thumb|Recriação de legionários romanos usando a lorica segmentata, séculos I a III; outros equipamentos em exibição incluem a gálea, o pilo e o escudo

O legionário romano era um soldado cidadão do exército romano. Esses soldados conquistavam e defendiam os territórios da Roma Antiga durante as eras da República e do Principado, juntamente com destacamentos auxiliares e de cavalaria. Em seu auge, os legionários romanos eram vistos como a principal força de combate no mundo romano, com comentaristas como Vegécio elogiando sua eficácia em combate séculos após o desaparecimento do legionário romano clássico.

Os legionários romanos eram recrutados entre cidadãos romanos com menos de 45 anos. Inicialmente, eram compostos predominantemente por recrutas da Itália romana, mas com o passar do tempo, mais pessoas foram recrutadas das províncias. À medida que os legionários se mudavam para províncias recém-conquistadas, eles ajudavam a romanizar a população nativa e a integrar as diferentes regiões do Império Romano em uma única entidade política. Eles se alistavam em uma legião por 25 anos de serviço, uma mudança em relação à prática inicial de se alistar apenas para uma campanha. Esperava-se que os legionários lutassem, mas eles também construíram grande parte da infraestrutura do Império Romano e serviram como força policial nas províncias. Eles construíram grandes projetos de obras públicas, como muros, pontes e estradas. Os últimos cinco anos de serviço do legionário foram em tarefas mais leves. Uma vez aposentado, um legionário romano recebia uma parcela de terra ou seu equivalente em dinheiro e frequentemente se tornava um membro politicamente proeminente da sociedade.

Equipamento thumb|esquerda|Relevo da Coluna de Trajano mostrando um legionário com lorica segmentata manejando uma carrobalista Quando em marcha em território hostil, o legionário carregava ou usava armadura completa, suprimentos e equipamentos. Isso geralmente consistia em armadura de corrente (lorica hamata), escamada (lorica squamata) ou, no século I-III, seccionada (lorica segmentata), escudo, capacete (gálea), duas lanças (um pilo pesado e um veruto leve), uma espada curta (gládio), uma adaga (púgio), um cinto (bálteo), um par de sandálias pesadas (cáligas), um par de grevas, um par de manicas, uma mochila de marcha (sarcina), cerca de quatorze dias de comida, um odre (bexiga para posca), equipamento de cozinha, duas estacas (sudes murale) para a construção de paliçadas, uma pá e uma cesta de vime.

Após as reformas militares do imperador Cláudio (por volta do ano 41), cada legião também seria requisitada com um certo número de peças de artilharia. Cada coorte (aproximadamente 480 homens) receberia uma balista e cada centúria (aproximadamente cem homens) receberia uma carrobalista.

Bibliografia

Palao Vicente, J.J. "La muerte del soldado romano en la epigrafía del occidente del imperio (siglos I-III d.C.)". En: Perea Yébenes (ed.), El soldado romano y la muerte. Madrid : UNED, 2022. pp. 79–134. ISBN 9788436278514

Livros gerais Sumner, G. and Raffaele D'Amato. Arms and Armour of the Imperial Roman Soldier. Frontline Books, 2009. Watson, G.R. The Roman Soldier. Cornell University Press, 1993.

Outros livros Matyszak, Philip. Legionary: the Roman soldier's (unofficial) manual. Thames & Hudson, 2009. Cowan, Ross, and Angus McBride. Roman Legionary: 58 BC – AD 69. Osprey Publishing, 2003.

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