Bola de Prata (atualmente promovida como ESPN Bola de Prata Sportingbet) é uma premiação esportiva anual que reconhece os melhores futebolistas e treinadores da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de cada ano, de acordo com notas atribuídas por jornalistas ao longo de cada campeonato e estatísticas de desempenho em campo. Lançada em 1970 pela revista Placar,"Quem criou a Bola de Prata?", Placar número 1.248, outubro de 2002, Editora Abril, pág. 62 desde 2016 é organizada pelo canal de televisão ESPN Brasil, que oferece os troféus em cerimônia anual realizada na cidade de São Paulo. A partir de 2021, passou a premiar as melhores jogadoras do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino e o atleta mais engajado no combate ao racismo. É reconhecida como a premiação mais tradicional do futebol brasileiro.
Todas as partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol são assistidas in loco por jornalistas da ESPN Brasil, que atribuem notas de 0 a 10 para todos os jogadores e treinadores em campo. As notas atribuídas pelos jornalistas compõem 60% da nota final do jogador, enquanto outros 40% são calculados a partir de um algoritmo desenvolvido pela ESPN, que analisa mais de 100 estatísticas de desempenho de cada atleta. Ao final do campeonato, os jogadores com a maior média em cada posição, considerando um esquema 4-4-2, recebem o troféu Bola de Prata. O jogador com a maior média é eleito o melhor jogador do campeonato e recebe, desde 1973, a Bola de Ouro. O jogador com mais gols marcados no campeonato recebe, desde 1975, a Bola de Prata de Artilheiro e o melhor jogador jovem recebe, desde 2012, a Bola de Prata de Revelação. A partir de 2016, o melhor treinador passou a ser premiado com o troféu Prancheta de Prata, que em 2017 foi rebatizado para Prêmio Telê Santana. Em duas ocasiões, o prêmio retirou jogadores das avaliações individuais e concedeu a Bola de Prata hors concours: a Pelé, em 1970, a Neymar, em 2012, e a Marta, em 2024.
Considerando todos os prêmios, o recordista do futebol masculino é Zico, com nove prêmios (2× Bolas de Ouro, 5× Bolas de Prata e 2× Artilheiro, todos como meio-campista do Flamengo),Ranking do premio Bola de Prata da Revista Placar - Os donos da Bola - Revista Placar jan. 2008, pag. 54, 55 seguido por Rogério Ceni, com oito prêmios (1× Bola de Ouro e 7× Bolas de Prata como goleiro do São Paulo e 1× Bola de Prata como treinador do Flamengo). Ceni, em 2005, recebeu um prêmio excepcional honorário intitulado "Conjunto da Obra", em homenagem à sua carreira. Júnior, Renato Gaúcho, Túlio Maravilha, Gabriel Barbosa e Dudu são detentores de 6× Bolas de Prata, seguidos por Falcão, Roberto Dinamite, Careca, Toninho Cerezo, Fred, Elías Figueroa e Ricardo Rocha, com 5× Bolas de Prata. O Palmeiras é o clube que mais vezes venceu (79 prêmios), seguido por Atlético Mineiro (69) e São Paulo (67).
Criação e organização A Bola de Prata foi idealizada pelo jornalista franco-brasileiro Michel Laurence (um dos fundadores da revista Placar) e pelo fotógrafo Manoel Costa, inspirados pelo Ballon d'Or, premiação entregue desde 1957 pela revista francesa France Football. A Placar anunciou o prêmio na capa da edição nº 28, de 25 de setembro de 1970, em meio à disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970: "Placar vai dar uma Bola de Prata aos melhores do Robertão". 14 jornalistas compuseram a primeira comissão avaliadora, e os jogadores passaram a ser avaliados a partir de 20 de setembro de 1970. As notas e a evolução das médias dos jogadores, em cada posição, passaram a ser divulgadas semanalmente. Na edição nº 31, de 16 outubro de 1970, a revista anunciou que Pelé, do Santos, não participaria da disputa e que receberia uma Bola de Prata hors concours.
Regulamento alt=O meio-campista Zico, em 1981, com a camisa do Flamengo|miniaturadaimagem|Zico é o recordista da Bola de Prata, com nove prêmios (2× Bolas de Ouro, 5× Bolas de Prata e 2× Artilheiro) Uma comissão formada por jornalistas da ESPN Brasil assiste a todos os jogos do Campeonato Brasileiro e atribui notas de 0 a 10 para cada jogador e para os treinadores em campo. A partir de 2020, as notas atribuídas pelos jornalistas passaram a corresponder a 60% da nota final de cada jogador, enquanto outros 40% são calculados a partir de um algoritmo desenvolvido pela ESPN, que analisa mais de 100 estatísticas de desempenho dos jogadores em campo; o algoritmo não influencia nas notas dos treinadores, categoria na qual são consideradas apenas as notas dos jornalistas. Os jogadores e treinador com as maiores notas médias ao final da competição (soma de todas as notas, dividida pelo número de partidas disputadas) são escolhidos para a Bola de Prata.
Um jogador só é elegível a receber o prêmio caso dispute pelo menos 19 partidas no campeonato, o equivalente a um turno. Jogadores que deixem seus clubes antes do final do campeonato são desconsiderados da disputa e, caso haja empate nas notas, o prêmio é oferecido ao jogador com mais partidas.
Tradicionalmente, os jogadores são escolhidos considerando um esquema 4-4-2: são escolhidos um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Em 2016, 2017, 2018 e 2019, a premiação considerou o esquema 4-2-3-1 e premiou um meia e três atacantes (dois pontas e um centroavante), mas retornou ao esquema 4-4-2 a partir de 2020.
A primeira edição da Bola de Prata, em 1970, apresentava uma regra especial: Pelé, do Santos, foi considerado hors concours, "proibido" de participar da disputa e recebeu uma Bola de Prata especial. O prêmio hors concours foi repetido em 2012 e entregue a Neymar, do Santos. As regras de avaliação dos jogadores foram alteradas em 1995, para diminuir a quantidade de notas 10, o que ocasionou a diminuição das médias dos jogadores. Na era dos pontos corridos (isto é, desde 2003), apenas quatro jogadores receberam nota 10 da comissão de jornalistas em uma partida: Rogério Ceni, em 2006, pelo São Paulo; Neymar, em 2012, pelo Santos; Giorgian De Arrascaeta, em 2019, pelo Flamengo; e Tiago Volpi, em 2022, pelo São Paulo.
Seleções de todos os anos 1970 | 1971 | 1972 | 1973 | 1974 | 1975 | 1976 | 1977 | 1978 | 1979 1980 | 1981 | 1982 | 1983 | 1984 | 1985 | 1986 | 1987 | 1988 | 1989 1990 | 1991 | 1992 | 1993 | 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025Clubes que mais venceram | Jogadores que mais venceram | Jogadores estrangeiros __NOTOC__ 1970 Seleção: Picasso (BAH) Humberto Monteiro (CAM), Brito (CRU), Francisco Reyes (FLA), Everaldo (GRE), Zanata (FLA), Dirceu Lopes (CRU), Samarone (FLU), Vaguinho (CAM), Tostão (CRU) e Paulo César Caju (BOT).
Hors Concours: Pelé (SAN)Artilheiro: Tostão (CRU) - 12 gols
1971 Seleção: Edgardo Andrada (VAS), Humberto Monteiro (CAM), Pescuma (CFC), Vantuir (CAM), Carlindo (CEA), Vanderlei Paiva (CAM), Dirceu Lopes (CRU), Rivellino (COR), Antônio Carlos (AFC), Tião Abatiá (CFC) e Edu (SAN)Bola de Ouro: Dirceu Lopes (CRU) (concedida de forma retroativa em 2013).Artilheiro: Dadá Maravilha (CAM) - 15 gols
1972 Seleção: Leão (PAL), Aranha (REM), Elías Figueroa (INT), Beto Bacamarte (GRE), Marinho Chagas (BOT), Piazza (CRU), Ademir da Guia (PAL), Zé Roberto (CFC), Osni (VIT), Alberi (ABC) e Paulo César Caju (FLA)Bola de Ouro: Elías Figueroa (INT)Artilheiro: Dadá Maravilha (CAM) & Pedro Rocha (SPA) - 17 gols
1973 Em 1973, a Placar passou a premiar o jogador com a melhor média com a Bola de Ouro. Na primeira edição, o prêmio foi dividido entre dois jogadores, fato que nunca mais voltou a acontecer.Seleção: Agustín Cejas (SAN), Zé Maria (COR), Atílio Ancheta (GRE), Alfredo Mostarda (PAL), Marinho Chagas (BOT), Pedro Omar (AMG), Pedro Rocha (SPA), Dirceu Lopes (CRU), Zequinha (BOT), Mirandinha (SPA) e Mário Sérgio (VIT)Bola de Ouro: Agustín Cejas (SAN) e Atílio Ancheta (GRE)Artilheiro: Ramón (SCZ) - 21 gols
1974 Seleção: Joel Mendes (VIT), Louro (FOR), Elías Figueroa (INT), Miguel (VAS), Wladimir (COR), Dudu (PAL), Mário Sérgio (VIT), Zico (FLA), Osni (VIT), Luisinho Lemos (AFC) e Lula (INT)Bola de Ouro: Zico (FLA)Artilheiro: Roberto Dinamite (VAS) - 16 gols
1975 Em 1975, a Placar passou a premiar com a Bola de Prata também o(s) artilheiro(s) do campeonato.Seleção: Waldir Peres (SPA), Nelinho (CRU), Elías Figueroa (INT), Amaral (GUA), Marco Antônio (FLU), Falcão (INT), Carpegiani (INT), Zico (FLA), Búfalo Gil (FLU), Palhinha (CRU) e Ziza (GUA)Bola de Ouro: Waldir Peres (SPA)Artilheiro: Flávio Minuano (INT) - 16 gols
1976 Seleção: Manga (INT), Perivaldo (BAH), Elías Figueroa (INT), Beto Fuscão (GRE), Wladimir (COR), Toninho Cerezo (CAM), Paulo César Caju (FLU), Paulo Isidoro (CAM), Valdomiro (INT), Narciso Doval (FLU) e Lula (INT)Bola de Ouro: Elías Figueroa (INT)Artilheiro: Dario (INT) - 28 gols
1977 Seleção: Edson Cimento (REM), Zé Maria (COR), Oscar Bernardi (PTP), Polozzi (PTP), Marco Antônio (VAS), Toninho Cerezo (CAM), Adílio (FLA), Zico (FLA), Tarciso (GRE), Reinaldo (CAM) e Paulo César Caju (BOT)Bola de Ouro: Toninho Cerezo (CAM)Artilheiro: Reinaldo (CAM) - 28 gols
1978 Seleção: Manga (OPE), Rosemiro (PAL), Rondinelli (FLA), Deodoro (CFC), Odirlei (PTP), Caçapava (INT), Falcão (INT), Adílio (FLA), Tarciso (GRE), Paulinho (VAS) e Jésum (BAH)Bola de Ouro: Falcão (INT)Artilheiro: Paulinho (VAS) - 13 gols
1979 Seleção: João Leite (CAM), Nelinho (CRU), Osmar Guarnelli (CAM), Mauro Galvão (INT), Pedrinho (PAL), Pires (PAL), Falcão (INT), Jorge Mendonça (PAL), Jorginho Putinatti (PAL), Roberto Dinamite (VAS) e Joãozinho (CRU)Bola de Ouro: Falcão (INT)Artilheiro: César (AFC) e Roberto César (CRU) - 13 gols
1980 Seleção: Carlos (PTP), Nelinho (CRU), Joãozinho (SAN), Luizinho (CAM), Júnior (FLA), Toninho Cerezo (CAM), Batista (INT), Sócrates (COR), Botelho (DES), Baltazar (GRE) e Mário Sérgio (INT)Bola de Ouro: Toninho Cerezo (CAM)Artilheiro: Zico (FLA) - 21 gols
1981 Seleção: José Benitez (INT), Perivaldo (BOT), Moisés (BNG), Darío Pereyra (SPA), Marinho Chagas (SPA), Zé Mário (PTP), Elói (Inter de Limeira), Paulo Isidoro (GRE), Paulo César (SPA), Roberto Dinamite (VAS) e Mário Sérgio (INT)Bola de Ouro: Paulo Isidoro (GRE)Artilheiro: Nunes (FLA) - 16 gols
1982 Seleção: Carlos (PTP), Leandro (FLA), Juninho Fonseca (PTP), Edinho (FLU), Wladimir (COR), Batista (GRE), Pita (SAN), Zico (FLA), Lúcio Bala (GUA), Careca (GUA) e Biro-Biro (COR)Bola de Ouro: Zico (FLA)Artilheiro: Zico (FLA) - 21 gols
1983 Seleção: Roberto Costa (CAP), Nelinho (CAM), Márcio Rossini (SAN), Darío Pereyra (SPA), Júnior (FLA), Dema (SAN), Paulo Isidoro (SAN), Pita (SAN), Jorginho Putinatti (PAL), Reinaldo (CAM) e Éder Aleixo (CAM)Bola de Ouro: Roberto Costa (CAP)Artilheiro: Serginho Chulapa (SAN) - 22 gols
1984 Seleção: Roberto Costa (VAS), Édson Boaro (COR), Ivan (VAS), Hugo de León (GRE), Júnior (FLA), Pires (VAS), Romerito (FLU), Assis (FLU), Renato Gaúcho (GRE), Roberto Dinamite (VAS) e Tato (FLU)Bola de Ouro: Roberto Costa (VAS)Artilheiro: Roberto Dinamite (VAS) - 16 gols
1985 Seleção: Rafael Cammarota (CFC), Luiz Carlos Winck (INT), Leandro (FLA), Mauro Galvão (INT), Baby (BNG), Dema (SAN), Alemão (BOT), Rubén Paz (INT), Marinho (BNG), Careca (SPA) e Ado (BNG)Bola de Ouro: Marinho (BNG)Artilheiro: Edmar (GUA) - 20 gols
1986 Seleção: Gilmar (SPA), Alfinete (JOI), Ricardo Rocha (GUA), Darío Pereyra (SPA), Nelsinho (SPA), Bernardo (SPA), Pita (SPA), Jorginho Putinatti (PAL), Sérgio Araújo (CAM), Careca (SPA) e João Paulo (GUA)Bola de Ouro: Careca (SPA)Artilheiro: Careca (SPA) - 25 gols
1987 Seleção: Taffarel (INT), Luiz Carlos Winck (INT), Aloísio (INT), Luizinho (CAM), Mazinho (VAS), Norberto (INT), Milton (CFC), Zico (FLA), Renato Gaúcho (FLA), Renato Morungaba (CAM) e Berg (BOT)Bola de Ouro: Renato Gaúcho (FLA)Artilheiro: Müller (SPA) - 10 gols