Francisco Carlos Garisto (São Paulo, 1 de janeiro de 1952) é um bacharel em direito, sindicalista e policial federal aposentado.
Juventude Francisco Carlos Garisto nasceu na zona norte de São Paulo, no bairro de Tucuruvi, na época um dos bairros mais perigosos da capital paulista, local onde o Esquadrão da Morte matou vários de seus colegas de infância. Mesmo vindo de uma família pobre, Garisto conseguiu estudar para ingressar no Departamento de Polícia Federal em 1976 através de concurso público. thumb||esquerda|Policiais Federais da DRE-PF-SP Atuação policial
Garisto iniciou sua carreira policial na Delegacia de Repressão às Drogas da Polícia Federal de São Paulo. Logo no início da carreira, foi convidado a investigar o Cartel de Medellín, o maior cartel de drogas do mundo na época, chefiado pelo famoso narcotraficante Pablo Escobar.Infiltração no Cartel de Medellín O enfraquecimento do cartel e a morte de Escobar vieram como consequência do trabalho em conjunto com a Drug Enforcement Administration (DEA). Foi a primeira vez que um policial brasileiro conseguiu se infiltrar em um cartel de tráfico de drogas colombiano. Na PF, Garisto seria ainda chefe de da segurança do Papa João Paulo II em Aparecida, São Paulo, em 1981. Segurança do Papa.Revista Joyce Pascowitch.Edição de Novembro de 2008.Páginas 40 a 44 Ele foi também segurança do Príncipe Charles e de Lady Di da Inglaterra e dos presidentes americanos Ronald Reagan e Gerald Ford, além dos primeiros ministros, Pierre Trudeau e Helmut Kohl, do Canadá e da Alemanha, respectivamente.Segurança do Príncipe Charles.Revista Caros AmigosReportagem do Jornalista Cláudio Júlio Tognolli Foi Chefe de Segurança da Embaixada do Brasil em Buenos Aires de 1982 a 1984. Em 1989, iniciou a carreira como sindicalista.Até 1990 acumulou as funções de policial federal na delegacia de repressão às drogas e sindicalista.Com a promulgação da Lei 8112/90 Lei 8112.Estatuto do Servidor Público Federal - Estatuto do Servidor Público, efetivou a licença ao exercício do mandato classista podendo se dedicar exclusivamente ao exercício sindical na presidência da Fenapef - Federação Nacional dos Policiais Federais.Fenapef-Federação Nacional dos Policiais Federais
Atuação sindical Em 1989, Garisto fundou o Sindicato dos Policiais Federais do Estado de São Paulo (SINDIPOLF), amparado pela nova constituição brasileira, promulgada no ano anterior. Ele foi o primeiro presidente do sindicato e deu início a uma série de manifestações por melhores condições de trabalho para os policiais paulistas.
thumb||esquerda|Fundadores da FENAPEF - Brasília-DF - 1990 Em 1990, ajudou a fundar a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), com sede em Brasília.Fundação da Federação Nacional dos Policiais Federais-FENAPEF Na reunião de fundação da FENAPEF foi eleito como primeiro presidente, permanecendo até 1994. Retornou à presidência em 2000, ocupando o cargo até 2006. Na Federação Nacional dos Policiais Federais exerceu também o cargo de Diretor de Comunicação. Atualmente é Presidente no Conselho Consultivo e Membro do Conselho Fiscal.
Durante a sua atuação como sindicalista foi perseguido politicamente e acabou respondendo a inúmeros processos disciplinares e judiciais.Absolvição No Tribunal Regional Federal da 4ªRegiãoJornal o Povo-CE.Processos Judiciais Em 1994, chegou a ser demitido por sua atuação sindical, mas o presidente Itamar Franco acabou assinando um decreto de anistia que possibilitou sua volta ao serviço. Foi o primeiro sindicalista do serviço público a ser anistiado no Brasil. A luta do sindicalismo da polícia federal conseguiu transformar a PF, que foi criada na ditadura militar somente para amparar as ações ilegais dos órgãos da repressão, em um órgão respeitado no Brasil e no mundo.Movimento Contra o Uso Político da PFAs Lutas por melhorias e respeito para a PFHoje o povo brasileiro confia na Polícia Federal O presidente da Fenapef criou a frase que deve nortear as ações da Polícia Judiciária da União (PF) para sempre: "A Polícia Federal é uma polícia do Estado e não do governo".A Polícia Federal é Uma Polícia do Estado e Não do Governo
Garisto comandou durante o governo de Itamar Franco uma greve por melhores condições de trabalho na Polícia Federal por mais de 64 dias.A História da Greve da Polícia Federal.Revista Caros AmigosRevista Veja 1993.Edição 1296.Págs.20 e 21 Nesse período, a sede da Polícia Federal em Brasília e as superintendências da PF em São Paulo, Porto Alegre e Foz do Iguaçu foram invadidas, pela primeira vez, por tropas do exército.Revista Veja.Edição 1340 de 1994.Págs.19,20 e 21.O Exército Invade a Polícia Federal Essa greve trouxe o aumento orçamentário e salarial para a polícia federal brasileira. Os graves problemas administrativos da Polícia Federal. Faltavam verbas até para combustível, a situação era desesperadora do ponto de vista funcional.Esse debate foi levado para discussão ao Congresso Nacional, onde pela primeira vez na história do Brasil, os parlamentares puderam debater e melhorar as atividades republicanas da Polícia Federal.Deputados irão Investigar Denúncia de Crise na PFDívida da PF era de 200 MilhõesDepoimento no Senado Federal.Sub-Comissão de Segurança PúblicaCâmara Federal.Falta de Recurso na PF
Em 2004, no início do governo Lula, os problemas salariais e orçamentários da polícia federal continuaram e acabou gerando manifestações públicas de protestos e muitas audiências, debates e negociações.A Greve da PF no Governo do Sindicalista LulaA Pressão aumenta e a Greve no Governo Lula é iminenteEnfrentar Um presidente Sindicalista Não é FácilDebate com o governo na Greve de 2004 Mesmo com a ameaça de corte do ponto e demissão dos grevistas, ela acabou durando 70 dias.Governo determina corte do ponto dos grevistas da PF, mas justiça Proíbe!Reunião da FENAPEF com o Ministro da Justiça e Presidente da Câmara.Fim da Greve No final, o ministro da justiça Márcio Thomaz Bastos reconheceu o direito dos grevistas e anunciou que graças a greve, altos investimentos do governo seriam feitos na PF, em equipamentos e na remuneração dos policiais, para deixá-la como o FBI.Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos:"Graças à greve, a Polícia Federal será equipada"
Bibliografia José Arbex Junior e Cláudio Júlio Tognolli "O Século do Crime" 1996.Editora BoiTempo.Capítulos:"Agentes Secretos" e "A Máfia no País do Carnaval" Páginas: 70,71,145 a 156 e 220 Cláudio Júlio Tognolli.2007."Mídia, Mafias e Rock' N' Roll" Editora do Bispo.Capítulos:"Mais Uma Morte e Escutas em Lula" e "Depois,referia Garisto" Páginas:09,40,41,42,43 e 44.
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