Antonio Pedro Indio da Costa (Rio de Janeiro, 20 de outubro de 1970), conhecido como Indio da Costa, é um empresário, advogado e ex-político brasileiro com especialização em gestão e finanças. Atualmente, atua como advogado e consultor nas áreas de gestão e finanças. Anteriormente, teve uma carreira na política, mas hoje está totalmente focado em suas atividades no setor privado.

Quando político, entre 1993 e 2019, foi administrador de Copacabana, secretário municipal de Administração, de Esportes, de Urbanismo, de Infraestrutura e de Habitação da Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi, ainda, Meio Ambiente do Estado do RJ. Em 2010, foi Relator que consolidou diversos projetos de Lei que culminou na conhecida Lei Ficha Limpa . Foi também candidato a vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra em 2010 ; candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, a governador do Rio de Janeiro em 2018, mas não foi eleito.

Biografia Indio da Costa é advogado formado pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Casado com a jornalista Andrea Moreira de Souza, tem duas filhas, Eva, nascida em 2015, e Sofia nascida em 2004.

Em 2003, depois de operar um aneurisma na cabeça, na construção de um legado, fundou o Instituto de Novas Ideias para o Rio de Janeiro onde se busca soluções para o Rio. Escreveu dois livros A Reforma do Poder; e Administração no Século XXI, Foco no Cidadão. Indio defende a redução da burocracia e foco na qualidade dos serviços públicos para o cidadão. Foi músico amador. É empresário-sócio da empresa Baqueta Investimentos Imobiliários e Participações , foi sócio da Nelson Wilians Advogados Associados.

Seu pai, Luiz Eduardo Indio da Costa é arquiteto. Sua mãe, Ana Maria Indio da Costa é decoradora. Sua irmã Gaby Indio da Costa de Carvalho tem uma galeria de artes. Seu irmão, Guto Indio da Costa é designer. Sua irmã, Mariana Indio da Costa Werlang projeta ambientes que estimulam a cognição infantil.

Em 6 de setembro de 2019, Indio da Costa foi preso, em prisão preventiva, por 5 dias. Posto em liberdade pelo Desembargador Gebran Neto, do TRF4, a unanimidade da 8ª Turma do mesmo órgão confirmou sua decisão, em razão da prisão preventiva ter sido baseada em argumentos genéricos. Depois de 6 anos de investigação, a Justiça e o Ministério Público confirmaram a inocência de Indio da Costa, que nunca se tornou réu. O fundamento foi o artigo 395, inciso III, do Código de Processo Penal (CPP).

Carreira política Indio entrou na política em 1992 quando apoiou a candidatura de Cesar Maia a prefeito do Rio. Em 1993 foi do Conselho Municipal de Desenvolvimento da Cidade. Em 1994 administrou o Parque do Flamengo. De 1994 a 1996 administrou Copacabana e Leme. Foi eleito três vezes vereador da Cidade entre 1997 e 2007. Após passagem pelo PTB entre 1999 e 2001, retornou ao PFL, e participou da sua transição para Democratas (DEM). Em 2011, participou da fundação do Partido Social Democrático, liderado pelo então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Em 2013 foi secretário municipal de esportes e no inicio de 2014 foi secretário estadual de meio ambiente. Em outubro foi eleito deputado federal novamente.

Em 2000, Da Costa passou várias semanas na cidade de Nova York trabalhando em uma grande operação eleitoral nos Estados Unidos para se familiarizar com táticas e tecnologia usadas na campanha de prefeito de Michael R. Bloomberg. Ele trabalhou ao lado de Arick Wierson, que dirigia as operações de campo de Bloomberg. Da Costa mais tarde anunciou que já havia implementado muitas das táticas de gestão da Bloomberg enquanto era secretário de administração na prefeitura de Maia.

Durante o período de vereador, Indio assumiu a Secretaria Municipal de Administração da cidade em dois períodos: de agosto de 2001 a abril de 2004 e de janeiro de 2005 a abril de 2006. Durante sua passagem na secretaria, Indio da Costa reduziu prazos e custos da burocracia. De 17 níveis hierárquicos ficaram 3. Extinguiu 100 cargos em comissão (1/3 dos cargos existentes). E reduziu em até 90% o tempo de processos internos. A economia estimada foi de 104 milhões só em 2003. Entre outras iniciativas, Indio reduziu custos da máquina pública quando acabou com cartéis de locação de carros e merendas, conforme ficou comprovado numa CPI pelo Tribunal de Contas do Município, Controladoria Geral do Município e Ministério Público Estadual do RJ.Inquérito Civil nº 3574/2005 do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro

Em 2006, foi eleito deputado federal, assumindo o cargo no ano seguinte. Na Câmara dos Deputados, ganhou projeção pelo trabalho de investigação dos gastos do governo na CPMI dos Cartões Corporativos e por ter sido o principal articulador e relator do Projeto de Lei Ficha Limpa.

No período sem mandato, Indio se concentrou na advocacia e na formação do PSD no estado do Rio.

Candidatura à Vice-presidência do Brasil em 2010 250px|direita|thumb|O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, anuncia o deputado Índio da Costa para ser o vice em sua chapa, na convenção do Democratas.

Em 30 de junho de 2010, Indio da Costa foi convocado pelo candidato à presidência José Serra, e pelo PFL, seu partido, para compor sua chapa como vice-presidente. Sua indicação garantiu a aliança entre o PSDB e o DEM nas eleições. Foi sua chance de participar diretamente de uma campanha eleitoral contra o PT da candidata Dilma Rousseff. No segundo turno, foram derrotados.

Candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016 Em 2016, o PSD se aliou ao PSB e ao PMB, Partido da Mulher Brasileira, para formar a coligação "Juntos pelo carioca" que lançou Indio da Costa candidato a prefeito e Hugo Leal como vice. Entretanto, não conseguiu ir ao 2º turno, ficando em 5º lugar com 8,99%, perdendo para Marcelo Crivella (PRB), Marcelo Freixo (PSOL), Pedro Paulo (PMDB) e Flávio Bolsonaro (PSC).

Marcelo Crivella e Marcelo Freixo disputaram o 2º turno. Embora, nenhum deles representasse o projeto defendido por Indio da Costa na campanha, ele fez sua opção. Alegando que a insegurança na cidade estava num ponto crítico e rejeitando a maneira como Marcelo Freixo e seu partido, PSOL, pensavam a segurança pública, concluiu que o problema da cidade do Rio de Janeiro seria agravado com a vitória de tal candidatura. Optou, então, pelo apoio a Marcelo Crivella, que venceu a eleição.

Secretário Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação (2017–2018) Foi convidado pelo prefeito eleito para ajudá-lo a reorganizar a Prefeitura do Rio, com base em sua experiência como Secretário de Administração e proximidade com a área de Urbanismo. Assumiu em janeiro de 2018 a Secretaria de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação (SMUIH) e encontrou uma situação de quase calamidade pública nas contas e nas obras da prefeitura, heranças deixadas pela gestão de Eduardo Paes. Deixou o cargo de secretário municipal em janeiro de 2018. Verena Andreatta, urbanista, assumiu sua pasta.

55ª Legislatura (2015–2018) Foi reeleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff. Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.

Candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2018 No dia 1º de janeiro de 2017, Indio da Costa foi empossado secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio de Janeiro pelo recém-empossado prefeito carioca Marcelo Crivella. Indio e Crivella haviam disputado as eleições municipais do ano anterior para o cargo de prefeito. Em abril, uma nota da coluna Radar, da revista Veja, revelou que o prefeito Marcelo Crivella pretendia apoiar Indio da Costa como candidato a governador nas eleições do ano seguinte, embora Clarissa Garotinho, filha do ex-governador Anthony Garotinho (que na época também era cogitado como candidato a governador em 2018), fosse filiada ao mesmo partido de Crivella, o PRB. Em janeiro de 2018, Indio da Costa deixou o cargo que ocupava na prefeitura do Rio de Janeiro a fim de reassumir o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados e de articular sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Em uma convenção partidária realizada no dia 21 de julho de 2018 no Club Municipal, situado no bairro da Tijuca, Indio da Costa foi oficializado como candidato a governador do estado do Rio de Janeiro pelo Partido Social Democrático (PSD). Na mesma ocasião, além da oficialização de algumas candidaturas a deputado estadual e federal pelo partido, também foi anunciado que o deputado estadual Zaqueu Teixeira (PSD) seria o candidato a vice-governador da chapa de Indio. O Partido Republicano Brasileiro (PRB), antes cotado como apoiador da candidatura de Indio, optou por fechar coligação em prol da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho. O motivo da reviravolta provavelmente foi as duras críticas feitas por Indio a Marcelo Crivella, do PRB, em relação à reunião secreta que o prefeito carioca teve com pastores e líderes evangélicos, ocasião em que ofereceu facilidades exclusivamente para igrejas e fiéis. No 1º turno, Indio da Costa obteve 454.928 votos (5,95% do total de votos válidos), ficando de fora do segundo turno e não se elegendo ao cargo disputado. No 2º turno, apoiou o candidato Wilson Witzel (PSC), que se saiu vitorioso na disputa.

Pós-câmara Como não se candidatou à reeleição como deputado federal nas eleições de 2018, Indio da Costa deixou de ocupar uma das cadeiras da Câmara dos Deputados do Brasil no dia 1º de fevereiro de 2019. No dia 12 de março de 2019, Indio desfiliou-se do Partido Social Democrático (PSD) por não concordar com o ingresso do deputado federal Wladimir Garotinho, filho dos ex-governadores fluminenses Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, no partido. Ao site O Antagonista, o político declarou que iria a partir de então dedicar-se mais à vida pessoal, à carreira empresarial na área de energia e à advocacia. Foi apontado como potencial candidato a prefeito do Rio de Janeiro nas eleições municipais de 2020.

Controvérsias Licitação de merenda escolar Quando era secretário municipal de Administração na gestão do ex-prefeito carioca Cesar Maia, Indio da Costa foi alvo de uma investigação feita por meio de uma CPI instaurada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro no ano de 2006. No cargo, Indio foi responsável por um processo de licitação da Prefeitura do Rio de Janeiro para aquisição de merenda escolar, no valor de R$ 80 milhões, considerado fraudulento. O relatório da CPI apontou que houvera prejuízo ao erário e omissão dos gestores da licitação no episódio. Segundo o relatório, uma empresa vencedora promovera “engenhosa combinação de preços diferentes para produtos idênticos”, dando descontos mais baixos para áreas em que competia sozinha e maiores em regiões em que disputava com outras empresas. O relatório recomendava o indiciamento de Indio por suposto envolvimento com as irregularidades.

Indio da Costa afirma que ele foi o responsável por quebrar um cartel de fornecedores de merenda. Segundo o político, a empresa que ganhou a licitação para compra de merenda escolar alegou que o valor oferecido por ela era inexequível. Indio, diante da situação, optou por escolher a segunda empresa vencedora da licitação. O político ainda alega que ele próprio pedira a abertura de uma CPI para dar transparência à preferência pela segunda empresa. Embora promotores estaduais tivessem instaurado um inquérito em que Indio figurava como investigado, o procedimento foi arquivado em 2008.

Desmatamento irregular de terreno