Caio Júlio Cornuto Tértulo () foi um senador romano da gente Júlia nomeado cônsul sufecto para o nundínio de setembro a outubro de 100 com seu amigo Caio Plínio Cecílio Segundo, mais conhecido como Plínio, o Jovem. Autores mais antigos notam que a inscrição que preservou seu nome completo está danificada no meio da linha relevante. O trecho do nome foi inferido a partir do nome de seu filho, Caio Júlio Plâncio Vário Cornuto, e seria Caio Júlio Plâncio Vário Cornuto Tértulo ().
Família Com base na reconstrução de seu nome, é possível que Tértulo seja de alguma forma aparentado de Marco Plâncio Varo, um cidadão de Perga que foi governador proconsular da Bitínia e Ponto.Shelagh Jameson, "Cornutus Tertullus and the Plancii of Perge", Journal of Roman Studies, 55 (1965), pp. 54-58 Além disto, pelo menos uma autoridade acredita que Tértulo foi o pai de Júlia Tértula.Brian W. Jones, The Emperor Domitian (London: Routledge, 1992), p. 176 Porém, ela se casou com Lúcio Júlio Marino Cecílio Simplex, cônsul sufecto em 101, o que indica que ou ela se casou muito jovem ou o melhor seria considerá-la uma irmã de Tértulo. Além disto, Olli Salomies citam uma inscrição ainda não publicada que prova que a esposa de Cornuto era Plância Magna e apresenta o nome completo do filho deles.Olli Salomies, Adoptive and polyonymous nomenclature in the Roman Empire, (Helsinski: Societas Scientiarum Fenica, 1992), pp. 65f
Carreira Sua carreira política pode ser reconstituída a partir de uma inscrição. Não se sabe em qual comitê dos vigintiviri ele serviu e é possível que ele nem tenha servido em um na sua carreira. Em seguida, Tértulo foi questor, edil e demais magistraturas tradicionais republicanas antes de ser admitido como ex-pretor no Senado (adlectio inter pretoris) por Vespasiano e Tito durante o mandato deles como censores em 73 e 74. Com nível pretoriano, Tértulo foi legado do governador de Creta e Cirenaica e depois governador da Gália Narbonense. A data destes mandatos é desconhecida, mas Werner Eck data-os nos reinados de Vespasiano ou Domiciano.Werner Eck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron 13 (1983), p. 200)
Depois disto, segue-se um intervalo de vinte anos. É possível que ele tenha servido rapidamente nos dois cargos já mencionados no reinado de Vespasiano, que morreu em 79. O próximo cargo conhecido de Tértulo foi de prefeito do erário de Saturno entre 98 e 100, servindo com Plínio, o Jovem.Mireille Corbier, L'aerarium saturni et l'aerarium militare; Administration et prosopographie sénatoriale, Publications de l'École française de Rome, 24 (Rome: École Française de Rome, 1974), pp. 119-131 Este intervalo abrange todo o reinado de Domiciano, o que nos levaria a inferir que ele tivesse caído em desgraça perante o imperador, mas o próprio Plínio explica: em seu panegírico a Trajano, ele nota que Tértulo se recusou a se promover para o imperador e recusou todos os cargos que lhe foram oferecidos.Plínio, o Jovem, Panegírico 90,6
Depois que Trajano o nomeou para o erário de Saturno, Tértulo foi nomeado cônsul sufecto com Plínio. Depois disto, as cartas de Plínio revelam que ele esteve ativo no Senado, participando do julgamento de Mário Prisco, acusado de más condutas durante seu mandato como procônsul da África,Plínio, o Jovem, Epístolas II.11.19, 12.2f e defendendo Publício Certo quando o próprio Plínio tentou processá-lo por ter sido um delator na época de Domiciano.Plínio, o Jovem, Epístolas IX.13.15 Ele foi depois nomeado superintendente da Via Emilia, uma conquista que Plínio relata a seu amigo Paterno no momento que ele ocorreu.Plínio, o Jovem, Epístolas IV.14 Depois disto, ele recebeu o encargo de conduzir um censo na Gália Aquitânia e foi nomeado Bitínia e Ponto entre 112 e 115.Werner Eck, "Jahres- und Provinzialfasten", Chiron, 12 (1982), pp. 353-358 O ápice de sua carreira foi a nomeação como procônsul da Ásia entre 116 e 117.Werner Eck, "Jahres- und Provinzialfasten", (1982), pp. 361f
A data de sua morte é desconhecida. Se assumirmos que Tértulo tinha por volta de trinta anos quando foi admitido no Senado como pretor (a idade legal para esta magistratura) em 73 ou 74, quando acabou seu mandato na Ásia ele já teria mais de setenta anos. Portanto, é provável que ele tenha morrido não muito depois.
Ver também
Categoria:Governadores romanos de Creta e Cirenaica Categoria:Governadores romanos da Gália Narbonense Categoria:Governadores romanos da Bitínia e Ponto Categoria:Iulii Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Romanos antigos do século II Categoria:Mortos no século II Categoria:Nascidos no século I Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Curadores do Império Romano Categoria:Magistrados monetários da Roma Antiga