A fronteira entre a Eritreia e o Sudão é uma linha de 605 km de extensão, sentido nordeste-sudoeste, que separa o noroeste da Eritreia do trecho norte do leste do Sudão. A fronteira se estende entre a fronteira tripla no sudoeste (Sudão-Eritreia-Etiópia e o litoral do Mar Vermelho. Separa as regiões administrativas (zobas) eritreias de Gash-Barka, Semien-Keih-Bahri, Debub dos estados (wilyats) sudaneses de Mar Vermelho, Kassala, Gadarife.

Sendo o Sudão um dos primeiros países da África e a ser independente e ter suas fronteiras definidas, o que marca essa fronteira individual é a história da Eritreia.

A Eritreia foi domínio da Etiópia até 1889, quando foi tomada pela Itália. A Etiópia é também por sua vez tomada pelos italianos em 1935, os quais são expulsos em 1941 pelos britânicos (Segunda Grande Guerra), que administram ambas as nações juntas até a independência, na qual a ONU considera ambas como domínio único da Etiópia. A fronteira entre a Eritreia e o Sudão converteu-se então numa parte da fronteira internacional entre a Etiópia e o Sudão. No entnato, há conflitos separatistas dos eritreus contra os etiopes, a guerrilha eritreia começa ocupa o país e declara independência em 1993. Assim, Etiópia termina por reconhecer a independência da Eritreia. Almanaque Abril - Mundo - 2006.

Dessa forma, a fronteira eritreia-sudanesa tem sido palco de diversas tensões, com deportações, conflitos fronteiriços e colonialismo por parte do Reino Unido e da Itália. A fronteira também testemunhou atos ilegais, como o tráfico de seres humanos e centenas de travessias ilegais feitas por eritreus. Devido à Guerra de Tigray, o Sudão presenciou um aumento de civis eritreus e etíopes atravessarem a sua fronteira com a Eritreia e, em 2023, havia quase 130.000 refugiados e civis vivendo no país.