Boa Esperança é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 21º05'24" sul e a uma longitude 45º33'57" oeste, estando a uma altitude de 775 metros. Sua população recenseada em 2022 era de 39 848 habitantes, de acordo com o IBGE.

É neste município que se encontra a Serra da Boa Esperança, a qual se tornou célebre através da música que leva seu nome, composta por Lamartine Babo e interpretada por diversos cantores. Por seu território passa o Rio Grande, importante para o desenvolvimento da região.

História

O município de Boa Esperança remonta sua origem ao desbravamento dos faiscadores que, a procura do ouro na região, estabeleceram um povoado em 1778 na freguesia de Santa Anna das Lavras do Funil.

Em 1804, com a chegada do Padre Cleto (Joaquim Cleto de Lana), passou a se chamar Dores do Pântano.

Em 1866, a freguesia é elevada a vila e município, por lei provincial da época, sendo desmembrada do território de Três Pontas e com sede no povoado de Dores.

Em 1814, iniciou-se a construção da nova igreja matriz, o que fortaleceria o futuro município devido ao cunho político da religião na época. Nessa mesma época, chegavam as primeiras mudas de café, iniciando ali uma fase de riqueza e progresso para município, que despontava como um importante produtor cafeeiro nacional.

Em 15 de novembro de 1868, foi instalada a Câmara Municipal.

Pela Lei Provincial nº 1611, a vila foi elevada à categoria de cidade.

Em 1958, com a criação do Lago de Furnas, a cidade passou a crescer em seu entorno ganhando ares de cidade turística, mudando sua trajetória também agora focada para o turismo.

Cronologia Cronologia Histórica – Câmara Municipal de Boa EsperançaCidade - Histórico – Câmara Municipal de Boa Esperança[Origem Histórica da Cidade de Boa Esperança, Minas Gerais - José Nicodemos de Figueiredo -  Boa Esperança - 2004] Ensina José Nicodemos de Figueiredo que no último quartel do século XVIII, faiscadores de ouro da região de São João Del Rey, aventurando-se na mineração, atingiram a região de Lavras. Dentre eles, estava João de Souza Bueno, parente do célebre bandeirante Bartolomeu Bueno do Prado (neto do Anhanguera), que procurava o rumo de Jacuí, onde haviam sido descobertas jazidas de ouro. Descendo para o lado da atual cidade de Três Pontas, aí se deteve, adentrando pelas matas, em busca de riquezas. Ao chegar às margens do Córrego de Ouro, montou acampamento, na intenção de explorar as vertentes do riacho (que, hoje, delimitam o município de Boa Esperança). Antes de 1776, o Capitão-mor de Milícias José Álvares de Figueiredo (que, mais tarde, teria em alguns registros seu sobrenome adulterado para “Alves”) e seu amigo Constantino de Albuquerque, provenientes um da região de Serranos e outro da de Baependi, rumo ao Rio Sapucaí, chegaram ao acampamento de João de Souza Bueno, no Córrego de Ouro, que abriu para eles o caminho pela floresta até o Ribeirão de São Pedro. Constantino de Albuquerque seguiu para as margens do Rio Sapucaí estabelecendo-se no campo que margeava o rio, nas terras do atual município de Carmo do Rio Claro. O Capitão-mor José Álvares de Figueiredo preferiu se estabelecer naquelas terras, adquirindo os terrenos que transpusera desde o córrego da Capitinga, bem como os que avistava ao longo da serra (Serra da Boa Esperança). O Capitão-mor José Álvares de Figueiredo era português, tendo nascido em São Martinho das Moitas, e pertencia à antiga família Figueiredo, da região de Viseu. Explicando, detalhadamente, este estabelecimento, Figueiredo informa que, em 21 de julho de 1778 (Cód. 206, fls. 155, APM), a coroa concedeu a dita sesmaria ao Capitão-mor José Álvares de Figueiredo. E corroborado por Waldemar de Almeida Barbosa, esclarece que o Capitão-mor José Álvares de Figueiredo, de acordo com a legislação então vigente, para conseguir esta sesmaria, deveria já estar de posse da mesma há, pelo menos, dois anos completos, no mínimo; para, só então, receber a devida e definitiva concessão. 1804 - O Padre Cleto e algumas famílias chegaram no povoado. Liderados pelo Capitão-mor José Álvares de Figueiredo, os proprietários de terras da região: Francisco José da Silva Serrote e José Meireles de Matos, proprietários do Serrote, dos Meireles, do Mombó, das Cardosas, do Leitão, e Manuel de Barros, proprietário do Barro, deram cada um pedaço de terra para o patrimônio do povoado denominado Dores do Pântano, sendo que o Capitão-mor iniciou a construção da Capela de Nossa Senhora da Dores. Constitui-se, então um curato. 1813 – 9 de junho- Um Alvará Régio cria a freguesia de Dores do Pântano. Ainda sob a cura do Padre Cleto. 1814 - Instalação da Freguesia de Nossa Senhora da Dores, sendo nomeado a 5 de novembro deste ano, o primeiro pároco, Padre José Francisco Morato. 1822 – 18 de janeiro, morre o fundador da cidade, Capitão-mor José Álvares de Figueiredo, “O Velho”. 1832 - Com a criação da Freguesia de Três Pontas a demarcação entre as duas freguesias se estabeleceu com o córrego da Capetinga. 1854 - Morre o Capitão José Álvares de Figueiredo, “O Moço”, sucessor de seu pai na liderança local. 1855 - Os limites da freguesia estão firmados entre os Córregos dos Pintos, do Caxambu, do Cervo e o Rio Grande. 1866 – 3 de novembro – A freguesia é elevada a vila, pela lei provincial nº 1303, sendo desmembrada do território de Três Pontas e com sede no povoado de Dores. 1868 – 22 de junho – Instalação da Câmara Municipal, sendo seu primeiro presidente o coronel Joaquim Ferreira da Silva Chaves. A lei provincial nº. 1566 denomina o município de: Dores do Pântano. 1869 – 15 de outubro – A lei provincial nº 1611 eleva a vila à categoria de cidade, com a denominação de Dores da Boa Esperança. (Razão pela qual os esperancenses são também chamados dorenses). 1856 – 29 de maio – A lei provincial nº 774 cria o distrito de São Francisco de Rio Grande, anexando-o ao município de Dores da Boa Esperança. 1873 Foi traçado o limite de território com o Campos Gerais. 1875 – 15 de novembro – A lei provincial nº 2174, cria o distrito de Congonhas da Boa Esperança. 1891 - Construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida 1892 - Instalação da Comarca com o Juiz de Direito o Dr. João Batista Rabelo. 1894 - Instalação da primeira tipografia e primeira edição do Jornal "O Almirante". 1897 - Fundado o “Colégio Dorense” por Mário de Castro Chaves, que era admirado pela sua inteligência e que veio a ser o diretor. O colégio funcionava na Praça da Matriz e oferecia ensino normal e "superior", em moldes de internato e externato. (Cf. Revista do Arquivo Público Mineiro - Ouro Preto - 1 de maio de 1898 - pag. 421; “O Almirante”- (periódico local) - Nº 153 – 13 de fevereiro de 1898). 1905 - Supressão da Comarca. 1907 - Invasão de gafanhotos produzindo devastação. 1911 - O município é registrado com 3 distrito: Dores da Boa Esperança, Congonhas da Boa Esperança e São Francisco do Rio Grande. É realizada a canalização da água na cidade. 1915 - Fundação do Radium Clube Dorense. 1916 - Instalação do primeiro serviço telefônico. 1918 - Epidemia da Gripe espanhola trazida pelo Circo Tak-Shawa. Instalação do Pronto Socorro Municipal. 1919 - Chega à cidade o primeiro automóvel, de propriedade de Pedro Xavier Moura Júnior. 1920 – 1 de novembro O recenseamento geral registra o município com três distritos: Dores da Boa Esperança, Congonhas e São Francisco do Rio Grande. Realizada a instalação de energia elétrica na cidade. 1923 – 7 de setembro - A lei estadual nº 843: desmembra do município de Dores da Boa Esperança, o distrito de São Francisco de Rio Grande, que elevado a município, recebe a denominação de Guapé, altera a denominação do distrito de Congonhas (ex-Congonhas da Boa Esperança) para Ilicínea, cria o distrito de Itaci, com terras desmembradas do distrito de Ilicínea (ex-Congonhas); e, ainda, transfere para Boa Esperança o distrito de Coqueiral, antes pertencente ao município de Campos Gerais. 1926 - Instalação de sistema de telegrafia. 1928 - Construção da estrada até Ilicínea e da canalização de água até Coqueiral. 1929 - Construção do Jardim Municipal. Inauguração do 1º Rádio. 1930 - Canalização da água em Itaci e instalação de energia elétrica em Coqueiral. 1933-1937 - O município é constituído de quatro distritos: Dores da Boa Esperança, Coqueiral, Ilicínea e Itaci. 1934 - Agência do Banco Mineiro do Café 1937 - Construção do Cemitério Municipal 1938 – 17 de dezembro – O decreto lei estadual nº 148 muda o nome da cidade de Dores de Boa Esperança para Boa Esperança. O mesmo decreto transfere o distrito de Itaci para o município de Carmo do Rio Claro. 1939 - Mudança de nome: Dores de Boa Esperança para Boa Esperança. Captação de água potável para a cidade. 1940 - Construção do Centro Espírita. 1944-1948- O município é constituído de três distritos: Boa Esperança, Coqueiral e Ilicínea. 1941 - Instalação da Agência do Banco do Brasil. 1942 - Início do calçamento das ruas a paralelepípedos. Criação do Aero Clube. Queda do 1º avião na cidade. 1943 - Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão. 1944 - Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão. 1945 - Volta dos Soldados Dorenses que lutaram nos campos da Itália contra as Forças Alemãs invasoras da 2ª Guerra Mundial. 1946 - Instalação da Agência do Banco de Minas Gerais. 1948 – 27 de dezembro - A lei estadual nº 336, desmembra do município de Boa Esperança o distrito de Coqueiral, que é elevado a município. 1951 - Inauguração da Vila Moscardini, Vila Nova Era, Laboratório de Pesquisas Clínicas, Vila Maringá, Vila Prefeito João Julio de Faria, Vila Neusa. Abastecimento de água por poços artesianos. Forum Dr. Silveira 1953 – 12 de dezembro – A lei estadual nº 1039, desmembra do município de Boa Esperança o distrito de Ilicínea, que é elevado a município. Inauguração da Estação Rodoviária e do Posto de Higiene. 1999 – 10 de julho, o Soberano Pontífice, Papa João Paulo II, então gloriosamente reinante, elevou a antiga e veneranda Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores à dignidade de Basílica Menor, concedendo-lhe o título anexo. 2002 – 29 de dezembro, Solene Instalação da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, sendo primeiro reitor Monsenhor Victor Vieira Arantes. 2007 - 16 de maio - Criação do Parque Estadual da Serra da Boa Esperança, com 5.873,9960 hectares de área, pelo decreto estadual nº 44.520. 2010 - 15 de maio - Inauguração do Ginásio Poliesportivo Municipal, com capacidade para cinco mil pessoas

Geografia

Altitude máxima: 1392 m (Serra da Boa Esperança) Altitude Média: 775 m (Beira Lago) Temperatura Média Anual: 27 °C Precipitação Média Anual: 1500 mm Comunidades Rurais: Águas Verdes, Sapezinho, Rancharia, Barro Preto, Lagoinha, Córrego do Ouro, Felícias, Mata do Paiol, Cajurú. Ruas: Diversas, entre as principais: Rua Herodiano Barbosa, Rua Jarbas Pimenta, Rua 2 de Novembro, Av. Ametista, Av. João Júlio de Faria, Av. Joaquim Três Pontas, Av. Marechal Floriano Peixoto, Av. Governador Valadares, Rua Bias Fortes, Av. Mariquinha Gomes Praças: Pça. Coronel Neves (Jardinzão); Pça. Drº Joaquim Vilela (Jardinzinho); Pça. da Cx. D'água; Pça. da Rodoviária; Pça. do Colégio Clima: tropical de altitude

Municípios lindeiros

Norte: Ilicínea, Guapé e Cristais Leste: Aguanil e Coqueiral Sul: Santana da Vargem e Campos Gerais Oeste: Carmo do Rio Claro

Relevo

Composição topográfica: Ondulado Montanhoso

Solo

Predominante é o tipo “Lê-Latossolo Vermelho Escuro” com textura argilosa.

Fontes: Instituto de Geociências Aplicadas (IGA – CETEC) Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

Clima

Situado nos limites meridionais da zona intertropical e, sob influência da elevada altitude da região, o clima da região é do tipo tropical mesotérmico. A temperatura anual é de 19 °C.