Flávio [Valente] Jovino () foi um oficial romano do , ativo sob os imperadores , Joviano e . Aparece em 361, quando liderou parte das tropas de Juliano, como mestre da cavalaria através da Itália e participou do Tribunal da Calcedônia.
Vida
thumb|upright=1.05|Baixo-relevo do Sarcófago de Jovino
Jovino aparece pela primeira vez em 361, momento que auto-proclamou-se augusto e marchava rumo a Constantinopla, onde o imperador legítimo residia. Jovino, que à época era mestre da cavalaria, foi nomeado comandante de metade do exército de Juliano ao lado de Jóvio e recebeu a missão de marchá-lo através da Itália, enquanto a outra metade seria conduzida através da Récia pelo general Nevita.
Na Itália, Aquileia rebelou-se em prol de Constâncio II. Jovino recebeu ordens de sitiá-la, porém, quando Juliano tomou ciência do falecimento de seu primo e concorrente imperial, rapidamente dirigiu-se para a capital e informou que Jovino deveria abandonar o cerco e tratar de assuntos mais urgentes. Ele foi então colocado na prefeitura pretoriana da Ilíria e tornar-se-ia um dos membros do Tribunal da Calcedônia de 31 de dezembro.
Mais tarde, provavelmente em 362, Juliano transferiu-o para a Gália. Em 363, o imperador Joviano ofereceu a posição de mestre da cavalaria de Jovino para Malarico, que à época estava na Itália, mas este recusou. Em seguida, ofereceu-a para o general Luciliano, que a aceitou, porém este foi morto num motim em Durocortoro (atual Reims). Jovino então suprimiu o motim e enviou uma mensagem ao imperador solicitando sua renomeação, que foi consentida.
Jovino continuou a servir como mestre da cavalaria sob . Ele é citado em algumas leis desse período que foram preservadas no Código de Teodósio e nelas é estilizado variadamente como mestre dos soldados, mestre da cavalaria e infantaria e somente mestre da cavalaria. Em 366, realizou operações militares bem-sucedidas contra os alamanos nos Campos Cataláunicos na Gália e foi recompensado com o consulado de 367 ao lado de Lupicino. No final de 367, foi enviado à Britânia, mas logo retornou, e em 368, realizou novas operações contra os alamanos, desta vez com auxílio de Severo. Em 369, Jovino foi substituído por Teodósio, vitorioso da campanha na Britânia.
Legado
Jovino foi o fundador da Igreja de São Agrícola de Reims na qual há uma inscrição dedicatória; na referida inscrição, há menção aos seus ofícios ocupados na Ilíria e na Gália. Seu parentesco é totalmente incerto, exceto que uma de suas descendentes femininas casar-se-ia com Consêncio.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Mestres da cavalaria da Gália Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Oficiais de Juliano, o Apóstata Categoria:Oficiais de Joviano Categoria:Oficiais de Valentiniano I Categoria:Tribunal da Calcedônia Categoria:Romanos antigos na Britânia