Call of Duty: World at War é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa de 2008 desenvolvido pela Treyarch e publicado pela Activision. Foi lançado para Microsoft Windows, Xbox 360, PlayStation 3 e Wii. É o quinto título principal da franquia Call of Duty, retornando ao cenário da Segunda Guerra Mundial que marcou os primeiros jogos da série. Foi lançado na América do Norte em 11 de novembro de 2008 e na Europa em 14 de novembro. Uma versão para Windows Mobile foi lançada pela Glu Mobile e versões com enredos alternativos disponibilizadas para Nintendo DS e PlayStation 2.
A história marca o início da subsérie Black Ops e foca-se nas frentes do Pacífico e da Europa Oriental da Segunda Guerra Mundial. A campanha é narrada a partir da perspectiva do fuzileiro naval C. Miller, do soldado do Exército Vermelho Dimitri Petrenko e do suboficial da Marinha Locke. O componente multijogador do jogo retém vários recursos que marcaram o título anterior, Call of Duty 4: Modern Warfare (2007), como os sistemas de nivelamento, "perk" e "killstreak". Além disso, World at War marcou a estreia do modo Zombies, que se tornaria um pilar nos jogos Call of Duty subsequentes da Treyarch.
O jogo é baseado em uma versão melhorada do motor IW de Call of Duty 4: Modern Warfare com maior desenvolvimento em efeitos de áudio e visuais. A Treyarch utilizou o mecanismo para tornar mais partes de certos ambientes destrutíveis e introduzir desmembramento e queimaduras realistas em modelos de personagens. O jogo foi anunciado pela Activision em 23 de junho de 2008.Treyarch. Call of Duty: World at War. (Activision). PlayStation 3, (v1.1) O desenvolvimento de World at War levou dois anos e começou após o lançamento do título anterior da Treyarch, Call of Duty 3, que também foi ambientado na Segunda Guerra Mundial.
O jogo foi o mais vendido de novembro de 2008 nos Estados Unidos, alcançando a marca de 1,41 milhão de cópias. No Reino Unido, vendeu o dobro de cópias de Call of Duty 4: Modern Warfare em sua primeira semana de lançamento, tornando-se o terceiro jogo eletrônico mais vendido em termos de tempo. Também foi um sucesso comercial, vendendo 3 milhões de cópias nos Estados Unidos nos primeiros dois meses de seu lançamento, tornando-se um dos títulos mais vendidos de 2008. Call of Duty: World at War recebeu críticas positivas dos críticos, com elogios direcionados à sua atmosfera sombria, intensidade e natureza brutal, embora tenha recebido críticas por sua falta de inovação na série."Call of Duty: World at War Review". IGN A versão de Xbox 360 de World at War tornou-se compatível com o Xbox One em setembro de 2016.
Jogabilidade Perspectiva geral Call of Duty: World at War apresenta uma temática mais adulta em comparação a seus predecessores, com uma abordagem mais crua e realista da guerra, incluindo incinerações por fogo, mutilações e desmembramentos. O jogo é também mais aberto, pois existem diversas maneiras de se completar um objetivo. A jogabilidade de World at War apresenta diversas semelhanças com os lançamentos anteriores da série. Os jogadores atuam em conjunto com equipes de soldados controlados por inteligência artificial. Eles auxiliam nas missões providenciando fogo de cobertura, abatendo inimigos e vasculhando cômodos à procura de presença inimiga. Um recurso apresentado pela primeira vez em Call of Duty 4: Modern Warfare inclui certos momentos da campanha em que cães atacarão o jogador corpo a corpo. O jogador pode se esquivar e revidar estes ataques quando uma pequena cena de ação em tempo real se inicia, onde o cão tentará matar o jogador e um comando na tela exigirá que o mesmo pressione um determinado botão para revidar o ataque e sobreviver. Este recurso agora também se aplica aos soldados inimigos que avançam em direção ao jogador. O jogo também inclui a tática militar japonesa real conhecida como carga banzai, que inclui inimigos (alguns camuflados) cobrando em direção ao jogador a fim de mata-lo corpo a corpo – o que geralmente desencadeia as cenas de ação em tempo real.
O retorno do jogo aos conflitos da Segunda Guerra Mundial reintroduz armas e tecnologias mostradas nas primeiras edições da franquia Call of Duty, incluindo a submetralhadora Thompson, o rifle Mosin-Nagant, o rifle semiautomático M1 Garand e o lança-foguetes Panzerschreck. Lança-chamas, baionetas e coquetéis molotov são armas incluídas pela primeira vez na série. A abordagem do jogo a Guerra do Pacífico introduz pela primeira vez na série armas de origem japonesa, como o rifle Arisaka e a submetralhadora Type 100. O jogador ganha acesso a elas com o avançar do jogo mas, além das granadas de mão e fumaça, pode carregar apenas dois armamentos. Armas de inimigos abatidos podem ser usadas em substituição àquelas no arsenal do jogador. É possível também encontrar armas com itens adicionais, como rifles equipados com lança-granadas e miras telescópicas.
A campanha single player inclui treze "cartas da morte" ocultas, uma em cada fase, e ao recolher todas, trapaças no módulo cooperativo são destravadas, tais como redução na resistência do inimigo e o "modo paintball".
Sinopse thumb|Call of Duty: World at War é o primeiro jogo da série a representar a Guerra do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Entre as batalhas retratadas, destacam-se o Ataque à Ilha de Makin e a Batalha de Peleliu.
Personagens Durante a campanha, o jogador controla três personagens de uma perspectiva de primeira pessoa. O jogador primeiro assume o papel do soldado de primeira classe C. Miller dos Marine Raiders, mais tarde da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos na Guerra do Pacífico contra o Império do Japão. Personagens de apoio incluem o cabo/sargento Roebuck (dublado por Kiefer Sutherland), o sargento Tom Sullivan (dublado por Chris Fries) e o soldado Polonsky (dublado por Aaron Stanford). Na campanha russa, o jogador assume o papel do soldado Dimitri Petrenko, o segundo personagem jogável, que luta com o sargento Viktor Reznov (dublado por Gary Oldman) na Frente Oriental contra a Alemanha Nazista. Mais tarde, eles são acompanhados por um terceiro personagem, o soldado Chernov (dublado por Craig Houston), que registra suas experiências em um diário e atua como uma voz da razão durante toda a campanha soviética, regularmente expressando choque e desaprovação com os massacres vingativos que testemunha durante a guerra. Dimitri e Reznov inicialmente fazem parte da 62ª Divisão de Rifles do Exército Vermelho em Stalingrado, mais tarde, eles juntamente com Chernov são parte da 150ª Divisão de Rifles 'Idritskaya' do 3º Exército de Choque, sob o comando do Comissário Markhov (voz de Dimitri Diatchenko) durante a Batalha de Berlim. O terceiro personagem jogável na campanha é o suboficial Locke da Marinha dos Estados Unidos, um artilheiro de um PBY Catalina no estágio final da Guerra do Pacífico. O jogador assume o papel de Locke somente na missão "Black Cats", durante a campanha solo. Alguns personagens de World at War são referenciados em jogos posteriores da franquia e outros, como Reznov e Dimitri, reaparecem como personagens importantes na sequência – Call of Duty: Black Ops.
Enredo Uma breve cutscene inicial mostrando o globo destaca alguns eventos que levaram a Segunda Guerra Mundial; a conquista da Europa pela Alemanha Nazista, a expansão territorial do Japão Imperial na Manchúria e seus crimes de guerra na Indochina e em Nanquim, o embargo dos Estados Unidos ao Japão, o Ataque a Pearl Harbor, o discurso da infâmia do presidente Franklin D. Roosevelt durante a declaração de guerra ao Japão, e a consequente entrada dos Estados Unidos na guerra e seu esforço na produção militar e na convocação de seus cidadãos para o conflito global.
Campanha americana A campanha americana começa no Pacífico Sul, no Atol de Makin, em 17 de agosto de 1942. O fuzileiro americano C. Miller que fazia parte de um grupo de reconhecimento de elite do 2º Batalhão dos Marine Raiders (Raiders de Carlson) está desaparecido em ação e foi capturado por soldados japoneses. Ele testemunha a tortura e a execução cruel de sua equipe e está prestes a ser executado quando finalmente é resgatado por um esquadrão de marines liderados pelo cabo Roebuck e pelo sargento Tom Sullivan. O Ataque à Ilha de Makin é retratado no processo, os fuzileiros remanescentes do esquadrão de resgate enfrentam os japoneses destruindo instalações pelo atol. Miller e Roebuck são encarregados de plantar explosivos em um bunker de munição. Durante a corrida para os botes, uma granada deixa Miller em estado de choque, sendo ferido e quase morto por um soldado japonês enquanto recuava para fora da ilha, mas é salvo pelo sargento Sullivan. Os fuzileiros remanescentes conseguem destruir o bunker de munição e Miller é evacuado com sucesso juntamente com a sua equipe.
Dois anos mais tarde, após inúmeros eventos da Guerra do Pacífico apresentados em uma cutscene, como a Batalha de Midway, a Campanha de Guadalcanal e a Campanha de Bougainville, o esquadrão de Miller – agora parte da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais está se preparando para atacar a ilha de Peleliu, nas Ilhas Palau.
Em 15 de setembro de 1944, Miller e seu esquadrão ao lado de fuzileiros novatos como Polonsky, se preparam para desembarcar na ilha de Peleliu sob o comando do Sargento Sullivan. O LVT (Veículo Anfíbio, Sobre Rastreamento) do esquadrão de Miller deixa uma embarcação LCI (Embarcações de Desembarque de Infantaria) e é lançado para Praia Branca, mas ao chegar na costa, fica encalhado devido ao intenso fogo inimigo que vinha de uma ponta rochosa de coral em seu flanco esquerdo chamada The Point (O Ponto). A artilharia do Ponto atinge o veículo anfíbio de Miller o jogando na água, apenas para ser puxado para superfície pelo sargento Sulivan. Miller convoca uma barragem de foguetes de embarcações LCI que destrói as defesas japonesas na linha das árvores, permitindo o avanço dos fuzileiros navais na praia. Durante o avanço, eles enfrentam uma feroz resistência inimiga com casamatas, ninhos de metralhadora – um dos quais é destruído por um fuzileiro com lança-chamas, trincheiras e cargas banzai camufladas. O esquadrão de Miller avança através das linhas, eliminando a resistência japonesa, acabando por capturar um bunker inimigo. Miller destrói dois poços de morteiro e dois tanques japoneses Type 97 Chi-Ha utilizando suporte de foguetes da frota americana na costa, abrindo caminho para o campo de pouso no sul da ilha. O sargento Sullivan é fatalmente ferido por um oficial japonês com uma espada. Roebuck é promovido a sargento e líder do esquadrão de Miller após a morte de Sullivan. Roebuck e sua equipe se reúnem com os fuzileiros navais do 5º Regimento e fazem seu caminho através dos pântanos de Peleliu para tomarem o campo de pouso crucial da ilha. Durante o assalto, Miller usa um lança-chamas para incinerar um bunker inimigo e seu esquadrão elimina a resistência japonesa em um prédio em ruínas próximo ao campo aéreo. No campo de pouso, os fuzileiros cruzam a pista de aviação com apoio de tanques Sherman sob fogo pesado. O objetivo é desativar armas anti-aéreas inimigas em um complexo de bunkers que estava causando baixas aos caças americanos Corsair. Miller usa uma bazooka para destruir os tanques inimigos na pista de pouso. Os fuzileiros finalmente garantem o campo de pouso após desativarem as armas anti-aéreas e defenderem a posição de um contra-ataque inimigo do Monte Umurbrogol ao norte, visto ao fundo no final do nível.