O século XXI é o século atual no Anno Domini ou na Era Comum, de acordo com o calendário gregoriano. Iniciou em 1 de janeiro de 2001 e terminará em 31 de dezembro de 2100. É o primeiro século do terceiro milênio.
De uma forma geral, o início do século XXI foi caracterizado por uma época de prosperidade na Europa e nos Estados Unidos, seguidos de uma forte recessão, que teve início em 2008; pela Primavera Árabe no norte da África; pelo rápido crescimento da economia da República Popular da China, que se tornou a segunda maior economia depois dos Estados Unidos; e pela ascensão da esquerda na América Latina, assim como seu declínio a partir do final da década de 2010. A estimativa para o meio do século é que a maior parte da economia global estará concentrada nos países conhecidos como BRICS: Brasil, Rússia, Índia, República Popular da China e África do Sul.
Em termos de comportamento, o mundo ocidental caracterizou-se pela secularização. Em escala global, verifica-se o aprofundamento do processo de globalização da economia e da informação, potencializado sobretudo pela revolução digital, que, embora tivesse início ainda no fim do século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no século XXI.
Avanço tecnológico Até o presente momento, o avanço tecnológico se concentra nas áreas de eletrônica e telecomunicações, com crescimento da internet sobre e a difusão na informação com o advento das redes sociais. É de se destacar a evolução dos computadores e televisores com o fim da produção do tubo de raios catódicos, dando lugar aos monitores de plasma, LCD e LED, que estão cada vez mais finos, inteligentes, versáteis, acessíveis e com maior resolução.
Também é marcado pela evolução dos telefones celulares (tele móvel, em português europeu), que passou de um simples dispositivo com tela monocromática alfanumérica que recebe, faz chamadas e escrever breves mensagens usando teclas numéricas físicas, para tornar-se um dispositivo multifuncional chamado smartphone com uma tela sensível a toque, que já em muitas ocasiões substitui até os microcomputadores e Laptop, ajudando a levar Internet a lugares com baixos índices de desenvolvimento humano e zonas com conflitos seculares.
Na área de exploração espacial, os programas espaciais estão se desenvolvendo a passos mais largos que no Século XX; com a aposentadoria dos ônibus espaciais da NASA e a busca de custos menores, empresas privadas como a SpaceX estão ajudando fortemente no desenvolvimento de veículos espaciais e foguetões. Um dos seus avanços é a criação de foguetes reutilizáveis e diminuindo a produção de lixo espacial, um dos problemas crônicos.
Descobertas científicas Em 2005, Isabelle Dinoire se torna a primeira pessoa do mundo a se submeter a um transplante de rosto, ato que significou um grande avanço da medicina. Em 2006, a NASA encontra prova direta da existência de matéria escura. Em 2006, Plutão foi rebaixado de planeta para planeta anão pela União Astronómica Internacional. Em 2007, temos a descoberta do primeiro planeta extrassolar possivelmente habitável, chamado de Gliese 581c. Em 2009, foi autentificado o esqueleto Ardi, o esqueleto mais antigo ja encontrado no mundo (4,4 milhões de anos). Em 2010, o geneticista Craig Venter, junto com sua equipe, criou a primeira célula controlada por um genoma sintético. Em 2012, a partícula elementar Bóson de Higgs, popularmente conhecida como "partícula de Deus", foi detectada, garantindo o Prêmio Nobel de física ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs. Em 2014, o radiotelescópio BICEP capturou ondas gravitacionais que teriam dado origem ao universo. Em 2015, a agência espacial americana NASA anunciou a descoberta de água salgada em estado liquido em Marte. Tal confirmação contou com a ajuda de dados adquiridos pela missão Mars Express da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana em 2003.Gallieu - imagens-mostram-que-planeta-marte-teve-agua-corrente-em-seu-territorio - Em 2017, cientistas chineses teletransportam pela primeira vez fótons da Terra para a órbita. Em 2017, o sinal de onda gravitacional GW170817 foi observado pela colaboração LIGO / Virgo . Este foi o primeiro caso de um evento de onda gravitacional que foi observado para ter um sinal eletromagnético simultâneo quando telescópios espaciais como o Hubble observaram luzes provenientes do evento, marcando assim um avanço significativo para a astronomia de multimensageiros. Em 2019, a primeira foto de um buraco negro foi divulgada. Em 2020, foi descoberta fosfina em Vênus. Ainda em 2020, desenvolveram-se e começaram a ser administradas vacinas contra a então recém-descoberta COVID-19, em tempo recorde.
Economia A Grande Crise Econômica de 2008 miniaturadaimagem|Nova Iorque em 2006 antes da crise econômica Também chamada de a 'Grande Recessão' ou crise de 2008, considerada a pior crise desde a Grande Depressão de 1929, a crise econômica começou bem antes de 2008 mas teve o seu ápice no dia 15 de setembro de 2008 quando o banco Lehman Brothers, o quarto maior banco dos Estados Unidos, declarou a sua falência. As bolsas mundiais em todo o mundo perderam mais de US$ 900 bilhões, as ações tiveram o seu pior ano desde a grande depressão de 1929, O tesouro americano se viu obrigado a abrir as torneiras para salvar (Há controvérsias) outros bancos e evitar ainda mais prejuízo, no Brasil a tensão foi muito grande nos dias que sucederam a crise econômica e a falência do banco Lehman Brothers. “O mercado mundial estava um pandemônio, o dólar oscilava 100 pontos por dia e eram muitas as ordens de compra e venda do dólar” mas a crise econômica rapidamente se alastrou pelos grandes bancos do mundo americanos e europeus, o UBS, Citigroup e Merrill Lynch divulgaram perdas bilionárias, os bancos centrais dos Estados Unidos da zona do euro, da Inglaterra, do Japão, Alemanha, França, Espanha, Itália, Grécia e do Canadá começam a fazer intervenções conjuntas no mercado financeiro para tentar controlar a crise econômica.
Conflitos Ataques de 11 de setembro de 2001 e Início da Guerra ao Terror
thumb|direita|Colisão do voo 175 da United Airlines contra a Torre Sul do World Trade Center.
No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos viveram o seu maior ataque terrorista de sua história. Os ataques de 11 de setembro de 2001, também foram o estopim para a Guerra do Afeganistão (2001–2021) e a Invasão do Iraque em 2003. Eram quase 9h da manhã em Nova Iorque quando um avião sequestrado por terroristas integrantes da organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda, sob o comando do terrorista Osama bin Laden, chocou-se com uma das torres do World Trade Center (WTC), um dos prédios mais altos do mundo até então. A princípio, parecia um trágico acidente aéreo. Mas, quando cerca de 20 minutos após o primeiro ataque, outro avião colidiu com a segunda torre do WTC, ficando claro que se tratava na verdade de uma ação terrorista. Alguns minutos depois, um terceiro avião sequestrado por terroristas atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que fica próximo a Washington D.C., capital do país. Uma quarta aeronave também sequestrada por terroristas caiu em uma área rural no estado da Pensilvânia antes de atingir o seu alvo, após os passageiros tentarem retomar o controle da aeronave sequestrada. As Investigações apontaram que o plano dos terroristas era jogar o avião contra o Capitólio, casa do poder legislativo Norte-Americano. Três edifícios do complexo do WTC desmoronaram, incluindo as famosas torres gêmeas. As cenas de desespero da fumaça tomando conta das ruas de Nova Iorque e de pessoas se jogando pelas janelas para tentar fugir das chamas foram transmitidas pela televisão ao vivo e chocaram o mundo inteiro. Ao todo quase 3 mil pessoas morreram, incluindo os terroristas, e todos os passageiros das quatro aeronaves sequestradas, bombeiros, funcionários do Pentágono e muitas pessoas que trabalhavam no WTC. Além das vítimas, o 11 de setembro de 2001 também teve sérios desdobramentos militares. O então presidente George W. Bush aprovou, no mês seguinte, o USA Patriot Act (Lei Patriota) que permitia ao governo americano, entre outras coisas, invadir casas de suspeitos, espionar cidadãos, interrogar suspeitos (inclusive com uso da força, tortura) sem precisar pedir autorização judicial ou respeitar o direito à defesa e julgamento. Os Estados Unidos também lideraram junto com outros países, a chamada "Guerra ao Terror", que levou à invasão do Afeganistão em outubro de 2001, e do Iraque em março de 2003, países acusados de dar suporte e apoio ao grupo terrorista islâmico Al-Qaeda. O principal responsável pelo maior ataque terrorista da história dos Estados Unidos, Osama bin Laden, fundador e líder da Al-Qaeda, acabaria sendo morto por militares americanos na cidade de Abbottabad, no Paquistão, em 1 de maio de 2011.
A Invasão do Iraque em 2003 A invasão do Iraque começou a 19 de março de 2003 e terminou em 1 de maio de 2003. Essa foi a primeira grande etapa da invasão do Iraque o que se tornaria um longo conflito, a Guerra do Iraque. Foi lançada com o nome de “Operação Liberdade do Iraque” pelos Estados Unidos e aconteceu no contexto da Guerra Global contra o Terrorismo. Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a invasão durou apenas 21 dias e foi bem-sucedida. Os americanos receberam apoio militar do Reino Unido, da Austrália, Alemanha, França e da Polônia. O objetivo da invasão do Iraque era derrubar o regime baathista de Saddam Hussein. A fase da invasão do conflito foi curta e consistiu em combates convencionais e na ocupação de boa parte do Iraque, resultando na destituição do governo que estava no poder. A ditadura de Saddam Hussein entrou em colapso logo após a queda de Bagdá. Os Estados Unidos contribuíram com a maior força militar, cerca de 148 000 soldados que formavam a vanguarda da Coalizão. O Reino Unido enviou 45 000 militares a frente de batalha, a Austrália enviou 2 000 militares e a Polônia apenas 194 soldados, sendo a maioria de forças especiais. Outras 36 nações contribuíram com tropas e observadores após a invasão ter sido concluída. O Kuwait e a Arábia Saudita ofereceram seus territórios para apoiar as forças aliadas.
No norte do Iraque, a milícia Curda conhecida como Peshmerga também apoiou a invasão incondicionalmente. De acordo com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, a missão da coalizão era “desarmar o regime iraquiano, e encerrar o apoio de Saddam Hussein a organizações terroristas e libertar o povo iraquiano”.
Em 5 de novembro de 2006 Saddam Hussein é julgado por um tribunal Iraquiano e sentenciado à morte por enforcamento, juntamente com seu meio-irmão Barzan Ibrahim e o ex-chefe da corte revolucionária Awad Hamed al-Bandar.
No dia 30 de dezembro de 2006, Saddam Hussein é executado na forca, após chegada ao fim de sua ditadura em 2005. Em 2009, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama promete, durante o seu governo, encerrar o conflito, quase 10 anos após o início da invasão do Iraque. A guerra no Iraque foi formalmente encerrada no dia 18 de dezembro de 2011, com a retirada completa do efetivo militar Americano do Iraque.
Conflito russo-checheno e atentados contra a Rússia em 2002 e 2004