miniaturadaimagem|A dríade, de Evelyn De Morgan.|344x344px|esquerda miniaturadaimagem|224x224px|Desenho de uma dríade em sua árvoreNa mitologia grega, as dríades () eram ninfas associadas aos carvalhos. As ninfas de outras árvores são chamadas de hamadríades. De acordo com uma antiga lenda, cada dríade nascia junto com uma determinada árvore, da qual ela exalava. A dríade vivia na árvore ou próxima a ela. Quando a sua árvore era cortada ou morta, a divindade também morria. Os deuses frequentemente puniam quem destruía tal árvore.
A palavra dríade é também usada num sentido geral para as ninfas que viviam na floresta, embora as alseídes também sejam ninfas associadas aos bosques e florestas.Homero. Odisseia, X, 348.Homero. Ilíada, XX, 4.
Na mitologia romana, havia ninfas dos bosques de carvalho, chamadas querquetulanas (querquetulanae) ou querquetulanae virae (mulheres do bosque de carvalho),Querquetulanae virae putantur significari nymphae praesidentes querqueto virescenti, quod genus silvae iudicant fuisse intra portam, quae ab edo dicta sit Querquetularia: Festus-Paulus p. 314 in the edition of Lindsay. sendo portanto assemelhadas às dríades gregas, embora suas origens remotasIsidoro de Sevilha, Etymologiae 11.2.21; Carlin A. Barton, Roman Honor: The Fire in the Bones (University of California Press, 2001), p. 42, nota 44; ver também Isidoro 11.2.23 and 12.1.32, e Sérvio, nota sobre Bucólicas 3.30. sugiram que se trate de um mito originariamente romano, e não de uma incorporação grega. Tais ninfas eram responsáveis por produzir o crescimento das folhagens dessas árvores. Seu nome deriva do termo latino para carvalhal, querquetum, que por sua vez deriva da palavra quercum, carvalho.Moralejo, Juan J. "Labiovelares en material galaico y lusitano". In: Callaica Nomina: Estudios de Onomástica Gallega. Biblioteca Filolóxica Galega. Fundación Pedro Barrié de la Maza, D.L. 2007. pp. 219. De acordo com Festo, acreditava-se que em Roma já houvera um carvalhal dentro da cidade, na entrada da Porta Querquetulana, situada na Muralha Serviana;Lawrence Richardson, A New Topographical Dictionary of Ancient Rome (Johns Hopkins University Press, 1992), p. 263. era o bosque sagrado das querquetulanas, cujo reverdescer anual era efetuado por elas.Festus p. 261 L s.v.
Referências Culturais e Geográficas miniaturadaimagem|A ninfa da floresta (La nymphe de la forêt), de Guillaume Seignac (1870-1924).|alt=|261x261px|esquerda As dríades aparecem em textos de diversos escritores e poetas clássicos, tais como Homero, Calímaco,Hinos, IV - V, 75. Estácio,Tebaida, IV, 259. Nono de Panópolis,Dionisíacas, III, 61; XV, 370. Opiano,Cinegéticas, I, 77; IV, 265. Ovídio,Fastos, IV, 75.Metamorfoses, III, 505; VI, 453; VIII, 738; XI, 47; XIV, 326 e 513. Pausânias,Descrição da Grécia, VIII, 4, 2; X, 32, 9. PropércioElegias, I, 20. e Valério Flaco.Argonáuticas, I, 105. Na região antártica, o Lago das Dríades, localizado nas ilhas Shetland do Sul, recebeu este nome em homenagem às ninfas.Dryad Lake. SCAR Composite Gazetteer of Antarctica Dríades são mencionadas em Paraíso Perdido (1667), poema épico de John Milton, como também em poesias de Samuel Coleridge e John Keats. No balé Dom Quixote, o personagem tem uma visão de dríades com Dulcineia. Na série de livros As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, bem como em suas adaptações para o cinema, as dríades vivem na floresta narniana, assim como os faunos, com quem dançam em alegres noites de canções, segundo o relato do fauno Sr. Tumnus;As Crônicas de Nárnia: o Leão a Feiticeira e o Guarda-Roupa (filme de 2005). no filme Príncipe Caspian, o segundo da série, aparecem sob a forma de silhuetas formadas por folhas rosadas ao vento, saudando os irmãos Pevensie através de graciosos acenos.As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (filme de 2008). Também são mencionadas ao longo do livro Anne de Green Gables: na imaginação da personagem principal, elas fazem parte da floresta encantada próxima à casa da família. Aparecem também na série de livros Percy Jackson, de Rick Riordan. Nos livros de Harry Potter, o ser tronquilho, que protege as árvores onde mora, é semelhante à dríade. No filme de animação Barbie: Fairytopia (2005), uma das personagens é uma dríade chamada Dahlia.Barbie: Fairytopia. Filme de animação (2005). No anime Winx Club, o signo de Flora é a dríade, por ser uma fada da natureza e estar ligada a ela.Winx Club. Desenho animado ítalo-americano (2004-presente). Dríades são referidas na série de livros Fablehaven, obras de fantasia do escritor Brandon Mull e Aparecem também nos seriados televisivos Charmed, LegaciesLegacies, 1ª temporada, ep. 5. Seriado de televisão. e Xena: A Princesa Guerreira.Xena: A Princesa Guerreira. Série de televisão neo-zelandesa (1995-2001). No mangá Saint Seiya: The Lost Canvas há um espectro de Hades chamado Luco de Dríade, a estrela celeste da ascensão. Em outro mangá da franquia ( Saint Seiya: Saintia Sho), as dríades são inimigas de Athena. Dríades são mencionadas também na série de livros The Witcher, do escritor polonês Andrzej Sapkowski.
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