Esta é uma lista de sistemas de escrita, classificada de acordo com algumas características distintivas.
O nome usual da escrita é dado primeiro (em negrito); o nome da(s) língua(s) na qual a escrita é usada segue entre (parênteses), especialmente nos casos em que o nome da língua difere do nome da escrita.
460px|thumb| thumb|500x500px|Sistemas de escrita do mundo atual.
Sistemas de escrita pictográficos/ideográficos As escritas ideográficas (nas quais os grafemas são os ideogramas representando conceitos ou ideias, mais que uma palavra específica), e as escritas pictográficas (nas quais os grafemas são ícones ou figuras) não são capazes de expressar todo o conteúdo comunicativo de uma língua, como argumentam os linguistas John DeFrancis e J. Marshall Unger. Essencialmente, eles postulam que nenhum sistema de escrita pode ser completamente pictográfico ou ideográfico; deve ser capaz de se referir diretamente a uma língua a fim de conseguir a total capacidade de expressão de uma língua.
Embora existam poucas escritas pictográficas ou ideográficas hoje, não há uma única maneira de lê-las, porque não há correspondência de um para um entre símbolo e língua. Hieróglifos eram habitualmente tidos como ideográficos antes de serem traduzidos, e atualmente a escrita chinesa é erroneamente considerada ideográfica. Em alguns casos de escritas ideográficas, apenas o autor do texto pode dizer com alguma certeza, e pode-se dizer que elas são interpretadas, mais do que lidas. Essas escritas funcionam melhor como ajuda mnemônica para textos orais, ou como esboços que serão desenvolvidos em uma conversa.
Azteca — nahuatl Dongba — Naxi Hieróglifos míkmaq — Míkmaq – No entanto possuem consoantes fonéticas.
Há também sistemas simbólicos usados para outras coisas que não a uma língua. Alguns deles são: Escrita bliss – Uma escrita ideográfica construída usada primariamente na Comunicação Aumentativa e Alternativa (AAC). DanceWriting New Epoch Notation Painting
Sistemas de escrita feniciana Em um sistema de escrita logográfico, um glifo representa uma palavra ou morfema, este possuindo significado na formação de outras palavras, mais do que elementos fonéticos.
Note que nenhuma escrita logográfica é composta somente por logogramas. Todas essas escritas contém grifos que representam elementos fonéticos. Esses elementos fonéticos podem ser usados podem ser usados por si só (para representar, por exemplo, inflexões gramaticais ou palavras estrangeiras), ou podem servir como complemento fonético para um logograma (usado para especificar o som de um logograma que pode representar em certos casos mais que uma única palavra). No caso do chinês, o elemento fonético é constituído pelo logograma em si; no egípcio e mais, muitos glifos são puramente fonéticos, enquanto outros funcionam tanto como logogramas quanto elementos fonéticos dependendo de contexto. Por essa razão muitas dessas escritas podem ser descritas como logossilábicas ou escritas complexas; a terminologia usada é largamente produto de uso comum no campo, de uso puramente arbitrário e, no caso do hanzi chinês, o conceito de silábico não é ainda o mais adequado, pois poderia induzir à crença de que os ideogramas ou os fonogramas chineses representam uma sílaba. Há sim, um complemento fonético chamado fonograma que faz alusão ao som da palavra, uma espécie de rima, não necessariamente monossilábica, apesar da maioria das palavras chinesas (ou do mandarim) serem monossilábicas.
Escritas logográficas consonantais Hieroglífico, hierático, e demótico — sistemas de escrita do Antigo Egito.
Escritas logográficas silábicas ou com complementos fonéticos Hieróglifo anatólio — luvita Cuneiforme — sumério, acádio, outras línguas semíticas, elamita, hitita, luvita, hurrico, e urartiano Hanzi — chinês, japonesa (chamado kanji), coreano (chamado hanja), vietnamita (chamado Han tu, uma variante do chamado Chu nho, ambos obsoletos) Maia — chorti, maia yucateca, e outras línguas maias clássicas Yi (clássico) — várias línguas yi/lolo
Logogramas baseados no chinês Geba — naxi Jurchen — jurchen khitan — khitan Tangut — tangut Zhuang — zhuang
Silabários Em um silabário, grafemas representam sílabas ou moras. (Note que até o século XIX o termo silábicos geralmente significava abugidas mais do que silabários.)
Afaka — ndyuka Escrita alasquiana — yup'ik central Cherokee — cherokee Cipriota — grego micênico Hiragana — japonês Katakana — japonês Silabário kikakui - mende Kpelle — kpelle Linear B — grego micênico Man'yōgana - japonês Nushu — Yao Vai — vai Woleaiano — woleaiano (características de silabário) Yi (moderno) — várias Línguas yi/lolo
Semissilabários Nesses sistemas, algumas combinações entre consoante e vogais são escritas como sílabas, mas outras são escritas como consoante + vogal> no caso do persa antigo, todas as vogais eram escritas separadamente, então esse sistema formava de fato um alfabeto apesar de seus componentes silábicos. Na escrita japonesa um sistema similar desempenha o mesmo papel na escrita de empréstimos de outras línguas; por exemplo, [tu] é escrito [to]+[u], e [ti] como [te]+[i]. Os semissilabários paleo-hispânicos se comportavam como um silabário em consoantes oclusivas e como um alfabeto para todo o resto das consoantes e vogais. O tartessiano ou escrita sul-ocidental é tipologicamente intermediário entre um alfabeto puro e os semissilabários hispânicos completos. Embora a letra usada para escrever a consoante oclusiva fosse determinada pela vogal seguinte, em um semissilabário, a vogal seguinte também deveria ser escrita, como em um alfabeto. Alguns estudiosos consideram o tartessiano como um redundante semissilabário, outros como um redundante alfabeto.
Semissilabários pré-ibérico. Tartessiano ou escrita do sudoeste — tartéssio Escrita ibérica do sudoeste — ibérico Escrita ibérica do nordeste — ibérico Celtibérico — celtibérico Cuneiforme persa antigo — persa antigo
Escritas segmentais Uma escrita segmental possui grafemas que representam fonemas (unidade básica de som) de uma língua.
Note que não precisa de haver (e raramente há) uma correspondência de um para um entre os grafemas de uma escrita e os fonemas de uma língua. Um fonema pode ser representado apenas por alguma combinação de grafemas, o mesmo fonema pode ser representado por mais de um grafema, o mesmo grafema pode representar mais de um fonema, ou uma combinação de todos acima.
Escritas segmentais podem ser divididas basicamente de acordo com os tipos de fonemas que tipicamente são gravados:
Abjads Um abjad é uma escrita segmental contendo apenas símbolos para consoantes, ou onde vogais são opcionalmente escritas com diacríticos ("pontilhados") ou apenas escrevendo no início da palavra. Aramaico Arábico — árabe, azeri, balúchi, caxemir, pachto, persa, punjabi, sindi, uigur, urdu, e línguas de vários outros povos islâmicos. Dhives akuru — divehi Estrangelo — siríaco Hebraico — hebraico, iídiche, e outras línguas judaicas Jawi - árabe, malaio Nabataeano — os Nabateus de Petra Pálavi — persa médio Parto Psalter Fenício — fenício e outras línguas cananitas Proto-Cananita sabaeano Arábico meridional — sabaico, catabânico, himiarítico, e hadramáutico Sogdiano Samaritano (hebraico antigo) — aramaico, árabe, e hebreu tifinague — tuaregue
Alfabetos verdadeiros Um alfabeto verdadeiro contém letras separadas (não precisando de diacríticos marcadores) para consoantes e vogais. Ugarítico — ugarítico, hurriano
Alfabetos não característicos lineares Linear é um alfabeto composto por linhas em uma superfície, como tinta sobre papel. Arábico (para uigur) Armênio — armênio Avestano — avéstico Beitha Kukju — albanês Copta — egípcio Cirílico — línguas eslavas orientais (bielorrusso, russo, ucraniano), línguas eslavas meridionais meridionais (búlgaro, macedônio, sérvio), e outras línguas da Rússia, cazaque, quirguiz, tajique, mongol. Azerbaijão, Turcomenistão, e Uzbequistão estão adotando o uso do alfabeto latino mas o alfabeto cirílico ainda é largamente usado. Eclectic Shorthand Elbasan — albanês Fraser — Lisu Gabelsberger shorthand Georgiano — georgiano e mingreliano. Variantes incluem mequedrúli, cutsúri, assontávruli, nuscúri Glagolítico — Antigo eslavo eclesiástico Gótico — gótico Grego — grego Alfabeto Fonético Internacional Latino ou romano — originalmente usado para se escrever o latim; atualmente usado para se escrever a maioria das línguas da Europa Central e Ocidental, línguas da África Subsaariana, línguas turcomanas, línguas indígenas das Américas, línguas das ilhas do Sudeste Asiático e línguas da Oceania a maioria das quais adotaram recentemente o alfabeto latino. Línguas que usam uma escrita não latina geralmente possuem um sistema alternativo romanizado para transliteração ou uso secundário. Manchu — manchu Mandaico — mandaico um dialeto do aramaico Mongol — mongol Neo-tifinague — tamazigue N'Ko — mandinga, Bambara, diúla Ogham — gaélico, britânico, picto Runas húngaras — húngaro Velho alfabeto itálico — etrusco, osco, umbro Pérmico antigo (ou Abur) — komi Alfabeto de Orkhon — túrquico Osmanya — somali Runas — línguas germânicas Ol Cemet' — santali Tai Lue — Lue Vah — bassa Zhuyin (Bopomofo) — usado em Taiwan, e como alfabeto por várias línguas formosianas
Alfabetos característicos lineares Uma escrita característica possui elementos que indicam os componentes de uma articulação, como consoante bilabial, fricativa, ou vogal posterior. As escritas diferem em quantas características indicam.
Gregg Shorthand Hangul — coreano Alfabeto shaviano Visible Speech (uma escrita fonética) Notação Stokoe para a American Sign Language
Alfabetos manuais Os alfabetos manuais geralmente são usados para se comunicar em língua de sinais. Eles não são usados para a escrita em si, mas para simbolizar palavras através de gestos. Alfabeto manual americano (usado com ligeiras modificações em Hong Kong, Malásia, Paraguai, Filipinas, Singapura, Taiwan, Tailândia) Alfabeto manual britânico (usado em alguns países da Commonwealth, como Austrália e Nova Zelândia) Alfabeto manual catalão Alfabeto manual chileno Alfabeto manual chinês Alfabeto manual holandês Alfabeto manual etíope (um abugida) Alfabeto manual francês Alfabeto manual grego Alfabeto manual islandês (também usado na Dinamarca) Alfabeto manual indiano (um alphabeto de fato?; usado nas áreas onde se usa devanagari e gujarati) Alfabeto manual internacional (usado na Alemanha, Áustria, Noruega, Finlândia) Alfabeto manual iraniano (um abjad; também usado no Egito) Alfabeto manual israelense (um abjad) Alfabeto manual italiano Alfabeto manual coreano Alfabetos manuais latino americanos Alfabeto manual polonês Alfabeto manual português Alfabeto manual romeno Alfabeto manual russo (também usado na Bulgária e nações ex-soviéticas) Alfabeto manual espanhol (Madrid) Alfabeto manual sueco Alfabeto manual iugoslavo Outros alfabetos não lineares Segue abaixo uma lista de alfabetos compostos por outros tipos de sinais que não apenas linhas na superfície. Braille (Unificado) — um alfabeto desenvolvido para cegos e deficientes visuais, podendo conter letras adicionais para transcrever os alfabetos latino, cirílico, grego, hebraico e árabe, assim como o chinês. Braille coreano Braille americano (extinto) New York Point — uma alternativa ao braille - extinto Código internacional de sinais (tanto alfabético quanto ideográfico) Código Morse (internacional) — um código trinário de linhas, pontos, e silêncio, pode ser transmitido por eletricidade, luz, ou som Código Morse americano (extinto) Telégrafo ótico (extinto)
Abugidas