210px|miniaturadaimagem|Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos que criou a teoria do louco.

A teoria do louco teve um papel importante na política externa de Richard Nixon, onde ele e sua administração tentaram fazer com que os líderes do bloco comunista pensassem que Nixon era irracional e inconstante. Segundo a teoria, os líderes então evitariam provocar os Estados Unidos, pois temeriam uma resposta americana imprevisível.

Nixon havia explicado ao seu chefe de gabinete, H. R. Haldeman, sobre a estratégia:

Eu a chamo de Teoria do Louco, Bob. Quero que os norte vietnamitas acreditem que eu chegaria ao ponto de fazer qualquer coisa para acabar com a guerra. Iremos somente dizer algumas palavras, "pelo amor de Deus, vocês sabem que Nixon está obcecado com o comunismo. Não poderemos contê-lo quando ficar com raiva — e ele tem a mão sobre o botão nuclear" e Ho Chi Minh estaria em Paris em dois dias implorando por paz.Haldeman, H. R. (1978)

Em outubro de 1969, a administração Nixon indicou à União Soviética que o "louco estava solto" quando o exército Estados Unidos foi ordenado a ficar em prontidão para a guerra (sem o conhecimento da maioria da população americana) e bombardeiros armados com armas termonucleares sobrevoaram a fronteira soviética três dias consecutivos.Carroll, James (2005-06-14)

A administração também empregou a "estratégia do louco" para forçar o governo norte vietnamita a negociar o fim da Guerra do Vietnã.Robert D. Schulzinger (2002) Na mesma linha, diplomatas americanos, especialmente Henry Kissinger, descreveram a Campanha do Camboja como um sintoma da suposta instabilidade de Nixon.Michael S. Sherry.

Em 1517, Maquiavel argumentou que às vezes é "muito sábio simular loucura" (Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio, livro 3, capítulo 2). No livro "Nixon's Vietnam War", Kimball argumenta que Nixon chegou nessa estratégia de forma independente, como resultado da experiência prática e pela observação da manipulação na Guerra da Coreia por Dwight D. Eisenhower.David A. Welch (2005)

A teoria na atualidade miniaturadaimagem|Alguns analistas consideram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um exemplo moderno da estratégia do louco. Atualmente, o comportamento da Coreia do Norte é visto por analistas como sendo muito racional, apesar de ser um Estado isolado e com um governo fraco, se comparado a outras potências, consegue manter seus inimigos afastados e controlados de acordo com seu interesse.

Alguns analistas e comentaristas políticos caracterizaram o comportamento do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a aliados e estados hostis como um exemplo da teoria do homem louco. A política externa do governo Trump é caracterizada pela imprevisibilidade e volatilidade, onde o presidente e oficiais do governo se contradizem, Trump sendo hostil e atacando nações tradicionalmente aliadas (como Canadá, México e Europa) e frequentemente mudando de opinião e posicionamento para conseguir o que quer.

Ver também Teoria da intimidação Brinkmanship

Bibliografia Kimball, Jeffrey (24 October 2005), Did Thomas C. Schelling Invent the Madman Theory?, History News Network Sagan, Scott D.; Jeremi Suri (Spring 2003), "The Madman Nuclear Alert: Secrecy, Signaling, and Safety in October 1969", International Security, 27 (4): 150–183, doi:10.1162/016228803321951126, JSTOR http://www.jstor.org/stable/4137607 Suri, Jeremi (March 2008), "The Nukes of October: Richard Nixon's Secret Plan to Bring Peace to Vietnam", Wired, 16 (3)

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