A Hidrovia Paraguai-Paraná é uma hidrovia que envolve os cinco países da bacia do Rio da Prata: Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Projeto Seu projeto originalmente prevê a execução de centenas de obras de intervenção pontuais de dragagens, derrocamento, retificação de curvas (aumentando o raio) em diversos pontos dos leitos dos rios Paraná e Paraguai.

O projeto é considerado polêmico pela sociedade pois falta uma avaliação mais detalhada dos impactos socioambientais, como determina a legislação ambiental brasileira. Também há muitos interesses conflitantes e a sociedade desconhece a fundo as consequências do projeto. Atualmente o projeto se encontra parado pela Justiça Federal em uma ação da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Mato Grosso e é considerado também uma vitória do movimento socioambiental, que há anos tenta impedir um projeto que é considerado camuflado, com obras isoladas e licenciamentos ambientais dos dois estados.

Trajeto A hidrovia começa no município de Cáceres, no Mato Grosso, e atravessa 4.122 quilômetros até Nueva Palmira, no Uruguai. É uma via fluvial que percorre cinco países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, passando pelas cidades de Corumbá e Assunção.De toda a extensão da hidrovia, 1.270 quilômetros passam por território brasileiro ou por suas fronteiras, sendo 890 km no interior do Mato Grosso do Sul, 48 km na fronteira com a Bolívia e 332 km na fronteira com o Paraguai. Sua intenção era permitir o tráfego de barcaças 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias do ano. Pela região passam enormes comboios que percorrem suas águas, transportando soja, trigo, minérios, combustíveis e madeira. Mas as curvas são muitas e bem acentuadas. No tempo da seca, bancos de areia surgem do nada, como icebergs, dificultando a navegação.

História A via funciona desde a época da chegada dos portugueses ao território brasileiro, mas há indícios de que tenha sido desbravado antes. Foi pelo rio Paraguai que os espanhóis desbravaram o interior do continente, a partir do rio da Prata.

Em 1856 é permitida a navegação no porto de Ladário. A partir daí a cidade sofre influência dos países do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil, pois a cidade era isolada geograficamente. Até o ano de 1914, para ter acesso a qualquer parte do Brasil, os corumbaenses não tinham outra opção senão o Rio da Prata, sendo obrigada a passagem por Assunção, Buenos Aires ou Montevidéu.

A hidrovia começou a ser concebida nos anos 1980 como um megaprojeto com grandes impactos econômicos, sociais e ambientais e foi bastante questionado pela sociedade e com isso não foi adiante, sendo arquivado pouco tempo depois.

Em 2002, após decisão judicial, foi necessário um novo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) que foi feito considerando todo o trecho da hidrovia. Na época a justiça também determinou que o licenciamento ambiental para que a hidrovia comece a operar fosse analisado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, órgão federal.

Ver também Rio Paraná Rio Paraguai Hidrovias do Brasil Hidrovia Paraná-Tietê Hidrovia Tocantins-Araguaia Hidrovia do São Francisco Hidrovia do Madeira

Ligações externas Decreto n.º 5.781, de 22 de maio de 2006, incorporação no ordenamento jurídico brasileiro do Sétimo Protocolo Adicional ao Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai-Paraná (Porto de Cáceres - Porto de Nueva Palmira).

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