Marcus Thorbjörn Ericsson, mais conhecido como Marcus Ericsson (Kumla, 2 de setembro de 1990) é um automobilista sueco que atualmente compete na IndyCar Series pela equipe Andretti Global. Ele foi o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2022. O piloto está na IndyCar desde 2019, quando estreou pela Schmidt Peterson Motorsports, e foi da Chip Ganassi Racing por quatro temporadas, de 2020 a 2023. Anteriormente, ele competiu na Fórmula 1 entre e pelas equipes Caterham e Sauber.
Carreira Nascido em Kumia, sua história no automobilismo começou quando, em 1998, e, por acaso, entrou num kart e por pouco não bateu o recorde da pista. O dono do autódromo, o ex-piloto de Fórmula 3000 e da Indy Lights, Fredrik Ekborn, se impressionou e convenceu o pai, Tomas Ericsson, a comprar um kart para o menino. No ano seguinte, participou da série sueca do Cadetti 1999, com 6 pódios em 7 corridas. Em 2000, começou a correr num nível mais elevado, a categoria Micro, pela equipe Ward Racing, e ganhou o prêmio de “Calouro do Ano”. Em 2001, foi 3º colocado no campeonato sueco de kart e, nas suas palavras, “nesse momento senti fortemente que correr era meu negócio”. Em 2001, Marcus avançou para a categoria Mini, “um aprendizado que realmente valeu a pena” e, em 2003, entre 100 competidores da sua classe, ganhou o campeonato sueco, com várias das poles positions transformadas em vitórias.
Em 2004, o jovem sueco iniciou a carreira internacional, disputando campeonato aberto da Itália, ao mesmo tempo em que continuava a correr na Suécia, terminando em 4º no campeonato nacional e 3º no Troféu Tom Trana, em homenagem a piloto de rali sueco, falecido em 1991. Em 2005, continuou a correr na Suécia e na Itália. Na Suécia, foi campeão nacional, com 4 vitórias e a conquista do título com 2 corridas de antecipação; em Gotemburgo, venceu o campeonato nórdico e ainda foi 2º no Torneio da Indústria, todos da ICA Júnior. Na Itália, foi 3º no Aberto Italiano de Masters.
Na sua autobiografia, Marcus diz que 2006 foi o tempo de algumas mudanças, com a sua ida para a série ICA: correu somente em nível internacional, com uma exceção, o Troféu Viking, em Gotemburgo, a maior corrida do ano na Escandinávia, onde se encontrou com Kenny Brack, campeão da IndyCar de 1998 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 1999, a quem ele já havia sido recomendado por Fedrick Ekborn. Brack diz que ele não venceu a corrida porque seu motor explodiu a duas voltas do final, mas ficou claro que ele era o melhor na pista. Esperava o momento de ultrapassar, tinha paciência, mas quando decidia, o fazia perfeitamente. “Lembrou-me estar vendo Alain Prost”, conclui Brack.
Fórmula BMW thumb|esquerda|250px|Ericsson na Fórmula BMW em 2007. Depois da corrida, Kenny e Eje Elgh, ex-piloto sueco da Fórmula 1, ofereceram apoio para que passasse do kart para carros de Fórmula, ele aceitou e logo fez seus primeiros testes na Fórmula BMW, na avaliação dele, “um estilo de pilotagem muito diferente do kart”. Brack fez contato com Richard Dutton, chefe da Fortec Motorsport, e o convenceu a colocar Marcus no campeonato da Formula BMW do Reino Unido, e 2007. Ele foi o 4º no grid e venceu logo na estreia; terminou 16 das 18 corridas entre os 5 primeiros; fez 6 voltas mais rápidas; 11 poles, 7 delas consecutivas nas últimas 7 provas, e conquistou o título, com 676 pontos, 40 a mais do que o 2º colocado. Pela performance foi eleito o “calouro do ano” e já no dia seguinte à entrega do prêmio fez o primeiro teste para a Fórmula 3.
Fórmula 3 thumb|250px|Ericsson na Fórmula 3 em 2008. Em 2008, o sueco disputou o campeonato da F3 inglesa, ainda pela Fortec, e, com 2 poles positions, 4 voltas mais rápidas e 5 pódios (quatro 2ºs lugares e um 3º) e foi o 5º colocado, com 141 pontos, contra 251 do campeão, o espanhol Jaime Alguersuari. No dia 15 de novembro, correndo pela equipe inglesa Carlin Motorsport Marcus não chegou a completar a primeira volta do GP de Macau. No final do ano, Marcus assinou contrato com a equipe japonesa TOM’s, da Toyota, para disputar o campeonato da F3 do Japão de 2009.
E 2009 foi um ano que Marcus considera dos mais difíceis, mas também dos melhores da carreira dele. Começou com a mudança para o Japão, e o desafio de um país com costumes muito diferentes. E enfrentou, também, um estilo de corrida a que não estava acostumado, tanto que teve dificuldades no começo e só na 6ª corrida conseguiu a primeira vitória. Depois dessa, vieram mais 4, a decisiva delas na última etapa do campeonato, no dia 26 e 27 de setembro, no circuito de SUGO, na cidade de Murata, onde foi 2º no primeiro dia e ganhou a corrida do domingo, superando o seu companheiro de equipe, Takuto Iguchi.
Em resumo, o piloto sueco participou de 16 corridas, em 8 etapas, pelos diversos circuitos japoneses, com 5 vitórias, 9 voltas mais rápidas e 5 poles position. Conquistou o título, com 112 pontos, contra 102 de Takuto Iguchi. Paralelamente, Marcus fez 6 das 20 corridas da F3 inglesa: no dia 31 de maio, correu no circuito inglês de Rockingham, onde fez a pole e venceu a segunda corrida do dia; em 6 e 7 de junho, participou da etapa de Hockenheim, na Alemanha, e venceu a prova de sábado e a 20 de setembro, correu em Brands Hatch. Com 65 pontos, foi o 11º colocado na classificação final, à frente de 5 concorrentes que correram todas as provas do campeonato.
GP2 Series miniaturadaimagem|Marcus Ericsson em 2010 Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, Marcus disputou a etapa de Abu Dhabi da série da GP2 Asia Series, pela equipe ART, ocupando a 11ª colocação na primeira corrida e a 12ª na prova seguinte. Em fevereiro e março, correu as outras três etapas do torneio, mas pela Supernova, e terminou na 24ª colocação. No dia 22 de dezembro, Marcus correu o 56º GP de Macau, obtendo a pole position na classificação; o 2º lugar no sprint, à frente de gente como Valtteri Bottas e Daniel Ricciardo, Max Chilton e Jules Bianchi, e em 4º, na corrida principal.
O ano de 2009 terminou com dois grandes acontecimentos na carreira de Marcus: andou no carro campeão do ano da F1, da Brawn GP, nos três dias de teste para jovens pilotos, em Jerez de La Frontera, na Espanha, e, finalmente, assinou contrato com a equipe Supernova, para a temporada da GP2 de 2010.
Na primeira temporada pela GP2 Series, Ericsson não marcou pontos nas três etapas iniciais: foi 11º e não completou, na Espanha; 12º e 9º, em Mônaco, e não completou as duas corridas da Turquia. Em Valência, porém, o sueco, depois de chegar em 7º na prova e sábado, conquistou a primeira vitória, no domingo, superando, entre outros pilotos que viriam correr na F1, Giedo van der Garde, Pastor Maldonado, Charles Pic, Jerome D’Ambrosio, Sergio Pérez e Max Chilton. Nas 12 corridas seguintes, no entanto, suas melhores colocações foram um 6º lugar na Alemanha, e um 7º, na Bélgica e ele terminou o campeonato em 17º, com 11 pontos. Os primeiros colocados foram Pastor Maldonado (87), Sergio Pérez (71) e Jules Bianchi (52).thumb|250px|Ericsson na GP2 Series em 2011.|esquerdaEm 2011, Marcus voltou a mudar de equipe e passou a correr pela equipe inglesa iSport. Começou o ano disputando a GP2 Ásia, que, devido ao cancelamento das duas etapas do Barém, teve apenas 4 provas, 2 em Abu Dhabi e 2 em Monza. Ele fez a pole position e ficou em 3º na segunda corrida de Yas Marina, mas foi 16º e 10º em Monza, terminando o torneio na 6ª colocação, com 9 pontos. No campeonato da GP2, a iSport teve problemas internos e, além disso, o carro não rendeu o que esperava. A equipe produziu rapidamente um novo carro, mas os resultados não foram muito melhores e Marcus terminou a temporada em 10º lugar, com 25 pontos (na GP2, só os 6 primeiros colocados recebem pontos, de 1 a 6). Ele não completou as 2 provas de Mônaco; a primeira de Valência, por causa e uma colisão que envolveu 5 carros na largada e corrida de sábado na Bélgica. As melhores colocações foram dois terceiros lugares em Montmeló e em Silverstone. Nos dias 12 e 13 de novembro, Marcus participou de uma rodada extra, que a FIA chamou de GP2 Final, em Abu Dhabi. Foi 4º na primeira corrida e 2º na segunda e, com 10 pontos, foi o segundo colocado. miniaturadaimagem|250x250px|Ericsson em 2012 Ericsson iniciou a temporada de 2012 disposto a lutar pelas primeiras posições, mas o desejo não se transformou em resultados na pista. Nas primeiras oito corridas esteve sempre no pelotão intermediário e apenas dois 7ºs lugares só na 9ª prova começou a melhorar, com o 2º lugar em Mônaco e Valência. Nas últimas seis corridas, subiu mais três vezes ao pódio, com um vitória na Bélgica, um 3º lugar na Itália e um 2º em Cingapura e com 124 pontos, ficou no 8º lugar. O campeão foi o italiano Davide Valsecchi, com 247 pontos, seguido do brasileiro Luiz Razia, com 222. No final da temporada, o sueco acertou a transferência para a equipe francesa DAMS (de Driot-Arnoux Motorsport), pela qual passou a correr em 2013.
Na sua quarta temporada na GP2, Ericsson não mostrou grandes progressos em relação ao ano anterior, passou do 8º para o 6º lugar, mas fez três pontos a menos, 121. O início do campeonato foi pior ainda do que o anterior. Das 8 primeiras corridas, não completou 4 e a melhor colocação foi o 11º lugar na Inglaterra, depois de sair da pole position. A partir da vitória na corrida de sábado na Alemanha, os resultados melhoraram e ele foi mais 4 vezes ao pódio (Hungria, Bélgica, Cingapura e Abu Dhabi).
Fórmula 1 Caterham
Ericsson foi anunciado como piloto titular da equipe de Fórmula 1 Caterham a menos de duas semanas antes do início da Temporada de Fórmula 1 de 2014 tendo como companheiro de equipe o japonês Kamui Kobayashi. Seu melhor resultado foi em Mônaco, quando ficou em 11º. Atuou até o GP da Rússia, quando a Caterham se ausentou das etapas dos Estados Unidos e do Brasil, devido aos problemas financeiros e a intervenção legal que sofreu. A equipe só retornou em Abu Dhabi, com Kobayashi e Will Stevens pilotando seus carros.
Assim, Ericsson só participou de dezesseis das dezenove etapas de 2014, e ele terminou o ano em décimo nono, sem pontos, mas foi o melhor da equipe, ficando à frente de Kobayashi, Stevens e André Lotterer, que substituiu o japonês na etapa da Bélgica.
Sauber miniaturadaimagem|Ericsson durante os treinos livres do GP da Malásia de 2015 Durante a realização do GP dos Estados Unidos, Ericsson foi anunciado oficialmente como piloto da Sauber para a temporada de 2015. Em sua primeira temporada na equipe suíça, Ericsson aproveitou as oportunidades para pontuar, mas não fez o suficiente para se igualar ao companheiro de equipe, Felipe Nasr. No meio da temporada, Ericsson conseguiu ficar à frente de Nasr em três corridas: Inglaterra, Bélgica e Itália, com o piloto sueco creditando sua melhora a uma mudança de postura e da forma de acertar seu carro. Mas, no final, terminou no 18º lugar, com apenas 9 pontos, enquanto o brasileiro foi o 13º, com 27 pontos. esquerda|miniaturadaimagem|Nasr e Ericsson guiando os carros Sauber C35 no Barém em 2016 Em 23 de julho de 2015, a equipe prorrogou seu vínculo, assim como o de seu companheiro de equipe Felipe Nasr, até o fim da temporada de 2016. Seu melhor resultado no ano foi um décimo primeiro lugar na etapa do México. Ericsson não marcou pontos, ao contrário de Nasr, mas o superou nas classificações (12 a 7 para o sueco) e na maioria das corridas, com Ericsson ficando à frente de Nasr em 9 das 13 corridas que ambos completaram. O brasileiro alegou que seu carro sofria de problemas crônicos, ao contrário do que Ericsson dirigia, mas o sueco se defendeu dizendo que na verdade, o desempenho dele era uma mostra de que ele era "melhor" do que Nasr, e que o sistema de pontos da F1 não fazia justiça ao que os pilotos realizavam na pista.