The Fat of the Land é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa The Prodigy, considerado um grande clássico da música eletrônica e do drum and bass da década de 90. Lançado em julho de 1997 pela XL Recordings, o álbum alcançou o topo das paradas da Billboard 200 e foi indicado ao Grammy Awards por melhor performance de música alternativa.

O álbum foi o primeiro do grupo a apresentar composições próprias de Keith Flint. O título do álbum, The Fat of the Land, é derivado de um provérbio inglês: "living off the fat of the land", que significa, em tradução livre, "vivendo do melhor da terra". A capa do álbum apresenta o novo logotipo do grupo, removendo o artigo "The" e inserindo a silhueta de uma formiga. Na foto do álbum, é apresentado um caranguejo fotografado por Pat Pope em Playa Las Gemelas no Parque Nacional Manuel Antonio, Costa Rica.

Diversas faixas do álbum estiveram presentes na trilha sonora de filmes, tais como "Mindfields" no filme Matrix e "Smack My Bitch Up", nos filmes As Panteras e Closer: Perto Demais.

Composição "Smack My Bitch Up", a primeira faixa do álbum e um dos mais populares singles do álbum, apresenta samples de "Funky Man", por Kool & the Gang; "Bulls on Parade", por Rage Against the Machine; "House Of Rising Funk", por Afrique; "In Memory Of", por Randy Weston; e as faixas "Give The Drummer Some" e "Critical Breakdown", do Ultramagnetic MC's, de onde se originam recortes de bateria e os vocais da faixa.

"Breathe" utiliza como samples o tema do personagem James Bond, da franquia 007, e recortes do filme "Shaolin & Wu Tang", dirigido por Gordon Liu e lançado em 1983.

A música chamada "Narayan", contém o trecho "Om Namah Narayana" que foi composta e cantada juntamente com Crispian Mills, vocalista e líder da banda inglesa de rock psicodélico Kula Shaker, que também tem uma versão da música chamada "Song of love/Narayana" em seu álbum Strange Folk.

Controvérsia O álbum enfrentou uma polêmica envolvendo a National Organization for Women e o single "Smack My Bitch Up", após o grupo ser acusado de misoginia e incentivo à violência contra a mulher em relação ao título de faixa e o sample utilizado (em tradução livre, "arregace-me"). Em uma entrevista à Rolling Stone, Keith Flint explicou que a faixa evoca, justamente, a intensidade da cultura do hardcore da cultura B-boy, encarada nesses espaços com mais naturalidade.No final das contas, as mulheres que vão aos nossos shows são mais hardcore, e elas não enxergam isso (arregaçar) dessa maneira (violência sexual). Se alguma menina em um vestido de flores descobre que existe um grupo que saí por aí falando em "arregaçar as pessoas", isso pode ganhar um viés de militância. Elas não nos conhecem. Elas nunca nos conheceram. Nunca vão conhecer.Em apresentações ao vivo mais recentes, a banda passou a utilizar o verso "Change my pitch up" ("aumente meu tom"), também contido na faixa.

Recepção The Fat of the Land atingiu o topo das paradas da Billboard 200 em 19 de julho de 1997. O álbum vendeu mais de 2,600,000 cópias nos Estados Unidos, ganhando dois discos de platina em dezembro do mesmo ano. A AllMusic pontuou o álbum com uma nota de 4.5 estrelas de 5. A Pitchfork avaliou com uma nota de 8/10.

Em 1999, o álbum entrou para o Guinness World Records pelo recorde de álbum de dance music mais rapidamente vendido no Reino Unido. O álbum foi também indicado ao Grammy Awards de 1998 na categoria de melhor performance de música alternativa, perdendo para o álbum OK Computer, da banda Radiohead. O álbum foi incluído também no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die e foi indicado ao Mercury Music Prize de 1997.

Em 2020, a Metal Hammer, revista focada em heavy metal, incluiu o lançamento em sua lista dos 10 melhores álbuns de 1997, chamando-o de "o ponto em que a cultura rave colidiu com a cultura metal". Eles também contemplaram o lançamento em sua lista dos 20 melhores álbuns de metal de 1997.

Faixas

Créditos Christian Ammann – fotografia Shahin Badar – vocal Jim Davies (Pitchshifter) – guitarra Keith Flint – vocal Jake Holloway – ilustrações Liam Howlett – produção, direção de arte e mixagem Alex Jenkins – direção de arte, design e fotografia Kool Keith – vocal Maxim – vocal Crispian Mills (Kula Shaker) – vocal Neil McLellan – engenharia de som Pat Pope – fotografia Saffron (Republica) – vocal Matt Cameron (Soundgarden) – bateria Alex Scaglia – fotografia Lou Smith – fotografia Terry Whittaker – fotografia Konrad Wothe – fotografia

Categoria:Álbuns de The Prodigy Categoria:Álbuns de 1997