Gertrude Stein (Pittsburgh, 3 de fevereiro de 1874 Paris, 27 de julho de 1946) foi uma escritora e poetisa estadunidense.

Biografia esquerda|miniaturadaimagem|Gertrude aos 3 anos Gertrude era a mais nova de cinco filhos de um casal judeu de classe média alta, Daniel e Amelia Stein. Seu pai era um empresário rico com propriedades imobiliárias. Inglês e alemão eram falados em casa.

Aos três anos de idade, ela e sua família mudaram-se para Viena, e depois Paris. Acompanhados por governantes e tutores, os Steins esforçaram-se para imbuir seus filhos com as sensibilidades cultas da história e da vida europeias. Após um ano de permanência no exterior, retornaram para os Estados Unidos em 1879, estabelecendo-se em Oakland, Califórnia, onde seu pai tornou-se diretor da linha de bondes de São Francisco, a Market Street Railway, em uma época em que o transporte público era uma iniciativa privada.

Tinha um apreciável círculo de amigos, como Pablo Picasso, Matisse, Georges Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picabia, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce.

Mrs. Stein era realmente genial e escreveu "Autobiografia de Alice B. Toklas", livro fundamental da vanguarda dos anos 1910, 20 e 30. Com estilo muito próprio, a narrativa conta como jovens artistas e escritores vindos das mais diversas partes do mundo se encontram em Paris e detonam novos caminhos para a arte. Picasso vinha da Espanha, Joyce da Irlanda, ela própria vinha da América, Nijinski era russo, havia vários franceses, como Cocteau, Apollinaire, e Matisse. É bom lembrar que, apesar do nome, o livro foi escrito por Miss Stein, tendo como porta-voz Alice B. Toklas, sua companheira durante vinte e cinco anos. Compondo um interessante painel das três primeiras décadas deste século: Durante esse tempo, Miss Stein e sua companheira Alice viveram no número 27, rue de Fleurus. Este endereço se tornaria lendário e um importante ponto de encontro desses "gênios".

Gertrude Stein seria a primeira a pendurar em sua parede pinturas de Juan Gris, Matisse e Picasso. Mais tarde romperia com muitos deles, inclusive com Picasso, por quem manteve grande afeição. Antes porém, posaria noventa e três vezes para que o artista malaguenho desse por finalizado o seu retrato: "Mas em nada se parece comigo, Pablo", disse ela. "Mas certamente vai parecer, Gertrude, certamente...", respondeu o pintor. O rompimento dos dois se daria apenas em 1927, por ocasião da morte de Juan Gris. Gertrude acusou Picasso de não ter estimado Gris o bastante, ele retrucou e os dois tiveram um belo e histórico bate-boca.

Miss Stein adorava fazer provocações. A palavra génio exercia mesmo uma influência considerável em sua vida. Afinal, era uma escritora de estilo bastante peculiar e engenhoso, a inventora da escrita automática. Assim os intelectuais de seu tempo perguntavam se ela era mesmo gênio ou não passava de uma impostora. Ela dava o troco: Com a Primeira Guerra Mundial, Miss Stein e Alice viveram sua aventura alistando-se no F.A.F.F, um Fundo de proteção aos americanos que então viviam na Europa, dando folga a seus embates artísticos e literários, a aventura é narrada na Autobiografia. Após a guerra, a vida voltou ao normal, mas tudo já estava transformado para sempre, inclusive e principalmente Paris. Não tanto a fachada e a arquitetura da cidade, mas as pessoas e o ritmo da vida.

Encontra-se enterrada no Cemitério Père Lachaise, em Paris, ao lado de Alice B. Toklas.

A estética Segundo a própria autora, suas principais referências são Cézanne e Flaubert, sendo, no entanto, seus textos cheios de repetições intencionais, como em uma espécie de "gagueira mental", geradores de um sem sentido muito próximo dos trabalhos dadaístas. É possível extrair algum sentido de seus poemas, de acordo com uma gestalt, porém, parecem eles muito mais a experimentos sonoros. O efeito, às vezes, é próximo do efeito da leitura de um poema surrealista, embora a técnica de composição seja completamente diferente, lembrando, por vezes, a poesia mais conhecida de E. E. Cummings. Seus poemas são, muitas vezes extensos, embora nunca cedam à lógica, explorando, além das repetições de vocábulos, o uso de palavras monossilábicas, assemelhando-se a poemas em prosa.

Cinema É um dos personagens históricos retratado no filme Meia-noite em Paris de Woody Allen.

Obras publicadas Three Lives (The Grafton Press, 1909) White Wines, (1913) Tender buttons: objects, food, rooms (1914) An Exercise in Analysis (1917) A Circular Play (1920) . The Making of Americans: Being a History of a Family's Progress (escrito a 1906–8, publicado em 1925) Four Saints in Three Acts (libretto, 1929: música de Virgil Thomson, 1934) Useful Knowledge (1929) Lucy Church Amiably (1930) Primeira edição publicada por Imprimerie Union em Paris. A primeira edição norte-americana foi publicada em 1969 por Something Press How to Write (1931) They must Be Wedded To Their Wife|They must. Be Wedded. To Their Wife (1931) . Matisse Picasso and Gertrude Stein with Two Shorter Stories (1933) The Autobiography of Alice B. Toklas (1933) . Lectures in America (1935) The Geographical History of America or the Relation of Human Nature to the Human Mind (1936) Everybody's Autobiography (1937) Picasso (1938) Doctor Faustus Lights the Lights (1938) The World is Round, illus. Clement Hurd (W. R. Scott, 1939) Paris France (1940) Ida: A Novel (1941) Three Sisters Who Are Not Sisters (1943) Wars I Have Seen (1945a)

. . Brewsie and Willie (1946) The Mother of Us All (libretto, 1946c: música de Virgil Thompson 1947) . . The Things as They Are (escrita como Q.E.D. em 1903, publicado em 1950) Patriarchal Poetry (1953) Alphabets and Birthdays (1957) . . . . . .

Vechten, Carl Van, ed. (1990). Selected Writings of Gertrude Stein. ISBN 0-679-72464-8

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