A economia da Alemanha é a economia mais importante da Europa e é a terceira potência econômica mundial depois dos Estados Unidos e China. É uma economia de mercado na qual a seguridade social tem um peso muito grande na economia, tendo os alemães direitos sociais muito extensos. O país passou por grandes reformas de livre comércio antigamente, deixando de ser o "homem doente da Europa" para ser a maior e mais robusta economia do bloco europeu na atualidade. A reunificação teve um impacto significativo no crescimento da parte ocidental do país, com grandes quantidades de dinheiro sendo usadas para financiar a reestruturação da porção Oriental.
As indústrias metalúrgicas e químicas têm um significante papel na economia da Alemanha, enquanto na agricultura, a média propriedade familiar, altamente mecanizada predomina. A cidade de Frankfurt é o principal centro financeiro da Alemanha e da União Europeia, onde está localizado o Banco Central Europeu e a Bolsa de Valores de Frankfurt. As indústrias e as empresas do setor terciário da Alemanha são bem dispersas pelo país, o que provoca grande tráfego aéreo e rodoferroviário.
O país é o sexto no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
História monetária thumb|esquerda|Apesar da capital Berlim deter o título de cidade mais importante da Alemanha, Frankfurt (foto) é, sem dúvidas, a capital financeira do país, sediando, inclusive, o Banco Central Europeu. O atual poder da economia alemã começou no século XVIII, mas ele só se solidificou a partir de 1870 com a vitória da Prússia na Guerra franco-prussiana, fazendo do Império Alemão um dos principais da economia mundial.
Posteriormente, com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha passou por um período de grave crise econômica que logo foi superado na época da Alemanha Nazista onde foi efetuada uma abertura econômica para o Ocidente. Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha enfrentava outra crise.
A partir desse ponto, a Alemanha Ocidental iniciou uma visível recuperação que lhe tem permitido manter seu papel de importância na economia mundial e lhe permitiu também reunificar-se com a Alemanha Oriental. A crise de hiperinflação no início do Século XX mostrou a relevância da economia do país mesmo em sua pior crise, pois afetou também a economia internacional, inclusive a Economia dos Estados Unidos na época.Nicole Gnesotto – “L’Europe Armée” [A Europa Armada] – Institut Jacques Delors, Paris, Dezembro 2013.
A Alemanha se manteve em 2004 como principal país exportador, à frente do Estados Unidos. As exportações cresceram 10% e alcançaram um volume de de euros. O superávit da balança comercial alcançará este ano um nível recorde de 156 bilhões de euros.
Economia dentro da União Europeia
A economia alemã é a maior e mais influente em termos financeiros dos doze países que compõem a zona do euro, e da União Europeia em geral, uma vez que seu poder de compra está estimado de 2,9 trilhões de dólares (o maior da Europa, e o terceira mais avançado do mundo), segundo dados de 2010. É seguida pelo Reino Unido (que não pertence à Zona do Euro, porém é o segundo país mais rico do continente), com 2,2 trilhões de dólares, e pela França, em terceiro, com 2,1 trilhões de dólares;
O porto mais próspero da Europa é o de Hamburgo que, segundo algumas estimativas, ultrapassará o porto de Roterdã nos Países Baixos, como o de maior movimento no continente.
A moeda anterior da Alemanha era o marco alemão; desde 1 de Janeiro de 2002 é o euro, cujo banco emissor, o Banco Central Europeu tem sua sede na cidade alemã de Frankfurt am Main.
Comércio exterior thumb|Porto de Hamburgo, o mais importante da Alemanha.
Em 2020, o país foi o 3º maior exportador do mundo (US $ 1,48 trilhões em mercadorias, 7,9% do total mundial). Considerando bens e serviços exportados, as exportações foram de US $ 1,81 trilhões. Já nas importações, em 2019, foi o 3º maior importador do mundo: US $ 1,23 trilhões.
Setores Setor primário Agricultura thumb|Colheita de beterraba em Rheinhausen. thumb|Cultivo de batata em Hellschen-Heringsand-Unterschaar. thumb|Plantio de colza em Hochsträß. thumb|Cultivo de morango na Alemanha.
A Alemanha produziu, em 2018:
26,1 milhões de toneladas de beterraba (4º maior produtor do mundo), que serve para produzir açúcar e etanol; 20,2 milhões de toneladas de trigo (10º maior produtor do mundo); 9,5 milhões de toneladas de cevada (3º maior produtor do mundo, somente atrás de Rússia e França); 8,9 milhões de toneladas de batata (7º maior produtor do mundo); 3,6 milhões de toneladas de colza (6º maior produtor do mundo); 3,3 milhões de toneladas de milho; 2,2 milhões de toneladas de centeio (maior produtor do mundo); 1,9 milhão de toneladas de triticale (2º maior produtor do mundo); 1,4 milhão de toneladas de uva (16º maior produtor do mundo); 1,2 milhão de toneladas de maçã (12º maior produtor do mundo); 625 mil toneladas de cenoura; 604 mil toneladas de repolho; 577 mil toneladas de aveia; 503 mil toneladas de cebola; 267 mil toneladas de pepino; 227 mil toneladas de alface e chicória; 221 mil toneladas de ervilha; 160 mil toneladas de feijão; 141 mil toneladas de morango; 133 mil toneladas de aspargo; 126 mil toneladas de couve-flor e brócolis; 103 mil toneladas de tomate; 73 mil toneladas de cogumelo e trufa; 70 mil toneladas de ameixa; 66 mil toneladas de espinafre; 58 mil toneladas de soja; 47 mil toneladas de pera; 44 mil toneladas de cereja; 41 mil toneladas de lúpulo; 22 mil toneladas de tremoço; 16 mil toneladas de groselha; 12 mil toneladas de mirtilo; 6,8 mil toneladas de framboesa;
Além de outras produções de outros produtos agrícolas.Germany production in 2018, by FAO
Pecuária thumb|Criação suína alemã
Na pecuária, a Alemanha foi, em 2019, o 3º maior produtor mundial de carne suína, com uma produção de 5,2 milhões de toneladas; o 4º maior produtor mundial de leite de vaca, com uma produção de 33 bilhões de litros; o 11º maior produtor mundial de carne bovina, com uma produção de 1,1 milhões de toneladas; o 29º maior produtor mundial de carne de frango, com uma produção de 1 milhões de toneladas, entre outros.Produção da pecuária da Alemanha em 2019, pela FAO
Setor secundário Indústria thumb|Fábrica de cerveja na Bavária.
O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, a Alemanha tinha a 4ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 737,9 bilhões).Fabricação, valor agregado (US $ corrente)
Em 2019, a Alemanha era o 4ª maior produtora de veículos do mundo (4,6 milhões) e a 7ª maior produtora de aço (39,7 milhões de toneladas).World crude steel production A Alemanha é também um dos 10 maiores produtores mundiais de vinho (foi o 8º maior produtor mundial em 2018).Major Wine Producers Em 2018 também foi o 5º maior produtor mundial de cerveja (à base de cevada).Beer of barley production by FAO Em 2016 foi o país do mundo que mais faturou com exportação de chocolate - apesar do país não produzir cacau.Trade Map - List of exporters for the selected product (Chocolate and other food preparations containing cocoa)
Dentre as maiores empresas negociadas na bolsa, em relação ao faturamento, o Fortune Global 500, 37 companhias estão sediadas na Alemanha. As dez maiores são Mercedes-Benz Group, Volkswagen, Allianz (a empresa mais lucrativa), Siemens, Deutsche Bank (2ª mais lucrativa), E.ON, Deutsche Post, Deutsche Telekom, Metro e BASF.Global 500 Germany, CNN Money, Acesso em 26/11/2007. As maiores empregadoras são a Deutsche Post, a Bosch e a Edeka.Global 500 Biggest Employers, CNN Money, Acessado em 26/11/2007. Outras grandes empresas de capital alemão são Adidas, Puma SE, Audi, Bayer, BMW, Deutsche Bahn, Henkel, Lufthansa, Traton, Nivea, Porsche, SAP SE, Schering, ThyssenKrupp, Volkswagen, Wella, entre outras, que demonstram a força econômica alemã nos mais diversos segmentos de mercado.
Mineração thumb|Mineração de lignito (carvão) em Grevenbroich.
A Alemanha não tem uma grande produção mineral, porém, em 2019, o país era o 3º maior produtor mundial de selênio,USGS Selenium Production Statistics o 5º maior produtor mundial de potash (um mineral que contém potássio e é usado como fertilizante),USGS Potash Production Statistics o 5º maior produtor mundial de boro,USGS Boron Production Statistics o 17º maior produtor mundial de grafite,USGS Graphite Production Statistics o 18º maior produtor mundial de enxofre,USGS Sulfur Production Statistics além de ser o 4º maior produtor mundial de sal.USGS Salt Production Statistics
Energia thumb|A Alemanha, embora tenha baixa irradiação solar, investe pesadamente nas energias renováveis devdio à imensa necessidade energética promovida por sua alta industrialização
Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 57º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 37 mil barris/dia. Em 2019, o país consumia 2,28 milhões de barris/dia (10º maior consumidor do mundo).Statistical Review of World Energy, June 2020The World Factbook — Central Intelligence Agency O país foi o 6º maior importador de petróleo do mundo em 2018 (1,83 milhões de barris/dia). Em 2016, a Alemanha era a 43º maior produtora mundial de gás natural, 8,5 bilhões de m³ ao ano.CIA. The World Factbook. Natural gas - production. Em 2010 a Alemanha era a 2ª maior importadora de gás do mundo (99,6 bilhões de m³ ao ano), principalmente da Rússia.CIA Gas imports Na produção de carvão, o país foi o 8º maior do mundo em 2018: 175,1 milhões de toneladas.Statistical Review of World Energy 2018 Apesar disso, o país também é o 6º maior importador de carvão do mundo: em 2018, foram 44 milhões de toneladas.Primary Coal ImportsEnergy Statistical annual ReportsPrimary Coal Exports Em 2019, a Alemanha também possuía 6 usinas atômicas em seu território, com uma potência instalada de 8,1 GW.Nuclear Share of Electricity Generation in 2019
Nas energias renováveis, em 2020, a Alemanha era o 3º maior produtor de energia eólica do mundo, com 62,1 GW de potência instalada, e o 4º maior produtor de energia solar do mundo, com 53,7 GW de potência instalada;RENEWABLE CAPACITY STATISTICS 2021
Em 2002 a Alemanha foi o quinto maior consumidor do mundo de energia, e dois terços de sua energia primária foi importada. No mesmo ano, a Alemanha foi o maior consumidor de eletricidade da Europa com um total de de quilowatts-hora.
A política governamental enfatiza a conservação e o desenvolvimento de fontes de energia renovável, como a solar, vento, biomassa, hidráulica, e geotérmica. Como resultado das medidas de economia de energia, a eficiência energética (a quantidade de energia necessária para produzir uma unidade do produto interno bruto) vem melhorando desde o início das medidas nos anos 1970. O governo já definiu o objetivo de satisfazer metade da demanda energética do país a partir de fontes renováveis até 2050. Em 2000, o governo e a indústria nuclear alemã concordou em desativar gradualmente todos as usinas nucleares até 2021. No entanto, as energias renováveis estão desempenhando um papel mais modesto do consumo de energia. Em 2006 o consumo energético foi cumprida pelas seguintes fontes: petróleo (35,7%), carvão, incluindo lignito (23,9%), gás natural (22,8%), nuclear (12,6%), energia hidráulica e eólica (1,3%) e outros (3,7%).
Setor terciário Transportes thumb|left|A locomotiva do ICE 3. Desde os anos de 1930 iniciara-se na Alemanha a construção da primeira rede de autoestradas em grande escala. O país dispõe de 12.174 km de autoestradas (Autobahn) e de 40.969 km de estradas federais (Bundestraßen), o que faz da Alemanha o país com a terceira maior densidade de estradas por veículos do mundo. A totalidade de autoestradas do país são gratuitas para veículos particulares. Desde 2005, os caminhões de carga pagam pedágio (portagem) descontado automaticamente via satélite.