O Samba Poconé é o terceiro álbum da banda mineira Skank, lançado em 1996. O álbum foi produzido por Dudu Marote e se tornou o álbum mais bem-sucedido da banda, superando 1 milhão de cópias vendidas, mesmo que tivesse menos canções de sucesso que o álbum anterior.‘Samba poconé’, do Skank, ganha turnê comemorativa e edição especial de 20 anos, O Globo
A banda deixou de lado o dancehall brasileiro para experimentar elementos de rock, rockabilly, rock latino e forró.Em tributo aos 20 anos de 'O Samba Poconé', Skank relança álbum com material extraDisco acerta com futebol, forró e riffs de rockabilly
Em 2011, a banda tinha planos de lançar uma edição comemorativa de 15 anos do álbum, incluindo faixas bônus e um show gravado na turnê de divulgação do álbum em 1996. Em 11 de novembro de 2016, foi lançada uma edição comemorativa de 20 anos do álbum, incluindo dois discos bônus com demos, remixes, instrumentais, versões alternativas e faixas descartadas do álbum original.
Produção Gravado no estúdio Mosh, em São Paulo, o álbum conta com a participação do cantor francês Manu Chao em três faixas do álbum. Chao foi introduzido à banda por Paco Pigalle, dono de um clube em Belo Horizonte que também canta na faixa "Los Pretos". O título, aludindo à cidade de Poconé, no Mato Grosso, foi escolhido por achar que representava "o interior do Brasil e as misturas de referência musical que nos influenciavam na época", segundo Henrique Portugal. A banda nunca esteve na cidade, mas o Poconé Esporte Clube retribuiu a homenagem dando uma camisa de presente quando a banda tocou em Cuiabá.Confira 20 curiosidades sobre O samba poconé, do Skank, Estado de Minas
De acordo com o release do site oficial da banda, o álbum foi "inspirado nos filmes da Atlântida com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo e nos pequenos circos que percorrem o país." O projeto gráfico de Gringo Cardia reuniu pinturas do espanhol José Robles, já que Samuel Rosa não queria fotografias no encarte e pediu que buscasse o responsável pelos painéis das fachadas dos cinemas de São Paulo. Robles criou 18 obras, com o álbum aproveitando treze.Arte no Paço expõe o talento de José Robles
De acordo com Samuel Rosa para a revista Rolling Stone Brasil, o álbum "foi, naquele período, a prova de fogo para nós e foi maravilhoso." Além de pop, o álbum tem uma dose de espectro do Skank, presente nas faixas "Sem Terra" e "Los Pretos". Afirmou que, em comparação ao álbum anterior, Calango, O Samba Poconé "é um aperfeiçoamento. Em termos estéticos e musicais, é um disco mais bem resolvido e ousado, foge daquela cartilha do dancehall, a banda está mais atrevida no estúdio". Porém, ressaltou que enquanto Calango teve várias músicas de sucesso, o desempenho radiofônico de O Samba Poconé acabou monopolizado pela primeira música de trabalho, "Garota Nacional", com apenas "É Uma Partida de Futebol" e "Tão Seu" ganhando espaço.
Recepção Crítica
Don Snowden, da AllMusic, avaliou o álbum com três estrelas de cinco. Para o crítico, as músicas foram bem produzidas, definindo as quatro primeira faixas como as mais fortes do álbum. Anderson Nascimento, do portal Galeria Musical, também avaliou o álbum com três estrelas de cinco.
Comercial De acordo com o site oficial da banda, o disco vendeu mais de 1,8 milhões de cópias, sendo o mais vendido da carreira. Foi certificado como disco de diamante pela ABPD, equivalente a 1 milhão de cópias.
Edição especial de 20 anos Em 11 de novembro de 2016, foi lançada uma edição tripla em comemoração aos 20 anos do álbum, com 29 faixas bônus. Uma turnê comemorativa também rodou o Brasil, incluindo boa parte do álbum.
Regravações A banda de axé Banda Eva, ainda com Ivete Sangalo nos vocais, regravou a canção "Tão Seu" em seu primeiro álbum ao vivo, Banda Eva ao Vivo (1997). A cantora brasileira Luiza Possi regravou a canção "Os Exilados" em seu álbum de estreia, Eu Sou Assim (2002). A banda Roupa Nova regravou a canção "Tão Seu" em seu álbum Ouro de Minas (2001) A banda Raça Negra regravou a canção ''Tão Seu'' em seu álbum O Rei do Baile (2015)
Lista de faixas
Certificados e vendas PaísCertificadosVendas/CópiasBrasil (ABPD) 1.800.000
Equipe técnica
Skank Samuel Rosa: vocal e guitarra Henrique Portugal: teclados Lelo Zaneti: baixo Haroldo Ferretti: bateria
Músicos convidados Manu Chao: vocal em "Los Pretos", "Sem Terra" e "Zé Trindade" Chico Amaral, Proveta e Teco Cardoso: saxofone Edivaldo Silva e Sidnei Borgani: trombone João Vianna, Naor Gomes e Walmir Gil: trompete Ed Côrtes, James Müller e Marcos Romera: percussão Toninho Ferragutti: acordeão em "Poconé" Paco Pigalle: vocal em "Los Pretos" Débora Reis, Graça Cunha, Kelly Cruz e Vânia Abreu: vocais em "Eu Disse a Ela"
Categoria:Álbuns de 1996 Categoria:Álbuns de Skank Categoria:Álbuns de ska Categoria:Álbuns de pop rock Categoria:Álbuns em língua portuguesa Categoria:Álbuns lançados pela Sony Music Brasil