/2008, e da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), sendo que a primeira turma iniciou-se em 01/2009 e com Mestrado e Doutorado previstos para iniciar em 2013 e 2016, respectivamente. O programa de Pós-Graduação em Engenharia da Energia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) em Associação Ampla com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) foi aprovado pelo Conselho Técnico Cientifico da CAPES em 14/07/2007, no nível de mestrado. O curso iniciou em 3 março de 2008. O corpo docente do programa é constituído de professores doutores do Departamento de Ciências Térmicas e dos Fluidos da UFSJ, com dedicação exclusiva.

2009 - a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), criou o curso de Graduação em Engenharia de Energia, onde o curso já dispunha de um programa de pós-graduação, Mestrado e Doutorado em Energia.

2010 - foi a vez da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal de Santa Catarina fundarem seus cursos, com previsão de Mestrado e Doutorado. E no segundo semestre, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana fundou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e de Energia do Brasil está também alocado na Universidade Federal de Itajubá.

2011 - foi a vez da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) criar o curso de Engenharia de Energias, sendo o curso abrangente de toda matriz energética brasileira. No mesmo ano a UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá) recebe a primeira turma de graduação em Engenharia de Energia.

2014 - A UNESP (Universidade Estadual Paulista) recebeu a primeira turma no curso de Engenharia de Energia, no Campus de Rosana.

2015 - a Universidade Positivo e a Universidade Federal do Paraná - Setor Palotina também passam a ofertar o Curso de Engenharia de Energia, sendo as primeiras Universidades a ofertarem um curso desta modalidade no Estado do Paraná.

2016 - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte inicia a oferta de vagas para o curso de Engenharia de Energia.

2018 - A UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia inicia oferta de vagas para o curso de Engenharia de Energias no seu campus em Feira de Santana/BA, denominado CETENS, com foco no estudo de Tecnologias, Energias e Sustentabilidade.

2019 - O curso de Engenharia de Energia da UFPR no Setor Palotina foi avaliado com nota máxima (5) na avaliação do MEC, feita pelo Inep.

O profissional

O engenheiro de energia recém-formado pode seguir para a pós-graduação e ter uma carreira acadêmica. Na carreira acadêmica ele pode trabalhar em Universidades (ensino e pesquisa) ou institutos de pesquisa. Ele também pode optar por trabalhar em empresas de geração, transmissão e distribuição de energia, bem como indústrias em geral (como refinarias, de alimentos, siderúrgica, energia nuclear, etc.). Há, por outro lado, profissionais que se dirigem ao empreendedorismo, abrindo sua própria empresa, em especial na área de energia. Mesmo assim, se o profissional não se enquadra nos segmentos profissionais supracitados ele pode prestar consultoria energética a quaisquer empresas (públicas ou privadas) ou instituições em geral. Deve ser também lembrado que, indústrias de transformação também podem contratar engenheiros de energia. Estes trabalharam em suas plantas para garantir o melhor desempenho energético da instalação.BARROS, B.F.; BORELLI, R.; GEDRA, R.L. Gerenciamento de Energia, 2º ed. São Paulo: Erica, 2018.

O empenho do governo federal em acelerar o crescimento econômico do país traz embutida a promessa de muito trabalho para o profissional de engenharia de energia, principalmente para quem trabalha com petróleo, biomassa (etanol e outros biocombustíveis)Engenharia de Energia Unipampa . Os maiores empregadores são a Petrobras, Eletrobrás, usinas de etanol e biodiesel, bem como companhias de transporte e distribuição de gás natural. As melhores oportunidades estão nos estados de forte perfil industrial e petrolífero, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Sergipe e agora mais recentemente, com sua expressiva industrialização, Pernambuco. Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel também criam boas chances de trabalho no interior de São Paulo e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, locais onde há grande produção de cana-de-açúcar.

Universidades

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) O curso de Engenharia de Energia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas foi criado em 2007 com a intenção de se promover uma “revolução” no ensino da engenharia, que tem mostrado sinais de obsolescência acentuada. O curso foi submetido a duas avaliações no MEC realizadas através de visitas in loco. Na primeira, o curso lograra nota 4 (em uma escala de 1 a 5 sem frações). Naquele relatório, incluíram:

“[...] O curso apresenta uma estrutura curricular inovadora, baseada em atividades integradoras [...] É uma iniciativa audaciosa, pioneira no ensino de Engenharia no Brasil e pode fornecer informações importantes para a construção de projetos pedagógicos mais modernos [...]”.

Na outra avaliação, em cujo relatório a palavra excelente aparece dezesseis vezes, o curso foi avaliado com a nota 5.

A matriz curricular contempla, em cada período, um conjunto coerente de disciplinas - “anel” tratando dos conteúdos específicos, que dão suporte aos projetos desenvolvidos na transdisciplina concomitante, denominada genericamente “Trabalho Acadêmico Integrador – TAI”.

O conjunto sequencial de tais componentes passa a constituir, então, o cerne do processo pedagógico do Curso, ao redor do qual “gravitam” as demais disciplinas. Sendo assim, os Trabalhos Acadêmicos Integradores acabam representando, também, o espaço acadêmico onde as articulações entre prática/teoria, ensino/pesquisa/extensão e respectivas reflexões alcancem sua plenitude.

O grande diferencial do curso é, portanto, a possibilidade dos alunos, desde o primeiro período, terem a oportunidade de desenvolver projetos de Engenharia.

O Curso aborda de forma integrada e contextualizada aspectos fundamentais da energia que se encontram fragmentados em outras engenharias, como por exemplo, a geração, distribuição e transmissão da energia elétrica objeto de estudo da engenharia elétrica, combustíveis e combustão que são estudados na engenharia química, máquinas térmicas e hidráulicas da engenharia mecânica, entre outros.

O engenheiro de energia formado na PUC Minas é, portanto, um “clínico geral” dos sistemas energéticos, se preparando para atuar com uma visão sistêmica e holística da energia, capaz de identificar problemas e, propor soluções, abordando um amplo espectro de conhecimentos técnico-científicos das engenharias, além dos respectivos aspectos sociais, políticos e ambientais. Universidade Federal de Santa Catarina O curso de Graduação em Engenharia de Energia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Engenharia de Energia UFSC teve inicio no ano de 2010. Localizado na cidade de Araranguá - SC, extremo sul catarinense, o curso é visto como estratégico para o crescimento da região, uma vez que o profissional ali formado recebe um ensino considerado inovador, ao incluir Ciências Térmicas, Engenharia Elétrica, Engenharia Química e Engenharia Ambiental.

O curso foi reconhecido através da Portaria nº 122, de 22 de abril de 2016, recebeu conceito 5 (máximo) no ENADE, e conceito 4 (numa escala de 1 a 5) pelo MEC. As atividades de ensino acontecem em período Vespertino e Noturno com duração de 5 anos totalizando 4320 horas-aula.

Em 2015, iniciou em Araranguá o Programa de Pós-graduação em Energia e Sustentabilidade, que contém Mestrado em Sistemas de Energia e Mestrado em Planejamento e Sustentabilidade do Sistema Energético. Ainda não conta com Doutorado, mas este deve iniciar nos próximos anos.

Universidade Federal de Itajubá Com enorme tradição na área de energia, a centenária UNIFEI abre o mestrado em Engenharia de Energia em 1999, com 3 linhas principais de pesquisa (energia, sociedade e meio ambiente, exploração do uso racional de recursos naturais e energia, planejamento e gestão de sistemas energéticos)