Prema Racing (competindo também como Prema Powerteam até 2022 e como Prema Orlen Team no Campeonato Mundial de Endurance da FIA) é uma equipe italiana de automobilismo que atualmente compete nos Campeonatos de Fórmula 2 e Fórmula 3 da FIA, bem como na IndyCar Series e em vários campeonatos juniores. A equipe também teve passagem no Campeonato Mundial de Endurance da FIA entre 2022 e 2024, e pela European Le Mans Series em 2022. A equipe foi fundada em 1983 e está localizada em Grisignano di Zocco, na região de Vêneto.

A Prema já revelou muitos talentos para a Fórmula 1, como Gabriele Tarquini, Giovanna Amati, Jacques Villeneuve, Robert Kubica, Lucas di Grassi, Kamui Kobayashi, Roberto Merhi, Esteban Ocon, Lance Stroll, Nyck de Vries, Mick Schumacher, Nicholas Latifi, Charles Leclerc, Pierre Gasly, Antonio Giovinazzi, Guanyu Zhou, Oscar Piastri, Logan Sargeant, Jack Doohan, Oliver Bearman, Andrea Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto e Arvid Lindblad.

História A Prema Racing (Preparazione Macchine Racing) foi fundada em 1983 por Giorgio Piccolo e Angelo Rosin, após este deixar a RAM Racing. A equipe teve seu nome alterado para Prema Powerteam de 1994 até 2016, quando voltou a usar seu nome original. Piccolo se afastou em 1992, retornando em 1996. Em 2006, René Rosin e Grazia Troncon, respectivamente filho e esposa de Angelo, assumiram papeis na equipe, sendo elevados a posições de chefia em 2011. Em 2014, Lawrence Stroll comprou parte da equipe, realizando investimentos maciços, que incluíram a contratação do ex-engenheiro da Ferrari Luca Baldisserri. Em 2021, a Prema foi adquirida pela empresa DC Racing Solutions, de propriedade de Deborah Mayer e Claudio Schiavoni, que também controlava as equipes do WEC Iron Lynx e Iron Dames.

A família Rosin seguiu no comando da Prema, até que em 14 de janeiro de 2026, eles anunciaram o afastamento da equipe, encerrando um ciclo de mais de quarenta anos. Em seguida, o diretor técnico Guillaume Capietto também anunciou sua renúncia do cargo, que ele ocupava desde 2015.

Fórmulas inferiores A Prema começou disputando o Campeonato Italiano de Fórmula 3 em 1984. Em 1988, a equipe fez sua primeira aparição no Grande Prêmio de Macau. No ano seguinte, a Prema conquistou sua primeira vitória na F3 Italiana com Antonio Tamburini, durante o GP de Mônaco, e em 1990, eles foram campeões pela primeira vez através de Roberto Colciago, vencedor da F3 Italiana daquele ano. Em 1998, fizeram uma participação única na Fórmula 3000. Em 1999, deixaram de competir na F3 italiana, retornando em 2002, e depois entre 2009 e 2012, ano em que foi campeã de equipes.

A partir dos anos 2000, a Prema se consolidou nos campeonatos das categorias de base do automobilismo europeu. Disputou a Eurocopa de Fórmula Renault de 2001 a 2008, e entre 2013 e 2014; foi campeã com Ryan Briscoe em seu ano de estreia, e vice-campeã de equipes e de pilotos em 2014, por meio de Dennis Olsen. Disputou todas as temporadas da Fórmula 3 Euro Series, sendo campeã de 2003 com Briscoe. Voltou a ser campeã em 2011 e 2012, com Roberto Merhi e Daniel Juncadella, conquistando também o bicampeonato de equipes.

Os anos 2010 fizeram da Prema uma equipe dominante nos campeonatos juniores, com a equipe colhendo os frutos da chegada de John McGill para ser diretor técnico em 2008. Além dos títulos na F3 Italiana e na Euro Series, a Prema disputou todas as temporadas do Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA. Foi campeã de equipes de forma consecutiva entre 2013 e 2018, sendo campeã de pilotos em 2012, com Juncadella, em 2013, com Raffaele Marciello, 2014, com Esteban Ocon, 2015, com Felix Rosenqvist, 2016, com Lance Stroll, e 2018 com Mick Schumacher. esquerda|miniaturadaimagem|Da esquerda para a direita, Rafael Câmara, Andrea Kimi Antonelli, James Wharton e um funcionário da Prema durante a cerimônia do pódio da etapa de Spa-Francorchamps da ADAC F4 de 2022 A Prema tem disputado o Campeonato Italiano de Fórmula 4 desde 2014, sua temporada inaugural, ano em que foi campeã de equipes e de pilotos com Stroll. Nos anos seguintes, a Prema dominou a categoria, acumulando nove títulos e dois vice-campeonatos de equipes. Nos campeonatos de pilotos, foi campeã e vice de 2015 com Ralf Aron e Guanyu Zhou, vice em 2016 com Mick Schumacher, campeã em 2017 com Marcus Armstrong, campeã em 2018 com Enzo Fittipaldi, vice de 2019 com Gianluca Petecof, campeã de 2020 com Gabriele Minì, campeã de 2022 com Andrea Kimi Antonelli, vice em 2023 com Ugo Ugochukwu, campeã em 2024 com Freddie Slater, e campeã em 2025 com Kean Nakamura-Berta. Também disputou todas as temporadas da ADAC Fórmula 4, sendo tricampeã de equipes e campeã de pilotos em 2017, com Jüri Vips, e 2022, com Antonelli.

A Prema está na Fórmula Regional Europeia desde sua temporada inaugural, em 2019, e sempre esteve entre as principais forças, só tendo perdido o título de equipes em 2021 e 2025. Em sua primeira temporada, eles foram campeões de pilotos com Frederik Vesti, e ainda emplacaram Enzo Fittipaldi como vice. Em 2020, os três melhores pilotos do ano eram da equipe italiana, com Gianluca Petecof sendo o campeão, Arthur Leclerc sendo o vice e Oliver Rasmussen sendo terceiro colocado. Em 2021, primeira e até agora, única temporada em que a Prema não emplacou o campeão de pilotos, Paul Aron foi terceiro colocado. Em 2022, a Prema voltou a ser campeã de pilotos com Dino Beganovic. Em 2023, Andrea Kimi Antonelli foi o campeão. Em 2024, a Prema voltou a fazer dobradinha de campeão e vice, com Rafael Câmara conquistando o título e James Wharton sendo segundo colocado. Em 2025, o campeão foi Freddie Slater. miniaturadaimagem|Trio de carros da Prema durante a etapa austríaca da F3 FIA de 2021 A Prema também foi uma das equipes a disputar o Campeonato de Fórmula 3 da FIA desde sua primeira temporada. De 2019 a 2020, conquistou os títulos dos campeonatos de equipes e de pilotos com Robert Shwartzman e Oscar Piastri, respectivamente. Em 2021, a Prema foi vice no campeonato de equipes e conquistou o título de campeã de pilotos com Dennis Hauger. Entre 2022 e 2024, a Prema não conseguiu o título de pilotos, mas adicionou mais três títulos de campeã de equipes, com Zak O'Sullivan e Gabriele Minì sendo vice-campeões em 2023 e 2024. Mas em 2025, a Prema enfrentou dificuldades na F3, sendo sétima no campeonato de equipes, e seus três pilotos ficaram longe da disputa do título, com o melhor colocado sendo Ugo Ugochukwu, 16º no campeonato de pilotos.

A Prema se expandiu para o kart em 2023, unindo forças com a fabricante de Kart Republic para montar uma equipe própria e um programa para auxiliar jovens pilotos nas categorias de acesso do automobilismo.

Mas com o agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pela organização, alguns pilotos programados para pilotar na Prema em 2026 deixaram a equipe, como o franco-chinês Enzo Deligny, que desfez o acordo antes do início da temporada da Fórmula 3. O mesmo se deu com o brasileiro Beco Bernoldi, filho do ex-F1 Enrique Bernoldi, que tinha contrato para correr com a Prema na Fórmula 4 Italiana e na E4 de 2026, mas se transferiu para a Trident.

GP2 e Fórmula 2 esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|Charles Leclerc foi campeão da temporada inaugural de F2 pela Prema Em 2016, a Prema participou da temporada final da GP2 Series. A equipe italiana dominou o campeonato, com seus dois pilotos, Pierre Gasly e Antonio Giovinazzi, brigando pelo título e terminando, respectivamente, como campeão e vice. A Prema seguiu na categoria após esta mudar de nome para Campeonato de Fórmula 2 da FIA em 2017, quando conquistou o título do campeonato de pilotos com Charles Leclerc. Foi campeã de equipes e de pilotos de 2020, com Mick Schumacher, e repetiu os resultados em 2021, por meio de Oscar Piastri.

Após enfrentar problemas em 2022, ano em que seus pilotos Dennis Hauger e Jehan Daruvala ficaram de fora da disputa do título, a Prema voltou a brigar pelo campeonato em 2023, sendo vice-campeã de equipes e de pilotos com Frederik Vesti. Em 2024, a Prema contava com uma dupla considerada forte: Oliver Bearman e Andrea Kimi Antonelli. Mas a equipe não conseguiu se adaptar ao novo carro, e assim, nenhum de seus pilotos foi candidato ao título. O mesmo se deu em 2025, quando Sebastián Montoya e Gabriele Minì pilotaram para a Prema, e esta encarou um inédito jejum de vitórias.

Corridas de resistência miniaturadaimagem|Garagem da Prema durante as 24 Horas de Le Mans de 2023 Em 2022, a Prema iniciou suas operações nas categorias de corridas de resistência, competindo na European Le Mans Series e no Campeonato Mundial de Endurance. Foram campeões da ELMS de 2022 na categoria LMP2, com Louis Delétraz, Ferdinand Habsburg e Lorenzo Colombo. No WEC, o resultado mais notável foi o segundo lugar das 24 Horas de Le Mans pela classe LMP2. Em 2023, a Prema só competiu no Mundial de Endurance, alinhando dois carros na classe LMP2. Em 2024, a Prema subiu para a classe principal, Hypercar, fazendo parceria com a Lamborghini e cuidando da parte técnica das equipes Iron Lynx e Iron Dames. Mas no final daquele ano, a Lambo rescindiu contrato com a DC Racing Solutions, levando a Iron Dames a se afastar da LMGT3 no WEC, e a Iron Lynx a assinar com a Mercedes para 2025.

IndyCar Series esquerda|miniaturadaimagem|Robert Shwartzman (fotografado em 2018) fez a pole das 500 Milhas de Indianápolis de 2025 pela Prema Em abril de 2024, a Prema Racing confirmou sua entrada na IndyCar Series a partir de 2025, disputando a temporada completa com dois carros equipados com motores Chevrolet, pilotados por Robert Shwartzman e Callum Ilott. Além deles, a equipe contratou Piers Phillips para comandar as operações nos EUA, Ryan Briscoe para ser diretor esportivo, e Michael Cannon para liderar a parte técnica, mas este último se afastou da Prema em janeiro de 2025. Uma estrutura foi montada em Fishers, cidade próxima a Indianápolis, para sediar as operações da equipe nos EUA.

O ápice da Prema na categoria norte-americana foi a conquista da pole das 500 Milhas de Indianápolis de 2025, por meio de Shwartzman. Mas problemas de gestão financeira ocasionaram um rombo de aproximadamente 40 milhões de dólares (cerca de 208 milhões de reais na cotação da época), o que gerou uma crise na equipe e pôs em dúvida sua participação na temporada 2026.

Angelo e Rene Rosin, fundadores da Prema, anunciaram o afastamento da equipe em 14 de janeiro de 2026. No dia 27, foi anunciada a transferência de Briscoe para a Rahal Letterman Lanigan Racing, com ele atuando como coach de pilotos. No mesmo mês, a Prema não participou do Content Day, evento que marca a primeira reunião de pilotos e equipes da IndyCar. Em 14 de fevereiro, foi divulgada a lista de inscritos para a prova de abertura da temporada, o GP de São Petersburgo, mas o nome da Prema e de seus pilotos não esteve presente. No dia 25 do mesmo mês, a ausência da equipe foi confirmada.

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