Contralto é o tipo de voz feminina mais baixo e pesado, com a mais grave tessitura e também a mais rara. O alcance vocal da contralto cai entre tenor e mezzo-soprano, normalmente do F3 para o Fá5,http://www.aulasdemusica.org/MEIO-SOPRANO,%20CONTRALTO%20E%20OUTROS%20TIPOS%20VOCAIS.html embora nos extremos algumas vozes podem chegar de um Lá2 para um Dó6, um ótimo exemplo legitimo dessa voz é a contralto Polonesa Ewa Podleś que emite do Lá2 para um Ré#6.http://www.nytimes.com/1998/10/18/arts/music-a-voice-as-rare-in-type-as-in-beauty.html Tem um timbre robusto e vigoroso. Sua extensão aguda é muito escura e "entubada" o registro grave é cavernoso e possui fácil agilidade. Não tem muita divisão interna por timbre, e raramente canta papéis em óperas, a maioria dos papéis são distribuídos aos mezzo-sopranos, que mesmo possuindo um bom registro grave em voz de peito possuem um registro mais similar aos sopranos e não apresentam a mesma coloração profunda e escura marcada pela potência e agilidade nesse tipo de voz.
Cantoras contraltos de óperas são raras e a literatura operística contém alguns papéis escritos especificamente para elas. Contraltos, por vezes, são atribuídos a papéis femininos como Angelina em La Cenerentola, Rosina em O Barbeiro de Sevilha, Isabella em L'italiana in Algeri e Olga em Eugene Onegin, frequentemente interpretando vilãs, bruxas, velhas ou papéis de in travestir, originalmente escritos para castrati.
Uma famosa cantora de ópera com uma voz de contralto foi a lendária Marian Anderson. Outra no início do século XX foi estrela de ópera austríaca, Ernestine Schumann-Heink.
Tipos de contralto Classificação no sistema alemão Fach, para óperas: Contralto coloratura: Voz brilhosa, ágil, que vai muito elevado para a sua classificação, alta sustentação de notas e atipicamente, extensa coloratura. Se especializam em passagens floridas e saltos. Dados os desvios das normas da classificação, este tipo de voz é bastante raro. Pode ter o extenso registro vocal, com uma tessitura que se extende do F3 para o B5, algumas conseguem cantar até mesmo um C6. Possui um timbre forte e profundo em suas notas graves, e estridente, e geralmente metálico em suas notas altas.
Contralto lírico: É mais leve do que um contralto dramático, mas não é capaz da ornamentação e dos saltos de um contralto coloratura. Esta classe de contralto, mais leve no timbre do que os outros, é o mais comum hoje em dia e, geralmente, sua tessitura varia do F3 ou F#3 para o F5 ou F#5. Possui um timbre mais aveludado, mais rico e menos metalico, se comparado com a contralto dramático, além de uma maior facilidade nas notas altas.
Contralto dramático: A voz mais dramática, profunda, escura e pesada de contralto, tendo geralmente mais poder do que os outros. Cantoras nesta classe, como as contraltos de coloratura, são raras. Normalmente sua tessitura abrange desde o D3 ou E3 para o D5 ou E5.
Papéis operísticos
Angelina*, La Cenerentola (Rossini) Art Banker, Facing Goya (Nyman) Auntie*, Peter Grimes (Britten) Azucena*, Il trovatore (Verdi) The Baroness, Vanessa (Barber) La Cieca, La Gioconda (Ponchielli) Cornelia Giulio Cesare (Handel) A Condessa*, Dama de Espadas (Tchaikovski) Didone, Egisto (Cavalli) Erda, Das Rheingold, Siegfried (Wagner) Madame Flora, The Medium (Menotti) Fides, Le prophète (Meyerbeer) Florence, Albert Herring (Britten) Isabella*, L'italiana in Algeri (Rossini) Katisha, The Mikado (Gilbert and Sullivan) Klytemnestra*, Elektra (Richard Strauss) Lel, A Donzela da Neve (Rimsky-Korsakov) Litle Buttercup, H.M.S. Pinafore (Gilbert and Sullivan) Lucretia, The Rape of Lucretia (Britten) Maddalena*, Rigoletto (Verdi) Magdelone, Maskarade (Nielsen) Mama Lucia, Cavalleria rusticana (Mascagni) Malcolm*, La donna del lago (Rossini) Margret, Wozzeck (Berg) Maria, Porgy and Bess (Gershwin) The Marquise of Birkenfeld, La fille du régiment (Donizetti) Marthe, Faust (Gounoud) Mary, Der fliegende Holländer (Wagner) Mother, The Consul (Menotti) Mother Goose, The Rake's Progress (Stravinsky) Mrs Quickly, Falstaff (Verdi) Norn, Götterdämmerung (Wagner) Olga*, Eugene Onegin (Tchaikovsky) Orfeo, Orfeu e Eurídice (Gluck) Orsini, Lucrezia Borgia (Donizetti) Pauline, Pikovaya Dama (Tchaikovsky) La Principessa, Suor Angelica (Puccini) Ratmir, Ruslan and Lyudmila (Glinka) Rosina*, The Barber of Seville (Rossini) Rosmira/Eurimene*, Partenope (Handel) Ruth, The Pirates of Penzance (Gilbert and Sullivan) Smeaton, Anna Bolena (Donizetti) Sosostris, The Midsummer Marriage (Tippett) Stella, What Next? (Carter) Tancredi, Tancredi (Rossini) Ulrica, Un ballo in maschera (Verdi) Widow Begbick*, Rise and Fall of the City of Mahagonny (Weill) 3rd Woodsprite, Rusalka'' (Dvořák)
* indicada um papel também cantado por mezzo-soprano. Observações O termo contralto foi desenvolvido em relação as vozes clássicas e operísticas, em que a classificação se baseia não apenas na escala vocal da cantora, mas também sobre a tessitura e timbre da voz. Para cantores clássicos e de ópera, seu tipo de voz determina os papéis que irão cantar e é o principal método de categorização. Na música não-clássica, os cantores são principalmente definidos por seu gênero e não o seu alcance vocal. Quando a termos soprano, mezzo-soprano, contralto, contratenor, tenor, barítono e baixo são usados como descritores de vozes não-clássicas, eles são aplicados mais livremente do que seriam para aqueles de cantores clássicos e geralmente referem-se apenas ao alcance vocal percebida do cantor.
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