O rio Jequitinhonha é um curso de água que banha os estados de Minas Gerais e da Bahia, no Brasil.
Ele nasce na região da cidade de Serro, atravessa o nordeste do Estado de Minas Gerais e desagua no oceano Atlântico, em Belmonte, no estado da Bahia. Percorre uma das regiões que já foi considerada uma das mais pobres do Brasil e do mundo, denominada vale do Jequitinhonha, mas que hoje apresenta leve desenvolvimento e projeta-se para uma região rica e desenvolvida. Perto de suas nascentes fica a cidade de Diamantina; outras cidades da bacia são Coronel Murta, Araçuaí, Itinga, Jequitinhonha, Almenara, Itaobim e outras.
O topônimo "Jequitinhonha" é de origem indígena e tem o significado de "rio largo e cheio de peixes".Jequitinhonha. Disponível em http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/minasgerais/jequitinhonha.pdf. Acesso em 29 de maio de 2015.
Bacia thumb|300px|direita|Rio Jequitinhonha em Jacinto, Minas Gerais Com cerca de 1 090 quilômetros de extensão, o rio Jequitinhonha nasce na região do Serro, no nordeste de Minas Gerais, atravessa o vale do Jequitinhonha e deságua no oceano Atlântico, em Belmonte, na Bahia. Sua bacia hidrográfica abrange cerca de 70 mil quilômetros quadrados, dos quais aproximadamente 94% se localizam em território mineiro e 6% no sul da Bahia, recebendo afluentes como os rios Araçuaí, Piauí e São Miguel, pela margem direita, e Itacambiruçu, Salinas e São Pedro, pela esquerda.
Os principais afluentes do Jequitinhonha pela margem direita são os rios Araçuaí, Piauí e São Miguel. Pela esquerda, os rios Itacambiruçu, Salinas e São Pedro. A bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha abrange grande parte do nordeste do estado de Minas Gerais e pequena porção do sul do estado da Bahia. De sua área total, cerca de 94% estão em Minas e apenas 6% localizam-se na Bahia.
O vale do rio Jequitinhonha, apesar de ter sido uma das regiões mais pobres do Brasil - hoje essa situação está mudando - abriga uma cultura peculiar, que se releva nas manifestações populares únicas, ligadas aos mitos da natureza, à navegação e às lendas; e se manifestam no rico artesanato de barro, nas expressões musicais e folclóricas.
O nome do rio Jequitinhonha originou-se do nome da cidade e o termo, na linguagem indígena, quer dizer: no Jequi tem onha (ou seja, no Jequi tem peixe, usados pelos índios botocudos, que habitaram a região, na confluência com o rio São Miguel.
No período colonial, o rio era conhecido como rio das Virgens.
Foram construídas no rio Jequitinhonha duas grandes barragens: Usina Hidrelétrica de Irapé, localizada no município de Berilo (MG), com 208 metros de altura, possui a barragem mais alta do Brasil. Barragem de Itapebi, no Sul da Bahia.
Usina Hidrelétrica de Irapé No curso mineiro do rio foi construída a Usina Hidrelétrica de Irapé, também denominada Usina Presidente Juscelino Kubitschek, localizada entre os municípios de Berilo e Grão Mogol. Com 208 metros de altura, sua barragem é apontada como a mais alta do Brasil e uma das maiores da América Latina. A usina dispõe de potência instalada de 399 megawatts, distribuída por três unidades geradoras, e seu reservatório cobre uma área de cerca de 137 quilômetros quadrados. Inaugurada em julho de 2006, a obra foi apresentada como uma das principais apostas para o desenvolvimento econômico e social do vale do Jequitinhonha, historicamente uma das regiões mais pobres do país. A construção da usina implicou o deslocamento de comunidades ribeirinhas, fato que motivou, ao longo dos anos, reivindicações de famílias atingidas organizadas em movimentos sociais.
Cultura e história O rio dá nome ao vale do Jequitinhonha, região do nordeste mineiro historicamente marcada pela pobreza, mas detentora de uma cultura popular singular. Entre suas manifestações destacam-se o artesanato em barro, as expressões musicais e o folclore, ligados aos mitos da natureza, à navegação e às lendas locais. No período colonial, o curso d'água chegou a ser conhecido como rio das Virgens, e suas margens foram habitadas por indígenas botocudos, sobretudo na confluência com o rio São Miguel. O próprio topônimo, de origem indígena, costuma ser traduzido como "rio largo e cheio de peixes". Essa identidade cultural distingue o vale no conjunto das manifestações populares do estado de Minas Gerais.
Ligações externas
Mapa dos Rios Doce e Jequitinhonha Copiado de Documentos Encontrados na Câmara dos Representantes
Jequitinhonha Jequitinhonha Categoria:Vale do Jequitinhonha