Cratera de Colônia é uma cratera localizada no distrito de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, sendo o principal patrimônio geológico da cidade.
Aspectos gerais A cratera está localizada na região de Parelheiros, no extremo sul da cidade de São Paulo, e foi criada com um impacto de um meteorito de estimados 200 metros de diâmetro em uma data estimada entre há 36 milhões e 5 milhões de anos, formando uma cratera de 3,6 km de diâmetro, com cerca de 300 metros de profundidade e uma borda soerguida de 120 metros.
Com uma área de aproximadamente 53 hectares, o Parque se encontra no Distrito de Parelheiros que dista cerca de 40 km da região central da capital paulista, encontrando-se dentro da Cratera de Colônia e no interior de uma outra unidade de conservação, a Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos. Em termos regionais, o PNMCC está inserido na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, na sub-bacia Billings.Parque Natural Municipal da Cratera de Colônia prefeitura.sp.gov.br
No Brasil existem apenas cinco destas estruturas, e cerca de 70 no mundo todo. Porém, a cratera de Colônia é a mais próxima de um ambiente urbano (está a 35 km do centro da cidade). É um patrimônio natural tombado pelo Condephaat.
Suspeita-se que o impacto do meteoro dividiu ao meio de curso de água do Rio Capivari, no qual sua seção alta passou a ser tributária do Rio Embu, e sua seção baixa é o que atualmente se é conhecido como Rio Caulim. Eventualmente, o Rio Capivari foi vítima de captura fluvial pelos tributários do Rio Itanháem e passou a correr diretamente ao oceano.
Em seu interior há uma coluna de sedimentos de 400 metros de profundidade onde, através de estudos de datação, é possível identificar alguns fatores paleoclimáticos, biogeográficos e até arqueológicos da história natural e de ocupação, tanto do antigo sertão santamarense como do próprio planalto paulista.
História Foi descrita como cratera no início da década de 1960, por meio de fotos aéreas, apesar de que a área já era conhecida por ser uma anomalia de drenagem ao menos desde a década de 40, devido aos trajetos não-usuais dos riachos da região bem como a presença de uma várzea ampla na ausência de um grande curso.
A primeira referência, no qual a cratera é citada explicitamente, na literatura acadêmica foi registrada em 1961, com a publicação do Boletim da Sociedade Brasileira de Geologia, no artigo “Estudos preliminares de uma depressão circular na região de Colônia: Santo Amaro, São Paulo”, assinado pelos professores Rudolph Kollert, Alfredo Björnberg e André Davino, da Universidade de São Paulo (USP).
Em 11 de junho de 2007, o governo municipal criou um parque para conter a habitação humana, que passa a ocupar os limites da cratera desde 1989 - dando origem ao bairro de Vargem Grande, com cerca de 40 mil habitantes em 2010.
Desde 2017 estudos estão sendo realizados em busca de reconstruir a evolução da Mata Atlântica, sua expansão e regressão e a formação e extinção de espécies, a variabilidade climática e as sucessões de ciclos da insolação da Terra através da análise de sedimentos formados dentro da cratera desde o seu impacto. Os estudos são conduzidos por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD).
Ver também Turismo na cidade de São Paulo
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