Haplogrupo R1b (Y-DNA) é a linhagem paterna dominante da Europa Ocidental. Em genética humana o haplogrupo R1b é o mais frequente haplogrupo do cromossomo Y na Europa Ocidental e em partes da África sub-saariana Central (por exemplo em torno de Chad e Camarões). R1b também está presente em freqüências mais baixas em toda a Europa Oriental, Ásia Ocidental, Ásia Central e partes do norte da África, Sul da Ásia e Sibéria. Devido à emigração Europeia também atinge altas frequências nas Américas e na Austrália. Enquanto a Europa ocidental é dominada pela R1b1a2 ramo (R-M269) de R1b, a área de língua Chadic na África é dominada pelo ramo conhecido como R1b1c (R-V88). Estes representam dois "galhos" muito bem sucedidos em uma muito maior "árvore genealógica".Massive migration from the steppe is a source for Indo-European languages in Europe, Haak et al, 2015Population genomics of Bronze Age Eurasia, Allentoft et al, 2015Eight thousand years of natural selection in Europe, Mathieson et al, 2015
Fundamentos
O haplogrupo R1b é definido pelo marcador genético, M343 anunciado em 2004, o qual define um polimorfismo binário específico no cromossomo Y. É agora definido como o haplogrupo R1b do cromossomo Y (anteriormente conhecido como Hg1 e Eu18). Este marcador genético é portado pela maioria dos Europeus Ocidentais. É portado por 60% da população inteira de Portugal e de França, 70% da população inteira da Inglaterra e 90% de algumas partes de Espanha e Irlanda.
Três estudos genéticos recentes, de 2015, deram apoio à teoria de Marija Gimbutas de que a difusão das línguas indo-europeias teria se dado a partir das estepes russas (hipótese Kurgan). De acordo com esses estudos, o Haplogrupo R1b (ADN-Y) e o Haplogrupo R1a (ADN-Y) - hoje os mais comuns na Europa e sendo o R1a frequente também no subcontinente indiano - teriam se difundido, a partir das estepes russas, junto com as línguas indo-europeias; tendo sido detectado, também, um componente autossômico presente nos europeus de hoje que não era presente nos europeus do Neolítico, e que teria sido introduzido a partir das estepes, junto com as linhagens paternas (haplogrupo paterno) R1b e R1a, assim como com as línguas indo-europeias.
Trabalhos de arqueologia contemporâneos associam a domesticação do cavalo a essa expansão.O cavalo, a roda e a linguagem Como cavaleiros das estepes euroasiáticas, da Idade do Bronze, contribuíram para a formação do mundo moderno, por David W. Anthony, Editora Universidade de Princeton, "The Horse, the Wheel and Language, How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes shaped the Modern World", 2007
Os detalhes técnicos do M343 são:
Mudança de nucleotídeo: C a A Posição (par de bases): 402 Tamanho total (pares de bases): 424 Forward 5′→3′: tttaacctcctccagctctgca Reverse 5′→3′: acccccacatatctccagg
Isto refere-se a um particular fragmento de DNA de pares de bases que a reação em cadeia da polimerase produz quando um usa as duas cadeias "primárias" listadas.
M343 foi anunciado em um grupo de 21 novos marcadores do cromossomo Y em um artigo de Cengiz Cinniolu em conjunto com outros autoresCengiz Cinniolu, et al.; Excavating Y-chromosome haplotype strata in Anatolia; Human Genetics; Volume 114, Number 2; January 2004, Pages: 127 - 148 e tem sempre sido usado em aplicações tais como o Projeto Genográfico. Note-se que M343 e M242 foram os únicos dois marcadores deste artigo usados por tal projeto.
Subclados As principais ramas se relacionam do seguinte modo:Haplogroup_R1b_Y-DNA EupediaR1b Y-full tree Haplogroup YTree v8.10.00 2012-2021 YFull™
R1b*(R-M342) é esquisito em geral e achado na Turquia, igualmente em kurdos de Kazajisão y persas de Irão. Divide-se duas sub ramificações principais: R-L754, e R-PH155 (R1b1b) que ha sido encontrado en individuos de Bahrein, Butão, Ladaque, Tajiquistão, Turquia, Sinquião, e Iunã. Se encontró R1-M173, ancestro de R1b e R1a, na área jordana do mar Morto, fulanis sudaneses no Egito, porem, atualmente (2021) se considera que não tem casos confirmados para R1b*.
Ver também Haplótipo modal atlântico Teste genealógico de DNA
Categoria:Genética humana