Baal ou Ba'al () é um teônimo e título honorífico que significa "senhor" nos idiomas semíticos do Noroeste, falados no Levante , durante a Idade Antiga. Baal - com o artigo definido, o BaalGeorge Long, The Penny Cyclopædia of the Society for the Diffusion of Useful Knowledge: v. 1-27, Volume 3 (1835), Baal p.220 [em linha] - era o nome do principal deus masculino dos fenícios e cartagineses , além de uma deidade maior entre outros povos de Canaã, atual região de Israel e Palestina, e aparece na Bíblia no plural, como baalim. Pelo seu uso comum, Baal é referência a vários deuses do Levante (Mediterrâneo) como, por exemplo, Moloque. Os eruditos anteriormente associaram o teônimo com cultos ao Sol e com uma variedade de divindades patronais não relacionadas, mas inscrições mostraram que o nome Ba'al estava mais particularmente associado com o deus da tempestade e da fertilidade Adade e suas manifestações locais.
Etimologia O termo em grego Báal ( ) aparece no Novo Testamento () e na Septuaginta e sua forma latinizada , aparece na Vulgata. Essas formas, por sua vez, derivam da forma semítica do noroeste sem vogais (fenício e púnico: ) O sentido bíblico da palavra como denotando uma divindade fenícia e falsos deuses em geral foi estendido durante a Reforma Protestante para denotar quaisquer ídolos, ícones dos santos ou da Igreja Católica em geral.Oxford English Dictionary (1885), "Baalist, n."
Nas línguas semíticas do noroeste, ugarítico, fenício, hebraico, amorreu e aramaico, a palavra baʿal significava "proprietário" e, por extensão, "senhor", "mestre" ou "marido". Cognatos incluem o Bēlu () acádio, bal amárico ( ), e baʿl árabe (). Baal () e baʿl ainda servem como palavras para "marido" em hebraico moderno e árabe, respectivamente. Eles também aparecem em alguns contextos relativos à propriedade de coisas ou posse de características.
A forma feminina é ba'alah (; ), significa "senhora" no sentido de uma dona ou dona da casa e ainda serve como uma palavra rara para "esposa".
Culto As estátuas erguidas a Baal eram chamadas de Baalim, ou B'alim. Seus templos e altares eram construídos no alto dos morros sob árvores, ou no teto das casas.
Havia uma grande quantidade de sacerdotes, que queimavam incenso, sacrificavam crianças, dançavam em torno do altar, e, caso suas preces não fossem atendidas, cortavam-se até o sangue jorrar, de forma a conseguir a compaixão de Baal.
Possivelmente, na origem Baal era o verdadeiro senhor do Universo, degenerado depois para a adoração de um ser poderoso que existia no mundo material. Segundo Sanconíaton, os fenícios adoravam o Sol como o único senhor dos céus, e que este Beelsamen era idêntico a Zeus. Na Septuaginta, Baal é transcrito como Héracles.
Segundo alguns mitologistas, Baal era o planeta Saturno ou Júpiter.
Fenícios e cartagineses
O nome do deus parece constar de uma inscrição encontrada em Malta, como Malkereth Baal Tuor, ou Rei da Cidade, Senhor de Tiro. O nome Malkereth é uma contração de Rei da Cidade, sugerindo que Baal e Moloque eram o mesmo ídolo.
Assim como entre os germânicos e gregos, os fenícios e cartagineses compuseram vários nomes usando o equivalente de Deus: Ethbaal, com ele Baal, Jerubaal, Baal vai sustentá-lo, Aníbal, graça de Baal, Asdrúbal, ajuda de Baal.
Israelitas Os israelitas o adoravam como Baal-Peor, até o tempo de Samuel, e foi o deus oficial das dez tribos na época de Acabe. Ele foi adorado também em Judá, e seu culto só terminou, conforme a Bíblia, com os rigores do cativeiro na Babilônia. Havia vários sacerdotes de Baal, de várias classes. Seu culto é descrito em .
Várias cidades de Israel tem o nome de Baal em sua formação: Baal-Gade, Baal-Hammon, Baal-Tamar, etc.
Cananeus direita|thumb|Estátua de bronze de Baal, datada dos séculos XIV–XII a.C., encontrada em Ras Shamra (antiga Ugarite), perto da costa da Fenícia. Museu do Louvre.
O deus-sol, com o título genérico de Baal, era o principal deus dos cananeus. Cada local tinha o seu Baal, e todos eles eram chamados de Baalim, ou senhores. Cada Baal tinha sua esposa.Easton's Bible Dictionary, Baal [em linha]
O Ciclo de Baal é um conjunto de textos a respeito do Baal canaanita, datado de cerca de 1500–1370 a.C. e encontrado em placas de argila nos anos 1920, em Ugarit.Pinto, P. M. (2010). Baal, ADN de Deus: a génese do conceito de Deus Único, no mundo da Bíblia, à luz do Ciclo de Baal. Série Monográfica de Ciência das Religiões, v. 4 / Lusitania Biblica, série Estudos, v. 1, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, . Trechos do Ciclo de Baal (Textos de Ugarit), com base nas compilações de Mark S. Smith, pode ler-se:
A Vitória sobre Yamm. As armas mágicas falam com Baal, incitando-o ao combate contra a divindade do oceano:
O Manifesto sobre a Chuva. Baal descreve a sua função como o portador da fertilidade e dos fenômenos atmosféricos:
O Lamento pela Morte de Baal. Quando Baal sucumbe perante Mot (a Morte), o deus supremo El realiza o luto ritual:
A Ressurreição e o Sonho de El. O momento em que a vida retorna à terra e a sobrevivência da humanidade é garantida:
Moabitas Em Moabe, no Monte Peor, Baal era adorado como Baal-Peor, identificado como Príapo.
Egípcios Segundo A. H. Sayce, Amenófis IV havia sido influenciado pelas religiões semitas, por sua ligação com Mitani, e o deus que ele tentou forçar sobre seus súditos, o disco solar alado, era Baal.Archibald Henry Sayce, Records of the Past, 2nd series, Vol. III (1890), Letters to Egypt from Babylonia, Assyria and Syria, in the Fifteenth Century B.C. [em linha]
Baal bíblico Relato bíblico Em Canaã, os Hebreus lutaram em várias épocas contra a adoração do deus Baal. No Livro dos Juízes (da Bíblia Hebraica), o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore de Aserá pertencente aos Midianitas.
Mais tarde, o profeta Elias, no século IX a.C., condenou o Rei Acabe por adorar Baal.
Outros homônimos Mica, seu filho; Reaías, seu filho; Baal, seu filho;
Referências bíblicas (Balaão constrói altares para tentar auxiliar Balac a amaldiçoar os israelitas) (o povo de Israel, desviando-se da tradição herdada por Josué, serve "aos Baalim", aos outros deuses, como Baal e Astarte) (Deus manda a Guidon destruir o Altar a Baal de seu pai) (Assim, Guidon usa da madeira do ídolo de Astarte para fazer sacrifícios a Deus) (Acab, filho de Omri, citado no versículo precedente como aquele que "fez mal aos olhos de Deus mais do que todos os que o antecederam", casa-se com Jezebel, a Sidonita, e adota seus deuses, dentre os quais Baal) (Desafio entre Yahweh, Baal e Asteroth, que culminará no triunfo de Deus através do profeta Elias) (Acazias, filho de Acab, segue os passos de seu pai e adora a Baal) (Jeú, buscando exterminar a casa de Acab, arma uma cilada aos sacerdotes de Baal) (Destruição do Templo de Baal) (Novamente adoração a Baal) (Referência aos adoradores de Baal, da Lua, do Sol e de outros astros.) (A morte de Matã o sacerdote de Baal) (O profeta questiona o poder dos sacerdotes de Baal e outros deuses) (Adoração a Baal entre pecados como o furto e o assassínio) (Altares para queimar incenso para Baal) (Juras por Baal) (Sacrifícios de crianças a Baal) (Samaritanos loucos profetas de Baal) (Os caldeus adoraram Baal) (Outra referência ao sacrifício de crianças) }} (Metáfora em Oséias para a idolatria em Israel) (Efraim morre por pecar por Baal) (O profeta refere-se aos ídolos)
Ver também Religião Canaanita História da Mesopotâmia História da Antiga Israel El História do Levante Politeísmo
Notas
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