O Clube Atlético Metropolitano é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Blumenau, Santa Catarina; fundado em 22 de janeiro de 2002, as suas cores oficiais são verde e branco.

História O Início

O Clube Atlético Metropolitano nasceu em 22 de janeiro de 2002, a partir da união de pessoas e ideias, com o fim de resgatar o futebol blumenauense, afastado das principais competições oficiais desde 1998. Em seu nome, por sugestão do empresário Altair Carlos Pimpão, fez uma referência à Região Metropolitana de Blumenau. O presidente eleito para o primeiro biênio é Alfonso Santos Rogério.

De seu embrião, gerado após sucessivos encontros entre pessoas ligadas a clubes amadores e empresários locais, surgiram os planos para seleção de atletas. Paralelamente, foram lançados em 18 de abril do mesmo ano o escudo, o uniforme e as cores verde e branca. Durante todo o primeiro semestre foram recrutados jogadores da região para a formação de seu elenco, que estrearia em agosto na sua primeira competição oficial, o Campeonato Catarinense da Série A2.

Antes da estreia oficial, o clube realizou diversos amistosos, incluindo um empate em 1-1 contra o , o então campeão catarinense da primeira divisão. Em 4 de agosto, diante de um público aproximado de 800 pessoas no estádio do Sesi, o Metropolitano empatava em 0-0 com o Brusque, clube este já consolidado no futebol profissional estadual.

Após quatro rodadas, José Tadeu Martins assumiu o comando técnico no lugar de Francis Ludwig. Sob sua liderança, o time conquistou uma de suas primeiras grandes vitórias: uma goleada por 6-1 sobre o Fraiburgo, seguindo de um empate heróico em 1-1 no jogo de volta do returno.

Ao final da competição, o Metropolitano terminou em 5º lugar, tendo Carioca como artilheiro, com 9 gols. Apesar de não conseguir o acesso à primeira divisão em seu primeiro ano, a campanha foi considerada positiva e aumentou a ambição do clube de recolocar Blumenau na elite do futebol catarinense.

Muitas desconfianças caíam sobre o futuro do clube no ano de 2003 devido ao retorno do BEC. Apesar disso, o Metropolitano conseguiu se fortalecer e continuar seu crescimento. O clube passou por uma reformulação administrativa, com a chegada de Robert “Billy” von der Heyde ao departamento de futebol, além de firmar parcerias com a Fundação Municipal de Desportos e a Kuniy & W Sport Marketing, que ajudaram no desenvolvimento das categorias de base e na atração de investimentos.

Durante a preparação para o Campeonato Catarinense da Segunda Divisão, o Metropolitano realizou amistosos importantes e conquistou dois títulos nas categorias de base no XI Torneio Internacional. Na competição profissional, teve um início irregular e trocou de treinador, contratando Leandro Campos.

Um dos momentos mais marcantes do ano aconteceu em 31 de agosto, quando o Metropolitano goleou o BEC por 6-1, em um clássico histórico. Posteriormente, o clube oficializou o Crocodilo como mascote e conquistou o título do futebol nos Jogos Abertos de Santa Catarina, representando Blumenau.

Com o retorno de José Tadeu Martins ao comando, o time melhorou seu desempenho e venceu novamente o BEC, dessa vez por 2-1, de virada. Embora não tenha conquistado o título, o Metropolitano terminou a competição em 4º lugar, garantindo uma vaga na Série A2 de 2004.

O primeiro acesso

O ano de 2004 inicia com a posse do novo presidente do clube, Robert von der Heyde. O grande objetivo do ano é muito claro, o acesso à elite do futebol catarinense para o ano de 2005. Alcançar esta meta significaria ficar entre os oito primeiros colocados dentre os doze que disputariam o Campeonato Catarinense da Série A2. Na competição, equipes já tradicionais do futebol estadual, como a Chapecoense, o Marcílio Dias, o Tubarão e o Atlético de Ibirama. Mesmo sabendo das dificuldades financeiras que sempre atravessam os participantes das competições de acesso à 1ª Divisão, o Metropolitano resolve ousar e contrata o experiente e consagrado goleiro Ronaldo Giovanelli, ex-goleiro do e da Seleção Brasileira. No entanto, é outra contratação, menos impactante, que acaba revelando o grande primeiro ídolo do clube: o atacante Diego Viana, gaúcho com passagens e , torna-se o artilheiro da equipe na Série A2, havendo, inclusive, marcado o 100º gol oficial do Metropolitano.

Depois de dois anos de profissionalismo, o Clube Atlético Metropolitano consegue o seu acesso a principal competição estadual de Santa Catarina, após seis anos ausente, Blumenau volta a ter um representante seu na principal competição estadual, pelas mãos do Metropolitano, com apenas dois anos de fundação, o caçula do futebol blumenauense.

De Blumenau para o mundo

O ano de 2007 começa com um grupo de jogadores jovens, com a equipe sob o comando do treinador uruguaio Sérgio Ramirez. A campanha foi abaixo dos anos anteriores. Após um 7º lugar em 2005, 6º lugar em 2006, em 2007 o Metropolitano não vai além da 8ª colocação. A competição acabou ficando marcada pelas trocas de treinadores. Além de Ramirez, comandaram a equipe durante o Catarinense: Cláudio Adão, Gérson Andreotti e Lio Evaristo. Foi com este último, o paranaense Lio Evaristo, que o time parece ter encontrado um melhor padrão de jogo.

Convidado a disputar na Áustria o Torneio Internacional Centenário do FC Lustenau 07, o Metropolitano, que até então nunca havia disputado um jogo oficial fora de Santa Catarina, de repente se vê em gramados internacionais. Assim, em 15 de junho o Metropolitano estreia na competição enfrentando justamente os anfitriões, a equipe austríaca do FC Lustenau 07. O Verdão blumenauense se mostra um visitante indigesto e bate os donos da casa, em sua própria cidade e país, por 2-0 com gols de Eric e Flávio Guilherme. Conquistada a vaga na final, coube ao Metropolitano encarar o St. Gallen, 5º colocado no Campeonato Suíço daquele ano. Como o adversário também era alviverde, coube aos blumenauenses jogarem com o uniforme reserva, o vermelho e branco, as cores da bandeira de Blumenau. Com um futebol envolvente, o Metropolitano não deu chances ao St. Gallen e conquistou o título vencendo, e convencendo, por 4-2 com dois gols de Eric, além de Flávio Guilherme e Leandrinho. Os torcedores em Blumenau, que acompanharam o jogo via internet, festejaram muito, saindo em carreata pela cidade. O Metropolitano chegava ao seu primeiro título profissional, e internacional, o que é um privilégio para poucos. Na chegada em Blumenau, outra festa em frente à Prefeitura.

A melhor campanha no estadual

No Campeonato Catarinense de 2008, o Metropolitano acabou ficando a 4ª colocação na classificação geral, garantindo assim a vaga para o Campeonato Brasileiro da Série C. No seu grupo também estavam o , o e o . O Metropolitano acabou ficando em último no grupo sendo eliminado na primeira fase.

Buscando a vaga na Série D, fato que se consumou, o clube investiu pesado e trouxe o primeiro reforço estrangeiro no clube, Mariano Trípodi, ex jogador do e . Além disso, o clube contou com a experiência do reconhecido técnico Roberval Davino. No Campeonato Catarinense de 2010, o Metropolitano ficou na 6ª posição.

Com a saída de Davino, o Metropolitano anunciou a contratação do vitorioso ex-zagueiro Cléber, que fez fama como jogador em grandes clubes como , e , para dar continuidade aos trabalhos visando a Copa Santa Catarina e a Série D do Campeonato Brasileiro. O trabalho não deu os resultados que eram esperados pelo clube e torcida.

Para 2011, o Metropolitano começou o Campeonato Catarinense treinado por Joceli dos Santos. Na segunda rodada do returno, Joceli foi dispensado e Lio Evaristo assumiu o time até o final do Campeonato Catarinense, sendo mantido para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D. Com a eliminação do Metropolitano desta competição, Lio Evaristo foi dispensado e Cairo Ribeiro, que era seu auxiliar, assumiu o comando técnico.

O quase acesso para a Série C

Com a chegada de 2013, a participação no Campeonato Catarinense, mais uma vez foi segura. Os resultados na competição asseguraram novamente a quarta participação consecutiva na Série D. O destaque individual ficou para o atacante Rafael Costa, que superou a marca dos 28 gols de Richardson na artilharia do clube. Assim, Rafael Costa se tornaria o maior goleador da história do Metropolitano, com 37 gols.

Foi na Série D de 2013 que o Metropolitano sentiu de perto o gostinho de subir para a Série C. Classificado na fase inicial em primeiro lugar do grupo, enfrentou e superou o nas oitavas de final. Em seguida, nas quartas de final, a grande decisão contra o . Quem passasse pelo confronto, ascenderia à Série C. No Sesi, um jogo tenso que resultou em duas expulsões - uma de cada lado. No placar, empate em 2-2. No jogo em Caxias do Sul, todo um misto de sentimentos de apreensão. Fortes chuvas ao longo da semana levaram Blumenau a sofrer uma enchente no final de semana da partida. Muitos torcedores mesmo sem saberem se conseguiriam voltar para suas casas, viajaram para assistir a partida. O jogo, como esperado, foi pegado, e por vezes violento. O Metropolitano suportou a pressão adversária e teve a melhor chance da partida, no final, 0-0. Com o 2-2 no Sesi, e placar agregado 2-2, novamente o Metropolitano ficava na igualdade mas era eliminado pelo gol fora de casa.

A Copa Santa Catarina veio como oportunidade de conquistar um título e ao menos amenizar a decepção da Série D. A campanha foi boa e o Metropolitano realmente era a melhor equipe de todas as fases iniciais. No quadrangular final, que contou com a presença do , o Metropolitano encontraria um adversário mais experiente. De fato, na hora da decisão pesou a camisa do tricolor que fazia boa campanha na Série B do Campeonato Brasileiro. Coube ao Metropolitano terminar com o vice-campeonato na Copa Santa Catarina e a vaga garantida, mais uma vez, na Série D de 2014.

Outra vez a melhor campanha

Já que 2014 seria ano de Copa do Mundo, algumas mudanças foram feitas no calendário nacional. A Federação Catarinense, por exemplo, não fez a Copa Santa Catarina, e o Campeonato Catarinense ficou um pouco mais curto. Com a base que quase subiu para a terceira divisão em 2013, o Metropolitano fez uma excelente primeira fase, terminando em primeiro lugar. A torcida novamente deu show, desconhecendo distâncias para seguir o time. A confirmação para o quadrangular final veio em Ibirama, numa verdadeira invasão de torcedores. Com a chegada do quadrangular decisivo que apontaria os dois finalistas, a boa fase acabou. O início não foi ruim, com empates diante do , fora de casa, e do no Sesi. Tudo começou a desandar no jogo seguinte. Fazendo um jogo de superação, a equipe blumenauense segurava o 0-0 contra o no sul do estado, até mesmo ameaçando o gol no contra-ataque. Porém, em um lance que contou com um erro do auxiliar, Paulo Baier, em impedimento, fez 1-0 e decretou a vitória do Tigre. Ali o Metropolitano perdeu a mão e não se encontrou mais em campo na sequência da competição e terminou o Campeonato Catarinense em um honroso quarto lugar, ficando na frente de e .

Novamente na Série D, outra vez passando pela primeira fase. Superando o , o , o e o , o Metropolitano foi às oitavas enfrentar o , sensação do campeonato mineiro. Assim como em 2012 diante do , no confronto no Sesi o Metropolitano estava coma dupla de zaga titular suspensa, tendo que atuar com seus dois reservas. A falta de entrosamento e a pressão acabam refletindo no sistema defensivo. O placar em 1-1 em Blumenau levou a decisão para Tombos. Em Minas Gerais o time comandado pelo treinador Pingo não consegue segurar o adversário. Derrota por 1-0 e eliminação. Outra vez o sonho do acesso fica adiado. Sem a Copa Santa Catarina no segundo semestre, coube ao clube se organizar para 2015.

A surpresa