O desastre aéreo de Barra do Garças foi um caso de suicídio de piloto que ocorreu em 1 de junho de 1980 em Barra do Garças. O piloto, Mauro Milhomem, teria tentado jogar seu avião em um hotel chamado Hotel Presidente que era da propriedade de sua sogra, após ele descobrir que sua esposa, Angela Milhomem, o teria traído. O caso pode ser uns dos primeiros casos de suicídio de piloto no Brasil.

Antecedentes Antes do desastre acontecer, Mauro Milhomem teve uma briga com a sua esposa, depois que ele descobriu que ela estava sendo infiel; durante a briga ele ameaçou jogar um avião no hotel de propriedade de sua sogra.Morrem feridos no acidente, Folha de S.Paulo (5 de junho de 1980)

Desastre No dia 1 de junho, o piloto que trabalhava para um serviço de táxi aéreo chamado Táxi Aereo Garapu, pilotou um Embraer EMB-721 de prefixo PT-EGI com quatro passageirosASN Wikibase Occurrence#234812 em direção ao Hotel Presidente, onde sua esposa estava residindo, com a intenção de atingir o hotel; entretanto, o avião não conseguiu atingir seu alvo, mas sim destruiu uma árvore, derrubou vários postes, um pequeno edifício de dois andares, e finalmente caiu sobre um estabelecimento comercial onde funcionava um escritório.Cinco mortos no choque do "Sertanejo", Folha de S.Paulo (3 de Junho de 1980)

Milhomem e três dos passageiros morreram no local. O quarto passageiro morreu enquanto estava sendo transportada para Goiânia. Duas pessoas atingidas em solo morreram dois dias depois. Quatro outras, também atingidas em solo, ficaram feridas, duas seriamente, e foram atendidas em um hospital de Barra do Garças.

Resultado Inicialmente Aldirio Oliveira Vieira, um oficial da autoridade aeroportuária Infraero havia dito que o avião estava em voo rasante ao redor do prédio, atingiu um poste com a asa direita, rompendo o tanque de combustível. Em seguida atingiu outro poste e caiu no escritório. Foi constatado depois que o piloto estaria tentado executar um ataque kamikaze ao hotel da propriedade da sua sogra.

A esposa de Mauro Milhomem, Angela Milhomem, teria se suicidado dias depois, embora isso não tenha sido confirmado pela Delegacia de Polícia do município. Angela estava sendo marcada e rejeitada pela população, que acusava a mesma de ser causadora da tragédia.Mulher se mata depois do marido se suicidar, Tribuna da Imprensa (6 de junho de 1980)

Mortos Mauro Milhomem, piloto Lourival Bento, funcionário do Dermat Hieráclito, funcionário do Dermat Vidário Teixeira, funcionário do Bradesco local Quarto passageiro, sem identificação Outras duas vítimas fatais atingidas em solo, sem identificação

Link adicionais Acidentes ocorrem mais com aparelhos pequenos, Folha de S.Paulo (26 de maio de 1982)

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