Airas Nunes (c. 1230 - 1293) foi um clérigo e trovador do século XIII, provavelmente nascido na Galiza.

Sabe-se que entre 1284 e 1289, foi poeta na corte de Sancho IV de Castela.

Os seus poemas foram escritos em galaico-português. Às vezes citações de outros autores, como Dinis de Portugal, o rei Afonso X de Castela, João Zorro e Nuno Fernandes Torneol, são encontradas no seu trabalho.

Obras Aires Nunes é autor de diversos textos, sendo sete cantigas de amor, três cantigas de amigo e quatro cantigas de escárnio, além de duas bailias e um pastorela. O texto mais conhecido seu talvez seja a Bailia das avelaneiras:

Bailemos nós já todas três, ai amigas, sô aquestas avelaneiras frolidas; e quen for velida, como nós, velidas, se amigo amar, sô aquestas avelaneiras frolidas verrá bailar.

Bailemos nós já todas três, ai irmanas, sô aqueste ramo destas avelanas; e quen for louçana, como nós, louçanas se amigo amar, sô aqueste ramo destas avelanas verrá bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr’al non fazemos, sô aqueste ramo frolido bailemos; e quen ben parecer, como nós parecemos, se amigo amar, sô aqueste ramo sô-l’ que nós bailemos verrá bailar.

Walter Mettmann, autor duma edição crítica dos textos das Cantigas de Santa MariaMETTMANN, Walter (1986), crê que muitas dessas cantigas podem ter sido escritas por Airas Nunes.Cfr. pág 25 de MONTOYA MARTÍNEZ (1988).

Diversos O cantor Zeca Afonso utilizou uma das bailias de Airas Nunes, numa das suas músicas.

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