Alexandre Gonçalves Pinto (Rio de Janeiro, 1870 - Rio de Janeiro, 1950), também conhecido como O Animal, foi um carteiro, violonista, cantor e cavaquinista de música popular brasileira. Conviveu com os músicos de choro do final do século XIX e do início do século XX, com quem animava bailes e festas familiares. No final da vida, escreveu um livro de memórias que registrou seus colegas de música e que é, hoje, um dos únicos documentos que trazem informações sobre os chorões do período.VASCONCELOS, Ary. Panorama da música popular brasileira na Belle Époque. Rio de Janeiro: Livraria Santana Ltda., 1977.

Biografia Em 1936, Alexandre escreveu o livro "O choro: reminiscências dos chorões antigos",Pinto, Alexandre Gonçalves. O choro: reminiscências dos chorões antigos. [Rio de Janeiro]: Typ. Glória, 1936. 210p. que atualmente é registro-chave do cenário musical relacionado ao choro no início do século XX, por trazer informações biográficas de centenas de músicos populares cariocas e os respectivos instrumentos, incluindo todos os artistas do choro que atuaram desde 1870 até o ano de lançamento do livro.Aragão, Pedro. O baú do Animal: Alexandre Gonçalves Pinto e o Choro. Rio de Janeiro: Folha Seca, 2013. Nas palavras do próprio autor, na página de rosto de sua obra:"Contendo: O perfil de todos os chorões da velha guarda, e grande parte dos chorões d’agora, factos e costumes dos antigos pagodes, este livro faz reviver grandes artistas musicistas que estavam no esquecimento."

Quando do seu lançamento, a publicação não teve repercussão. Contudo, em 1978, após ser relançada pela Funarte, tornou-se uma das principais fontes de pesquisa da área.Pedro Aragão. Dossiê temático sobre choro. Música Popular em Revista, v. 6, n. 1, p. 3-7, 2019. DOI:10.20396/muspop.v6i1.13146Lúcia Campos; Pedro Aragão; Rafael Velloso. Mas o choro já não é patrimônio? Ressonâncias e desafios do processo de patrimonialização do choro. LaborHistórico, Rio de Janeiro, 8 (1): 46-62, jan. | abr. 2022."Não fosse ele e nada saberíamos hoje da existência de dezenas e dezenas de chorões que ressurgem para todos nós, precisamente graças à pena canhestra de Gonçalves Pinto." (Ary Vasconcelos)

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