Lúcio Cornélio Balbo (), dito , o Jovem () para distingui-lo de seu tio, foi um oficial romano do ativo nos últimos anos da República Romana e durante o reinado do imperador Augusto . Filho de Paulo Cornélio Balbo, nasceu em Gades (atual Cádis) e recebeu a cidadania romana junto de seu pai e tio, Lúcio Cornélio Balbo Maior.
História Com a eclosão da guerra civil em , Balbo serviu Júlio César e foi enviado para contatar o cônsul Lúcio Cornélio Lêntulo Crus, um antigo amigo de seu tio, para persuadi-lo a retornar para Roma. No ano seguinte, participou duma visita com Lêntulo ao acampamento de Pompeu em Dirráquio. Subsequentemente envolveu-se nas expedições na Hispânia e Alexandria e, como recompensa pelos serviços prestados, foi admitido no Colégio dos Pontífices.
Em 44 e , Balbo tornou-se questor do propretor Caio Asínio Polião na Hispânia Ulterior. Enquanto esteve lá, incorporou à sua cidade natal Gades um subúrbio, que foi conhecido como a nova cidade, e construiu um estaleiro. Como consequência disso, a cidade passou a ser chamada Dídima, ou seja, "cidade-dupla". Além disso, durante seu mandato, extorquiu os provincianos e acumulou grandes fortunas, o que lhe rendeu uma visão negativa entre os autores, que classificaram sua conduta como do tipo tirânica. Em , Balbo cruzou para a África e encontrou-se com Bogudes, rei da Mauritânia. Uns poucos meses depois fugiu de Gades com o dinheiro do salário das tropas e seguiu para a Macedônia.Cícero, Epístolas aos Familiares 10.32.1
Balbo deixou se der mencionado pelos próximos 20 anos, aparecendo novamente somente em , quando foi o procônsul da África Proconsular. Mommsen acredita que ele incorreu ao desprezo de Augusto por sua conduta como pretor, e que sua nomeação na África após tantos anos foi devido a sua excepcional aptidão para o posto. Em , Balbo derrotou os garamantes, e em 17 de março daquele ano recebeu a honra de um triunfo, que foi então o primeiro conferido para alguém que não foi cidadão romano de nascimento, e a última vez que um indivíduo privado foi honrado. Ele construiu um magnífico teatro em Roma, que foi dedicado ao retorno de Augusto da Gália em .
Balbo parece ter dado alguma atenção para a literatura. Ele escreveu uma peça na qual o assunto foi sua visita com Lêntulo no campo de Pompeu em Dirráquio, e, de acordo com Macróbio, foi o autor de um trabalho chamado Exegética (Ἐξηγητικά), que lidava com os deuses e seus cultos. Além disso, ele notabilizou-se por sua correspondência com Cícero.
Bibliografia
Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Questores da República Romana Categoria:Cornelii Categoria:Correspondentes de Cícero Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Pontífices da Roma Antiga Categoria:Cesarianos