Juliana Cardoso (São Paulo, 22 de outubro de 1979), é uma educadora, ativista dos movimentos sociais e sindical e política brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). É deputada federal pelo Estado de São Paulo, eleita em 2022 com 125.517 votos.
Biografia É considerada uma referência na defesa dos direitos humanos e, por sua atuação nessa área, foi homenageada em 2017. Presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo.
De origem indígena, nasceu em Sapopemba, periferia da capital paulista, onde iniciou sua militância nas Comunidades Eclesiais de Base, ligada à Igreja Católica. Já pertenceu ao São Paulo Turismo, com formação profissional e cultural dos jovens através da organização do carnaval Paulistano.
Eleita vereadora em 2008, foi reeleita em 2012. Em 2016, com 34 mil votos, foi reconduzida à Câmara Municipal de São Paulo, sendo a única mulher eleita pelo PT. Em 2020, foi reeleita para seu quarto mandato de vereadora de São Paulo.
Sua atuação na militância e na legislatura é em defesa dos direitos da criança e do adolescente, da mulher, à saúde, à moradia e à cultura popular. Foi relatora da lei Nº 15.945, que criou o Programa Centro de Parto Normal - Casa de Parto e a lei Nº 15.248, que criou o Conselho Municipal dos Povos Indígenas. É de sua autoria o projeto objetiva permitir o aleitamento materno em creches. Fundou o Prêmio Heleieth Saffioti, uma homenagem a quem se destacou pelos direitos das mulheres em São Paulo.
Repercussões
Voto pelo Aumento de Salário Em dezembro de 2016 a Câmara Municipal propôs um aumento de 26,3% no salários dos vereadores. Juliana Cardoso votou à favor desse aumento. Em sua defesa, a vereadora alegou que particularmente era contra a proposta mas foi obrigada a votar pelo aumento por ordem do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT).
Discussão com Fernando Holiday Em fevereiro de 2017 ,a vereadora trocou insultos no plenário com o vereador Fernando Holiday, após acusar assessores do mesmo de invadir e tumultuar uma reunião em seu gabinete. Ambos chegaram a pedir a cassação de mandato, mas a câmara arquivou os pedidos.
Agressão da Guarda Civil Em dezembro de 2017, durante um protesto contra o projeto Escola sem Partido, Juliana Cardoso foi agredida por membros da Guarda Civil Metropolitana.
Desempenho eleitoral AnoEleiçãoPartidoCargoVotos%ResultadoRef2008Municipal de São PauloPTVereadora30.6070,51%2012Municipal de São Paulo46.7570,82%2016Municipal de São Paulo34.9490,65%2018Estaduais em São PauloDeputada Federal54.7460,26%2020Municipal de São PauloVereadora28.4020,56%2022Estaduais em São PauloDeputada Federal125.5170,53%
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