Paraná Clube é um clube de futebol brasileiro da cidade de Curitiba, estado do Paraná, fundado em 19 de dezembro de 1989,Finados timaços Jornal Gazeta do Povo - edição comemorativa de 30.000 edições - acessado em 8 de dezembro de 2012 após fusão ocorrida entre os clubes Colorado Esporte Clube e Esporte Clube Pinheiros.

Conhecido carinhosamente como Tricolor da Vila, em referência às 3 cores e alcunha das suas tradicionais praças esportivas, a Vila Capanema, fundada em 1947, cujo nome oficial é Estádio Durival Britto e Silva e a Vila Olímpica do Boqueirão, fundada em 1983, cujo nome oficial é Estádio Presidente Erton Coelho Queiroz, tem como mascote a Gralha-azul, ave-símbolo de seu estado, além de outro símbolo local, a araucária, ambas gravadas em seu escudo. O Paraná Clube sagrou-se sete vezes campeão paranaense, seis durante a Década de 1990, na qual teve a supremacia do futebol do Paraná, sendo o terceiro clube em atividade com mais títulos nesse estado.

A nível nacional, foi campeão brasileiro da Série B em 1992, e campeão do Módulo Amarelo da Copa João Havelange em 2000 (competição equivalente à Série B, mas não reconhecida pela CBF). O Clube se manteve na primeira divisão nacional até 2007, mesmo ano em que disputou a Copa Libertadores da América, retornou posteriormente em 2018 e foi despromovido no mesmo ano.

Até o final da temporada de 2025, o Tricolor disputou 1914 jogos oficiais, sendo: 767 vitórias, 516 empates e 631 derrotas.

Seus principais adversários são o Coritiba Foot Ball Club, com quem faz um dos clássicos de maior rivalidade do futebol paranaense, o Paratiba, Também possui rivalidade com o Club Athletico Paranaense, cujo duelo se chama Paratico.

História Histórico das fusões O Paraná Clube nasceu em 1989, numa fusão entre o Colorado Esporte Clube e o Esporte Clube Pinheiros. O resultado foi a fundação do Clube paranaense mais bem sucedido da década de 1990. Nos primeiros dez anos de vida, o Tricolor venceu seis vezes o Campeonato Paranaense de Futebol. A nível nacional, a projeção também foi muito rápida; em apenas três anos, o clube saiu da terceira para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, conquistando o título nacional da Série B em 1992.

Voltando um pouco no tempo, no ano de 1988, dirigentes de Colorado e Pinheiros já cogitavam a possibilidade de fusão, para formar uma nova potência no futebol de Curitiba. Em setembro do mesmo ano, compareceram três representantes de cada agremiação: Darci Piana, Dely Macedo e Raul Trombini, do Colorado, e Jorge Celestino Buso, Aramis Tissot e Ocimar Bolicenho, do Pinheiros. Nesta reunião, foi aprovado, oficialmente, o nome Paraná Clube, além as cores, a camisa, os símbolos e a distribuição patrimonial. Para mobilizar a torcida, ficou definido como local oficial dos jogos o Estádio Durival Britto e Silva, a sede oficial na Avenida Kennedy e em 19 de dezembro de 1989 nascia oficialmente o Paraná Clube.

1990: o início do Paraná Clube A primeira participação em campeonatos envolvendo o Paraná Clube foi o Campeonato Paranaense de 1990, que iniciou-se em fevereiro, com uma derrota para o rival Coritiba, por 1 a 0, no primeiro jogo oficial da história do clube. A primeira vitória veio na rodada seguinte, ao derrotar o Cascavel Esporte Clube pelo placar mínimo. Depois de um longo campeonato, com duas fases de grupos sequenciais, o Paraná foi eliminado nas semifinais, após perder os dois jogos contra o Coritiba, por 2 a 0 e 1 a 0. A equipe terminou a competição em terceiro lugar, atrás dos dois rivais citadinos.

A primeira conquista paranista ocorreu em 1990, quando o clube disputou o Torneio Seletivo para a Série C de 1990, em que a equipe garante a vaga na última rodada, após empatar fora de casa com o Londrina em 0 a 0. Na disputa da Série C de 1990, o clube classifica na primeira colocação do grupo, conquistando o acesso em seguida ao eliminar o Bangu após dois empates, em 1 a 1 e 0 a 0. Na semifinal, o Tricolor não foi páreo para o América Mineiro, perdendo por 1 a 0 em Belo Horizonte e depois empatando em 1 a 1 em Curitiba.

A primeira equipe O primeiro treinador Tricolor foi Rubens Minelli (tricampeão brasileiro pelo Internacional em 1975 e 1976 e campeão pelo São Paulo em 1977), que trouxe sua própria comissão técnica. O primeiro elenco tinha cerca de 50 jogadores, oriundos do Colorado e do Pinheiros, mesclados entre atletas mais experientes e garotos revelados nas categorias de base.

1991-1992: o começo das conquistas No ano seguinte, o clube inicia a temporada com a disputa do Brasileiro Série B de 1991, chegando até as quartas de final, fase em que o Tricolor é eliminado pelo rival Coritiba. A equipe até chega a vencer o primeiro jogo por 1 a 0, mas é goleado por 4 a 0 no jogo de volta, perdendo a chance de chegar na elite do futebol nacional. No segundo semestre, a equipe conquista seu primeiro título, ao vencer o Campeonato Paranaense de 1991, levantando a taça na última rodada, após um empate contra o Coritiba por 1 a 1 no Couto Pereira. A campanha foi marcada pela força ofensiva da equipe, que terminou a competição com 52 gols marcados em 26 jogos, 14 a mais que o vice campeão Athletico, e pela histórica goleada fora de casa contra o Londrina, por 1 a 6, sendo esse o maior placar já registrado no confronto.

Na metade inicial da temporada seguinte, o clube ganha seu primeiro título nacional, ao ser campeão da Série B, após eliminar nas semifinais o Santa Cruz, no Estádio do Arruda, e derrotar o Vitória em Salvador por 1 a 0, no Estádio da Fonte Nova. A partir de então, o clube paranista entrou na elite do futebol brasileiro. No segundo semestre, a equipe não conseguiu defender o título estadual, sendo eliminado pelo União Bandeirante nas semifinais. Ainda em 1992, o Paraná disputou sua primeira Copa do Brasil de Futebol. Na estreia, 1 a 1 contra o Democrata em Governador Valadares, e em Curitiba, o time venceu por 2 a 1. No dia 18 de setembro, já pelas oitavas de final, uma vitória de 1 a 0 sobre o Grêmio, primeira derrota da história dos gaúchos jogando em casa pela competição. Contudo, a vitória Paranista seria ofuscada pela derrota na volta, quando o placar de 2 a 1 sofrido em Curitiba, custou a eliminação pelo critério dos gols fora de casa.

1993-1997: a era do pentacampeonato O Paraná abriu uma grande dinastia no estado, sagrando-se pentacampeão do estadual nos anos seguintes, entre 1993 a 1997. O terceiro título consecutivo, em 1995, foi contra o rival Coritiba, com placar de 1 a 0 e gol aos 45 minutos do 2º tempo no Estádio do Pinheirão, com quase 30 mil torcedores presentes. No tetra, em 1996, o Paraná repetiu o feito: vitória sobre o Coxa por 1 a 0, com um gol aos 43 minutos da etapa final por Ricardinho, no estádio do rival. Sob o comando de Rubens Minelli, em 1997, o clube paranista veio a conquistar o quinto título seguido, quando derrotou o União Bandeirante por 3 a 0. Na liga nacional, o Tricolor não obteve grandes sucessos nesse período, tendo como melhor campanha o 10° lugar no Campeonato Brasileiro de 1993.

A equipe participou da Copa do Brasil em 1994, quando empatou na estreia contra o Internacional, em pleno Estádio Beira-Rio, por 1 a 1. Em Curitiba, perdeu pelo placar mínimo e saiu ainda na primeira fase. Em 1995, o Paraná obteve, na primeira fase, duas vitórias por 1 a 0 sobre o Juventude. Na sequência, mais dois triunfos, pela contagem mínima, sobre o Internacional. Nas quartas de final, contra o Corinthians, empate sem gols. No jogo da volta, no Pacaembu, o Tricolor segurava o 1 a 1 que lhe garantia a vaga, a menos de dez minutos do final, contudo, um cochilo da zaga custaria a classificação.

Em 1996, o Paraná novamente chegaria às quartas de final, dessa vez, marcando um só gol nos quatro jogos. Na primeira fase, 0 a 0 em Salvador e vitória por 1 a 0 sobre o Vitória, em Curitiba; e diante do Botafogo na fase seguinte, foram 180 minutos sem gols, levando a decisão para as penalidades, com o escrete paranista levando a melhor, por 4 a 2. A seguir, o Tricolor enfrentou o Palmeiras, tido então como melhor time do país, não resistindo a força paulista e sofrendo uma derrota por 5 a 1 no placar agregado. A eliminação ficou marcada por Saulo ter marcado seu 100º gol pelo Paraná, sendo ele o maior artilheiro da história do clube.

Já em 1997, o tetracampeão paranaense voltou a tropeçar contra o Colorado gaúcho, no empate em 1 a 1 em Curitiba e derrota por 3 a 0 no Estádio Beira Rio.

1998: o fim da hegemonia Em 1998, o Paraná perdeu a chance do hexacampeonato estadual, terminando a competição em terceiro lugar, sendo que no Campeonato Brasileiro, o clube conseguiu se manter na elite na última rodada, vencendo o Flamengo na Vila Olímpica do Boqueirão.

Em 1998, o Tricolor da Vila jogou a primeira fase da Copa do Brasil, contra o recém-rebaixado Fluminense, com vitória por 2 a 0 no Maracanã, eliminando a necessidade de jogo de volta. Depois, a vitória por 1 a 0 em casa, e 1 a 1 em Belo Horizonte, bastaram para eliminar o Atlético Mineiro. No entatnto, sonho acabou nas quartas de final, com duas derrotas pelo placar mínimo e diante do Santos.

1999-2000: contra tudo e todos, a volta por cima No começo da década de 2000, o clube recuperou seu momento de glórias, após uma estiagem de títulos estaduais, que se iniciara em 1998. Em 1999, o Paraná foi eliminado da Copa do Brasil ainda na 1ª fase, pelo inexpressivo Camaçari, com derrota por 2 a 0 na Bahia e vitória por 2 a 1 em casa.

Em 2000, o Paraná estreou contra o Americano, classificando-se com o placar de 1 a 1 em Campos dos Goytacazes-RJ e vitória de 2 a 1 em Curitiba. Na 2ª rodada, derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro em casa, sem direito sequer a jogo de volta.

No Campeonato Brasileiro de 1999, houve diversas intervenções da CBF para beneficiar os chamados "grandes", ou integrantes do Clube dos 13, a se livrarem de eventual queda à segunda divisão. Para isso, criaram um sistema duvidoso de média de pontos, entre os Clubes participantes dos Brasileirões de 1998 e 1999 (Em 1998 o PRC ficou em 20° lugar, dentre 24 Clubes, e em 1999 ficou em 17° lugar, dentre 22 Clubes), e a manobra derrubou injustamente o Tricolor para a Segunda Divisão. No ano seguinte, com a unificação do Campeonato Brasileiro, foi criada a Copa João Havelange, dividida em 4 módulos. No entanto, seria nesta Copa João Havelange, realizada em 2000, que o Paraná retornaria triunfante à elite do futebol brasileiro.

Com a confusão armada pelo Gama contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e também o Botafogo, por conta do Caso Sandro Hiroshi, o Campeonato Brasileiro acabou não sendo realizado, e substituído pela Copa João Havelange, organizada pelo Clube dos Treze, com a inclusão de Fluminense, Bahia, Juventude, América Mineiro e o próprio Botafogo, que deveriam estar na Segunda Divisão, caso este campeonato tivesse sido organizado pela CBF (impedida pela justiça desta tarefa). O resultado foi um campeonato de regulamento confuso e inchado, devido a presença de 114 times, divididas por módulos: azul, amarelo, verde e branco. O Clube dos Treze, por sua vez, recusou a presença do Paraná Clube entre as principais equipes, o relegando a jogar o Módulo Amarelo.

Todavia, com o terceiro lugar garantido no grupo classificatório, o raçudo Tricolor da Vila conseguiu chegar à final do módulo, após as fases eliminatórias. O título do módulo Amarelo veio fora de casa, contra o São Caetano, com um gol de Frédson aos 41 minutos do 2º tempo, sacramentando a volta Paranista à "Elite" do futebol brasileiro pela porta da frente. O PRC jogou, inclusive o módulo azul (equivalente à Primeira Divisão), no mesmo ano. Essa foi uma das melhores atuações Paranistas em Campeonatos Brasileiros, chegando às quartas de finais, quando foi eliminado pelo Vasco da Gama, que seria o campeão da Copa João Havelange naquele ano.

Copa Sul e Copa Conmebol