Esta é uma cronologia dos acontecimentos da Guerra Civil Líbia.
O conflito teve início no dia 15 de fevereiro de 2011, sendo que teve alguns antecedentes.
Janeiro
thumb|280px|O curso da guerra
30px Principais Campanhas 20px batalhas
16 de janeiro
O governo de Gadafi bloqueia o acesso ao Youtube e outras redes sociais.
19 de janeiro
Gadafi apoia o presidente da Tunísia deposto no dia 14, Ben Ali.
29 de janeiro
Apenas dez dias depois, Gadafi emenda o apoio e diz estar com o povo tunisino. Tripoli lança um plano social de 17.520 milhões de euros.
Fevereiro
9 de fevereiro
Gadafi adverte contra "os conspiradores" da revolta e assegura que o protesto no Egito foi orquestrados pela al-Jazira e pelos serviços secretos de Israel. O líder líbio adverte que quem promova "o caos" irá "responder por isso".
15 de fevereiro
Vinte e quatro agentes armados entraram na casa de Fathi Terbil, em Bengasi, e o colocaram sob custódia. A notícia se espalhou e as famílias de algumas das vítimas do Massacre da Prisão de Abu Salim decidiram se manifestar para pedir sua libertação.
16 de fevereiro
Fathi Terbil é libertado na madrugada do dia 16, mas os protestos continuaram toda a noite, e nos dias seguintes acessado em 26 de fevereiro de 2011.
17 de fevereiro
A repressão do "dia da fúria" contra o regime deixa pelo menos 20 mortos na Líbia.
18 de fevereiro
Uma fuga em massa de prisioneiros foi registrada pela manhã em uma penitenciária de Bengazi acessado em 02 de março de 2011.
19 de fevereiro
Os mortos na repressão dos protestos ascendem já a 84 pessoas. A cidade de Aydabiya declarou-se "cidade livre do regime de Gadafihttp://es.euronews.net/2011/02/19/libia-ajdabiya-se-proclama-ciudad-libre-y-pide-auxilio-al-mundo/ thumb|250px|Protestos de oposição do lado de fora da Casa Branca em Washington no dia 19 de fevereiro de 2011 A Líbia envia unidades militar de elite para restabelecer o controlo, para a cidade de Bengazi. Testemunhos descrevem cenas de caos, como quando franco-atiradores do exército dispararam sobre os manifestantes e estes se defenderam com paus e pedras. Alguns veículos blindados foram incendiados nas ruas. O governo da Turquia assegurou que os eventos na Líbia atingiram proporções alarmantes e que enviará aviões para evacuar os seus cidadãos. O serviço de internet foi cortado. Os comitês revolucionários ameaçaram os manifestantes oposicionistas com uma resposta “violenta e fulminante”. Manifestantes capturaram dois policiais e os enforcaram em Baida, segundo o jornal "Oea", próximo a Ceife Islam, filho de Gadafi. acessado em 02 de março de 2010.
20 de fevereiro
Ceife Islam, filho de Muamar Gadafi, disse em entrevista à televisão, que a Líbia está à beira de uma guerra civil e que a violência é resultado de um "complô estrangeiro". À noite foram ouvidos intensos disparos em vários bairros de Trípoli. Houve combates em Bengazi, Baida e outras cidades no leste da Líbia (Cirenaica), nos quais manifestantes tomaram armas dos militares. Na Venezuela foram negados boatos que diziam que Muamar Gadafi teria viajado para aquele país acessado em 04 de março de 2011. O representante permanente da Líbia na Liga Árabe, Abdel Moneim al Honi, demitiu-se do cargo para "se unir à revolução" e protestar contra "a repressão e a violência contra os manifestantes" acessado em 04 de março de 2011.
21 de fevereiro Segundo a organização internacional Human Rights Watch, o número de mortos desde o início dos protestos chega a 233. Em resposta, o filho de Muamar Gadafi, Ceife Islam, afirmou que essa informação é equivocada e que serve apenas para desestabilizar a ordem o país. Ceife Islam diz que, caso a Líbia caia nas mãos separatistas, ela "irá se partir em pequenos emirados, controlados por regimes islâmicos, como existia há 60 ou 70 anos". O ministro da justiça, Mustafa Mohamed Abud Al Jeleil, também chamado de Jalil, renuncia.
O preço do petróleo do tipo Brent subiu 1,75%, atingindo US$ 104,57, maior nível desde o início da crise econômica, em 2008 acessado em 04 de março de 2011. O embaixador líbio na Índia, Ali al-Issawi, decidiu deixar o cargo em protesto contra o uso de violência por parte do governo e afirmou que mercenários estrangeiros foram mobilizados para atuar contra cidadãos líbios, o embaixador líbio na China também renunciou acessado em 04 de março de 2011. O vice-embaixador da Líbia junto das Nações Unidas, Ibrahim Dabbashi, acusou o líder do país, Muamar Gadafi, de ter declarado guerra ao povo do país, que pede a sua saída do poder acessado em 04 de março de 2011. A sede central do governo líbio (local onde se reúne o Congresso Geral do Povo, ou Parlamento) e o prédio que abriga o Ministério da Justiça em Trípoli foram incendiados acessado em 04 de março de 2011. Surgem rumores de que aviões militares foram empregados para contra manifestantes em Trípoli acessado em 04 de março de 2011, que foram contestados por Ceife Islam, filho de Muamar Gadafi, que afirma que os aviões militares bombardearam apenas depósitos de armas, longe das zonas urbanas acessado em 04 de março de 2011.
22 de fevereiro
Gadafi aparece na TV e diz que não fugiu da Líbia acessado em 04 de março de 2011. Milhares de estrangeiros tentam deixar a Líbia acessado em 04 de março de 2011. Abdul Fatah Yunis, Ministro do Interior, que foi um coronéis que participou do golpe que colocou Gadafi no poder em 1969, renuncia, afirmando que o bombardeamento da população civil foi o que me fez unir à revolução. Nunca imaginei que chegaríamos a disparar contra o nosso povo. A Líbia de Muamar Gadafi desmoronou-se e o regime atraiçoou a revolução. acessado em 04 de março de 2011.
24 de fevereiro
Gadafi diz que só deixa o país se estiver morto. Ele diz que os manifestastes fazem parte de grupos terroristas ligados a Bin Laden e a Alcaida. O barril do petróleo tipo Brent é negociado em Londres com uma máxima de US$ 119,79 (alta de 8,54%) acessado em 04 de março de 2011. Avião com 114 brasileiros que estavam na Líbia chega à Ilha de Malta acessado em 04 de março de 2011. Venezuela diz que há interesses estrangeiros na crise líbia acessado em 04 de março de 2011 acessado em 04 de março de 2011. Rebeldes controlam os importantes terminais petrolíferos de Brega e Ras Lanufe acessado em 06 de março de 2011.
26 de fevereiro
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pede para que Muamar Gadafi deixe o poder e afirma também que ele não tem mais condições de governar e que a violência não pode ser usada contra a população. A Organização das Nações Unidas se reuniu para tentar acabar com a violência no país. Uma das decisões tomadas pelo Conselho de Segurança impõe que não sejam mais vendidas armas para a Líbia e que Gadafi não possa mais ter acesso aos seus bens, decisão apoiada pelos Estados Unidos. É anunciada a formação de um governo oposição. Abdul Nafa Moussa, o general das Forças Armadas da Líbia, pede que o exército se volte contra Kafhafi. Governo da Líbia arma civis para combater manifestantes acessado em 05 de março de 2011.
27 de fevereiro
Já passa de cem mil o número de pessoas que deixaram a Líbia por causa dos protestos. A Agência de Refugiados da ONU informa que a maioria são imigrantes ilegais que deixaram o país para refugiarem-se em países vizinhos, migrando para outros países africanos ou voltando para seus países de origem. Navio com 148 brasileiros consegue chegar à Grécia dois dias após deixar a Líbia. Robert Mugabe, líder no Zimbábue, diz que apoia Gadafi e que pretende ajudá-lo. Enviou tropas para Líbia com essa finalidade. A Inglaterra afirma que Muamar Gadafi poderia fugir para o Zimbábue se não houvesse outra possibilidade em seu país. A oposição controla a cidade de Zauia, a cinquenta quilômetros da capital da Líbia, Trípoli. Nessa última semana, confrontos entre as forças leais ao dirigente líbio Gadafi e os oponentes do governo deixaram 23 mortos e 44 feridos. Gadafi diz que a ONU não deve interferir em assuntos do governo líbio e que, por enquanto, o país não está em guerra. Gadafi diz que a população o apoia e que apenas pequenos grupos rebeldes são contra o seu governo. Gadafi também disse que combaterá os grupos rebeldes e que não sairá do poder.
Tropas leais à Gadafi, lançaram uma contraofensiva no território controlado pelos insurgentes no leste do país, e retomaram a cidade de Ras Lanufe, que fica na metade do caminho entre Trípoli e Bengazi. acessado em 06 de março de 2011
28 de fevereiro
thumb|250px|Opositores de Gadafi fazendo comício em cima de um tanque de guerra em Bengazi. A União Europeia aprova a proibição da venda de armas, incluindo gás lacrimogênio ou qualquer outro equipamento que possa ser usado contra os manifestantes, para a Líbia e o o congelamento dos bens de Gadafi. As decisões valem para Gadafi e mais vinte e cinco membros da sua família. As decisões tomadas são semelhantes às anunciadas pelos Estados Unidos em 26 de fevereiro de 2011. Os Estados Unidos reposicionam seus aviões, navios e militares ao redor da Líbia. Conforme a secretária de estado norte-americana Hillary Clinton, os navios poderão ser usados para missões humanitárias e para resgate. Gadafi diz que o povo o ama e morreria para protegê-lo.
Março
1 de março
A ONU alerta para os problemas com imigrantes ilegais na fronteira entre Líbia e Tunísia. Estima-se que mais de 70 mil pessoas já passaram pela fronteira entre os dois países buscando refúgio dos confrontos entre grupos pró-Gadafi e opositores. Milhares de pessoas ficam esperando a liberação para passar em um muro de concreto que divide os dois países, outras tentam escalá-lo. Os soldados que cuidam da fronteira permitem, a cada algumas horas, a passagem de um grupo de imigrantes líbios. No Egito, a situação é parecida, mais de 60 mil pessoas já cruzaram a fronteira fugindo dos protestos desde o dia 19 de fevereiro de 2011. A situação nessa fronteira atingiu um nível de crise. Gadafi enviou forças de segurança para a fronteira. O temor de uso de violência contra manifestantes aumenta. A ONU suspende a Líbia do conselho de direitos humanos, por unanimidade e consenso, após a repressão que ocorre no país.
2 de março
O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad desencoraja a intervenção do ocidente na crise árabe.Disse que os povos árabes "cavarão cova" dos soldados ocidentais. A França envia aviões e um navio para a fronteira líbia para retirar egípcios. Os aviões e navios carregarão pelo menos cinco mil refugiados em menos de uma semana. O Conselho Nacional Líbio, que reúne os rebeldes anti-Gadafi pedem um ataque aéreo dos países estrangeiros aos "mercenários".O porta-voz do conselho Hafiz Ghoga diz que acredita que o Níger, Mali e Quênia estariam mandando tropas para apoiar Gadafi. Também disse que iriam para o oeste do país, caso Gadafi se recuse a renunciar. Um avião militar bombardeia a cidade de Brega, onde estavam comemorando sua vitória contra tropas oficialistas. O ataque não causou nenhuma vítima, mas abriu duas crateras de cerca de vinte metros na cidade. Dois navios de guerra americanos chegam no Mar Mediterrâneo, rumo á Líbia.Conforme os americanos, esses navios são apenas para serviços humanitários, ajudando pessoas em situação de risco ou então entregando ajuda ao país. A Batalha de Brega é vencida pelos revoltosos acessado em 05 de março de 2011, oficialistas afirmam ter retomado as cidades de Gariam e Sábrata acessado em 05 de março de 2011. Gadafi faz um discurso de quase três horas para partidários na comemoração do 34.º aniversário do advento do "poder das massas" na Líbia acessado em 05 de março de 2011. Hillary Clinton, Secretária de Estado dos EUA afirma temer que a Líbia se transforme 'numa grande Somália', e lembra que muitos dos ativistas da Alcaida no Iraque e no Afeganistão vieram da área que agora está libertada acessado em 05 de março de 2011.
3 de março