miniaturadaimagem|Brasão do bairro carioca da Tijuca colorido Tijuca é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Está entre os bairros mais antigos, tradicionais e populosos da capital fluminense. Seu índice de qualidade de vida, no ano 2000, era de 0,887, o 18º melhor do município, dentre 126 bairros avaliados, considerado alto. Segundo dados estimados de 2022, possui 142.909 habitantes, https://casa-fluminense.redesocialdecidades.org.br/br/RJ/casa-fluminense/regiao/+tijuca/populacao-total sendo o maior da Zona Norte e o 10º mais populoso do Brasil..

Índice de Progresso Social No ranking IPS da Prefeitura do Rio de Janeiro, a Tijuca ocupa a 18ª posição em 2022 e conta com índices de 81,66 para necessidades humanas básicas; 66,93 para fundamentos do bem-estar; e 62,61 para oportunidades.

Topônimo

"Tijuca" é uma denominação com origem na língua tupi e significa "água podre", de ty ("água") e îuk ("podre"). O nome se referia à região da Lagoa da Tijuca, que possuía manguezal e água parada, e que estava separada do bairro da Tijuca pelo Maciço da Tijuca.

História thumb|left|Brasão do bairro da Tijuca Logo após a vitória dos portugueses sobre os franceses no episódio da França Antártica, em 1565, a região do atual bairro da Tijuca foi ocupada pelos padres jesuítas, que, nela, instalaram imensas fazendas dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar. Nessa época, foi construída uma capela dedicada a São Francisco Xavier que deu o nome à fazenda dos jesuítas mais próxima do Centro da cidade: a Fazenda de São Francisco Xavier. Em 1759, com a expulsão dos jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal Sebastião José de Carvalho e Melo, as suas fazendas foram vendidas a centenas de novos sitiantes. thumb|Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho, marco histórico do bairro da Tijuca.|232x232px

A região passou a caracterizar-se pelas suas chácaras e, a partir do Século XX, passou a ser um bairro tipicamente urbano. Ainda assim, possui a terceira maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, plantada por determinação de dom Pedro II na segunda metade do século XIX pelo major Archer em terras de café desapropriadas, para combater a falta de água que se instalara na então capital do império. Trata-se de uma floresta secundária, uma vez que é fruto de replantio, compreendendo espécies que não são nativas da mata atlântica, a cobertura vegetal original.

Data de 1859 até 1866 o funcionamento pioneiro da primeira linha de transporte em veículos sobre trilhos no Rio de Janeiro, com tração animal, anterior ao bonde elétrico, ligando o Largo do Rocio (a atual Praça Tiradentes) a um local perto da Usina (hoje conhecido como Muda), cobrindo um trajeto de 7 km.

thumb|Quadro de Rugendas de 1820 mostrando visitantes indo para a Tijuca seguindo uma caravana mercante|esquerdaNos Estados Unidos e na Europa, onde o processo de urbanização das cidades foi pioneiro, o subúrbio, em geral, foi e continua sendo o espaço destinado às elites e classes médias – uma espécie de refúgio contra os aglomerados urbanos insalubres e perigosos da época das indústrias. São lugares bucólicos, ajardinados e de casas confortáveis. Até o início do século XX, essa acepção de subúrbio também se aplicava ao Rio de Janeiro; onde o subúrbio era o local de nobreza – não tão refinada como Botafogo ou o Engenho Velho, que eram bairros da aristocracia –, mas com serviços voltados a essa classe, que também se dirigiam para lá com fins de descanso. Foi a partir da reforma urbana do prefeito Pereira Passos, em 1903, que o conceito de subúrbio ganhou contornos mais ideológicos e pejorativos no contexto do Rio de Janeiro. Com a implantação de uma nova ordem urbana no Centro da futura metrópole, associada também à expansão do mercado imobiliário para as classes altas à beira-mar, o proletariado do Centro foi “expulso” para os subúrbios, que passaram a ser vistos como locais estratégicos de escoamento dessa população marginalizada para bem longe do Centro “civilizado”. Como não houve uma política de moralização da classe trabalhadora nesse processo, o que favoreceu a emergência do caráter pejorativo que o termo “subúrbio” emana no cenário carioca.http://www.opasseadortijucano.com.br/2015/07/tijuca-suburbio-ou-simplesmente-zona.html

Com base no conceito pejorativo de subúrbio, como remetente à ideia de locais habitados por classes socioeconômicas menos privilegiadas, pode-se inferir que a Tijuca e sua região, em termos históricos, geográficos e especialmente ideológicos, não pode ser considerada um subúrbio da cidade, mesmo fazendo parte da Zona Norte, onde se localiza grande parte dos originais subúrbios. Originalmente aristocrática, a Tijuca sempre foi um bairro valorizado do Rio de Janeiro, berço de famílias tradicionais e de uma classe média com bom poder aquisitivo, mesmo com o êxodo dos anos 80 e 90. O bairro passou 20 anos “adormecido”, devido ao processo de favelização, que acabou sendo maior que no restante da cidade por questões geográficas; no início da última década o bairro apresentou forte valorização imobiliária devido a melhorias estruturais oriundas do poder público.

Em 23 de agosto de 1985, o decreto 5.280 definiu os atuais limites do bairro.

Hidrografia A Tijuca tem suas origens ligada à água. A Cascatinha Taunay, na Floresta da Tijuca, é cartão postal da Cidade do Rio de Janeiro.

Vários rios correm pelo território do bairro. O Rio Maracanã com extensão de 10.1 Km, tem como vertente o Alto da Boa Vista e sua foz no Canal do Mangue. O Rio Trapicheiros tem extensão de 6.190 metros e tem como vertente a Serra da Carioca e como foz o Rio Maracanã. O Rio São João, com 1.6 Km, nasce no Mirante do Excelsior e deságua no Rio Maracanã.http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/geologia/hidrografia_rj/14.html

Para prevenir enchentes em ocasiões de grandes chuvas foram construídos 3 piscinões: o da Praça Niterói com capacidade de acumular até 58 milhões de litros; o da Praça Varnhagen para até 43 milhões de litros; e o da Praça da Bandeira com limite de 18 milhões de armazenamento.

Infraestrutura urbana miniaturadaimagem|Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, fundado em 1880 na Rua Mariz e Barros

A Tijuca compreende a Área de Planejamento 2.2, tem 1.006,56 hectares de extensão territorial, 56.980 domicílios (censo de 2000) e integra a Gerência Executiva Local da Tijuca (antiga Região Administrativa da Tijuca VIII RA). É sede da Subprefeitura da Grande Tijuca. thumb|Rua Professor Lafayette Cortes|250x250px miniaturadaimagem|Colégio Militar do Rio de Janeiro na Rua São Francisco Xavier O bairro abriga educandários tradicionais da cidade, como o Colégio Pedro II, que teve instalada a sua primeira unidade de externato na Tijuca em 1858; o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), fundado em 1880 como a então Escola Normal do Município da Corte, formando educadoras - as "normalistas"; o Colégio Militar do Rio de Janeiro - a Casa de Tomás Coelho, formando gerações de cidadãos e líderes desde 1889; o Colégio Marista São José, fundado em 1902 pelos irmãos Maristas; o Colégio Batista Shepard, fruto do idealismo de duas pessoas: Salomão Ginsburg e John Watson Shepard, em 5 de março de 1908;https://www.batista.br/presentations o Colégio Maria Raythe, de 1914;http://www.maria-raythe.com.br/instituicao/historico/ entre outros colégios.

A Tijuca sediou o America Football Club, principal clube de futebol do bairro fundado em 18 de setembro de 1904 e que conquistou sete Campeonatos Estaduais (em 1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960) além de uma Taça Guanabara em 1974, a primeira edição da Taça Rio em 1982 e a mais importante conquista de sua história, a Taça dos Campeões, também em 1982. O bairro possui ainda o Tijuca Tênis Clube fundado em 11 de junho de 1915,https://tijucatenis.com.br/sobre/ o Club Municipal, desde 1932, o Montanha Clube fundado em 1949, a Associação Atlética Tijuca de 1943, o Clube Monte Sinai desde 1959, o Country Clube da Tijuca desde 1963, e oito clubes portugueses: Orfeão Português, Orfeão Portugal do Rio de Janeiro, Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria, Casa de Trás os Montes e Alto Douro, Casa dos Açores, Casa do Porto, Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro e Casa das Beiras.thumb|Rua das Flores.|250x250px

Há importantes construções históricas como a igreja de São Francisco Xavier - a primeira erguida na Tijuca, frequentada pelo Duque de Caxias e visitada pelo Papa Francisco em 2013; a Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus dos Carmelitas (1925), na Mariz e Barros, a primeira do mundo consagrada à Santa das Rosas;http://arqrio.org/noticias/detalhes/5939/90-anos-da-basilica-de-santa-teresinha-do-menino-jesus o Santuário Basílica de São Sebastião igreja de São Sebastião dos Capuchinhos erguido em 1931; as igrejas de Santo Afonso, e a dos Sagrados Corações. O palácio dos Bianca, uma vivenda majestosa construída na década de 1920 pela família espanhola Bianca, foi tombado pelo patrimônio histórico e convertida no Centro de Referência da Música Carioca da Prefeitura do Rio Arthur da Távola. A Casa Granado, com a filial da Tijuca inaugurada em 1917 é um tradicional estabelecimento de comércio farmacêutico fundado em 1870, e funciona até hoje na Praça Saenz Peña, entre outros.

Mobilidade urbana O bairro tem excelentes meios de mobilidade urbana e integração intermodais, atendido pela Linha 1 do metrô através de quatro estações, Afonso Pena, São Francisco Xavier, Saens Peña e Uruguai, sendo esta última o terminal norte da Linha 1. thumb|Estação Uruguai|esquerda|245x245px

Desde 2010 o bairro dispõe de diversas ciclofaixas e inúmeras estações do projeto BikeRio.https://bikeitau.com.br/bikerio/mapa-das-estacoes/

Várias linhas de ônibus com ponto final da Praça Sáenz Peña fazem a ligação da Tijuca com outros bairros como as linhas 621 e 622 a Penha; 625 a Olaria; 629 a Irajá; 630 ao Conjunto Habitacional IAPI da Penha; 636 a Praça Seca; 638 a Marechal Hermes; e 639 ao Jardim América.

Os trens da SuperVia servem ao bairro pela Estação Maracanã com interligação com a Linha 2 do MetrôRio.

Mais de 15 pontos de taxi suprem os tijucanos desse meio de transporte.

Nas comunidades, os mototáxistas atendem à população que adere a essa via rápida e alternativa de transporte.

Devido às suas variadas opções de transporte tem se tornado uma opção de estadia para turistas nacionais e estrangeiros.

Estacionamentos de veículos São muitas as opções para estacionamento de veículos de passageiros. A Garagem Rabicho da Tijuca, operada pela Estapar no subterrâneo do Metrô tem entradas pela rua Abelardo Chacrinha Barbosa e Rua Pinto de Figueiredo, possibilita a integração dos ocupantes dos veículos diretamente com a Estação Uruguai e oferece vagas cobertas.

No Shopping Tijuca existem 6 níveis com 1.080 vagas cobertas e a céu aberto;https://www.shoppingtijuca.com/servicos/estacionamento e tem serviço de Vallet no piso G1, com entrada em rampa pela Rua Eng. Enaldo Cravo Peixoto.

Os mercados Assaí Atacadista, Extra, Guanabara, Mundial, Prix e Hortifruti oferecem estacionamentos para seus clientes durante o período de compras. Outros locais oferecem estacionamentos privados. No entorno da Praça Castilho de França há vagas de estacionamento público, assim como em várias ruas do bairro.

Serviços públicos

Os serviços de eletricidade são providos pela Light. O fornecimento de gás natural é mantido pela Naturgy.https://www.naturgy.com.br/br/1285084459415/distribuidoras+de+gas+rio+de+janeiro.html O abastecimento de água e esgotamento sanitário é provido pela Águas do Rio. A limpeza urbana é feita pela Comlurb, que mantém sede no bairro desde 1904.

Saúde O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, fundado em 1929, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUGG-Unirio) – credenciado como "Centro Nacional de Referência em AIDS" em 1987 –, atende a cerca de 50 especialidades na Rua Mariz e Barros, 775.