Partido Comunista Americano (inglês: American Communist Party - abreviado ACP) é um partido político marxista-leninista dos Estados Unidos e do Canadá formado em 2024, quando seus membros se separaram do Partido Comunista dos EUA (CPUSA).

Posições políticas O Partido Comunista Americano (ACP) é oficialmente um partido marxista-leninista e "defende uma Tendência Unificada do Marxismo-Leninismo e rejeita interpretações dogmáticas, sectárias e doutrinárias de suas diversas expressões históricas". O ACP de Hinkle e Al-Din frequentemente promove relações cordiais com nações autoritárias adversárias dos Estados Unidos, incluindo Rússia, China, Irã e Coreia do Norte. O ACP é pró-Palestina, antissionista, apoia a Irmandade Muçulmana e se inspira em Aleksandr Dugin, confidente de Putin e filósofo neoeurasiano.

O Partido Comunista Americano (ACP) é antifeminista e acredita que o feminismo é prejudicial aos homens. O ACP também é socialmente conservador em relação a questões como direitos transgênero, mudanças climáticas e questões raciais, considerando esses temas como interesses de nicho, distrações promovidas por interesses "neoliberais". Al-Din também alegou que a desigualdade de gênero é exagerada e culpou o feminismo por um declínio civilizacional em valores masculinos, como a cultura da honra. Além disso, Hinkle fez declarações que podem ser interpretadas como transfóbicas, chamando pessoas trans de propagandistas que visam jovens para doutrinação ideológica.

Al-Din e Hinkle participaram de eventos ao lado de figuras da extrema-direita, como Nick Fuentes e Tucker Carlson, devido às suas críticas a Israel e ao questionamento da aliança entre os Estados Unidos e Israel. Em fevereiro de 2025, Al-Din, Chris Helali e Jackson Hinkle compareceram ao funeral de Hassan Nasrallah, ex-secretário-geral do Hezbollah, no Líbano. O ACP divulgou o funeral nas redes sociais, afirmando que os três líderes do partido estavam presentes "como uma demonstração de solidariedade ao povo da região, vinda da América".

O ACP tem sido descrito como "comunista MAGA". Tanto Jackson Hinkle quanto Haz Al-Din, fundadores do partido, promovem o comunismo MAGA e rótulos semelhantes de "comunismo conservador" desde 2022. O comunismo MAGA tem sido caracterizado — por seus críticos — como pró-serviços sociais e pró-cortes de impostos; antissionista, antifeminista, anti-queer e anti-"woke"; e, simultaneamente, anti-Donald Trump e pró-Donald Trump. O ACP nega ter apoiado Donald Trump em algum momento, argumentando que o comunismo MAGA é uma ferramenta para afastar a classe trabalhadora americana do capitalismo e do Partido Republicano, direcionando-a para uma política comunista de massas.

Assuntos internos O programa do ACP defende a nacionalização de grandes corporações; o cancelamento de todas as dívidas; a extinção do Federal Reserve dos EUA em favor de um "Banco Nacional Popular"; o "planejamento econômico nacional impulsionado por IA"; "a abolição do complexo universidade-indústria"; o direito de recusar intervenções médicas; o fim da "imigração em massa" em favor de "intercâmbios populacionais em bases racionais e planejadas"; e uma moratória sobre alimentos geneticamente modificados até que se realize uma "investigação abrangente". O ACP apoia o socialismo com características chinesas e defende a criação de um modelo análogo de "socialismo com características americanas", que se adaptaria à "história e aos valores da nossa nação" para construir "uma ordem comunista única para os Estados Unidos". O ACP defende o "patriotismo socialista". O ACP apoia o antifascismo, afirmando que os comunistas devem se opor à "tirania fascista", ao "nacionalismo racista" e à "repressão autoritária". O programa do ACP propõe a fusão dos Estados Unidos e do Canadá em uma única "República Unida" pan-americana. Embora o ACP concentre "a maior parte de sua atividade nos Estados Unidos", o veículo La Otra Andalucía descreveu o partido como possuidor de "grupos de militantes" no Canadá.

O ACP rejeita e critica a "cultura woke", e seus líderes declararam que "o marxismo não é woke". Hinkle, fundador do ACP, descreveu-se como um "marxista-leninista conservador americano" e argumentou: "Historicamente, o comunismo e o marxismo têm sido conservadores [...] Foi uma nova era no Ocidente que o levou a aderir a valores da esquerda liberal. Isso não é o verdadeiro marxismo. É um marxismo financiado por George Soros". O Partido Comunista da Federação Russa afirmou que o ACP "baseia-se estritamente na luta de classes, em vez de na 'política identitária' — as chamadas lutas de gênero, raça e orientação sexual tão populares hoje na América e na Europa Ocidental". Os líderes do ACP argumentam que "os aspectos mais absurdos do wokismo" foram concebidos intencionalmente para sustentar a "direita dissidente", a qual eles rejeitam. A lista de demandas políticas pessoais de Hinkle incluía banir o "terrorismo de rua da Antifa", instituir uma "educação patriótica", "perdoar" os participantes dos tumultos de 6 de janeiro no Capitólio e "deportar" as famílias Bush e Clinton, Barack Obama, Mike Pompeo e John Bolton para o Tribunal Penal Internacional.

Embora tenha sido descrito como antifeminista, Al-Din argumentou que seu movimento político não é contra as mulheres, mas sim se opõe à "feminização" dos homens. Segundo Elad Nehorai, Hinkle possui um histórico documentado de transfobia; em abril de 2023, Hinkle declarou que "protegeria nossa juventude de terroristas e propagandistas trans". Hinkle também escreveu: "Os EUA celebram o 'Mês do Orgulho' em 1º de junho. A América é governada por pedófilos, [enquanto] a Rússia celebra o Dia Internacional de Proteção à Criança em 1º de junho". Hinkle e os "comunistas MAGA" opuseram-se à legalização do casamento homoafetivo em Cuba.

Líderes do ACP descreveram a América como sendo "ocupada por" um "cartel monopolista internacional" sionista e argumentaram que a classe trabalhadora americana deve se aliar ao movimento MAGA para combater "globalistas" como George Soros. Em outubro de 2025, o líder do ACP, Haz Al-Din, disse ao China Daily que o governo dos Estados Unidos é controlado pela "rede Epstein" para servir a uma "pequena camarilha privada", razão pela qual os EUA demonizam a China (que, segundo ele, está fora do controle da rede Epstein).

O partido defende o republicanismo no Canadá e tem clamado pela abolição da monarquia; em uma publicação no X, a seção de Ontário do ACP declarou que seus "povos jamais seriam forçados a lutar por uma potência estrangeira — seja um rei ou uma corporação". As seções do partido em Ontário e no Quebec mantêm laços de fraternidade com o grupo separatista quebequense Action Socialiste de Libération Nationale.

O ACP desenvolve programas de serviço comunitário nos Estados Unidos e no Canadá, organizando "quase uma centena de campanhas de assistência alimentar, de socorro em desastres e de apoio a pessoas em situação de rua, entre outras iniciativas organizacionais locais" desde a sua fundação — ações que o líder do partido, Carlos L. Garrido, descreve como parte das tentativas do ACP de "construir um poder dual". A estratégia de serviço comunitário do partido foi criticada pela Geese Magazine, que a descreveu como um "recuo total para o ativismo comunitário básico — um ativismo indistinguível daquele realizado por muitos ativistas do Partido Democrata e organizações sem fins lucrativos associadas".

Ver também Jackson Hinkle

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