A visão governamental de expiação (também conhecida como a teoria de governo moral) é uma doutrina na teologia cristã concernente ao significado e efeito da morte de Jesus Cristo e foi aplicada tradicionalmente nos círculos arminianos, que se referem principalmente nas ideias de Hugo Grócio. A teoria governamental ensina que Cristo sofreu por toda a humanidade. Assim, Deus perdoou o ser humano e separou-o da punição enquanto manteve a justiça divina.

Significado A teoria governamental surgiu em oposição ao socinianismo. Grocius escreveu Defensio fidei catholicae de satisfactione Christi, na qual utilizou-se da semântica de "governamental" tirada de sua formação em direito e sua visão geral de Deus como governador (governante) moral do universo. Grocius demonstrou que a expiação satisfazia a Deus em seu papel como rei divino cósmico e juiz, e sobretudo que Deus não poderia ter simplesmente ignorado o pecado como os socinianistas reivindicavam.

Apesar de sua origem, a visão de Grocius é freqüentemente comparada com a do teoria de satisfação formulada inicialmente por Santo Anselmo, a qual é preferida pela Igreja Católica, e posteriormente desenvolvida para a teoria da substituição penal mantida pela maioria dos calvinistas. Também pode ser contrastada com a compreensão de Christus Victor a qual é preferida pela maioria dos ortodoxos e muitos cristãos luteranos. As teorias de satisfação e substituição argumentam que Jesus recebeu o castigo completo e real por homens e mulheres, enquanto a visão de Christus Victor enfatiza a libertação da humanidade da escravidão do pecado, morte, e do Diabo.

Em contrapartida, a teoria governamental sustenta que o sofrimento de Cristo foi uma substituição verdadeira e significativa pelo castigo humano merecido, mas não era constituída de Cristo recebendo o exato castigo devido ao povo pecador. Em vez disso, Deus demonstrou publicamente seu descontentamento com o pecado através do sofrimento de seu próprio Filho sem pecado e obediente como uma propiciação. O sofrimento e a morte de Cristo serviu como uma substituição pelos castigos humanos que poderiam ser recebidos. Nesta base, Deus é capaz de estender o perdão, mantendo a ordem divina, tendo demonstrado a gravidade do pecado e permitindo assim que a sua ira "passase".

Âmbito Uma segunda característica da teoria governamental é o âmbito da expiação. Segundo as teorias não governamentais, a morte de Cristo não se aplica diretamente aos indivíduos, mas à Igreja como uma entidade corporativa. Os indivíduos, em seguida, participam da expiação por estarem ligados à Igreja através da fé. Também é possível, portanto, cair para fora do alcance da expiação através da perda da fé. Esta visão contrasta particularmente com a teoria de castigo, que afirma que a morte de Jesus serviu como uma substituição pelos pecados dos indivíduos diretamente (veja também expiação limitada).

Ver também Soteriologia Christus Victor Justificação (teologia) Expiação no Cristianismo Expiação (visão de resgate) Expiação (visão de satisfação) Expiação (visão de influência moral) Expiação (visão de substituição penal)

Ligações externas Edwards' treatise on the atonement, claimed by both Governmental and Punishment theorists.

Pró by multiple authors by John Miley, arguing for the Moral Government theory by John Miley, arguing against the Satisfaction/Punishment view by J. Kenneth Grider

by Albert Barnes, arguing for the Moral Government theory by Gordon Olson, arguing for the Moral Government theory

Contra from Charles Hodge's Systematic Theology, which gives a concise exposition of atonement theories in general and, in this passage, argues against the Governmental theory. An overview together with an argument for the punishment theory. Critique of Reformed Baptist Andrew Fuller's governmental view; asserts distinction between Edwards and Grotius, with references.

Categoria:Expiação no Cristianismo