Griseliniaceae é uma família monogenérica de plantas com flor, pertencente à ordem Apiales, cujo único género é Griselinia, com sete espécies de arbustos e árvores, com uma distribuição altamente disjunta, com espécies na Nova Zelândia e na América do Sul. O género é um exemplo clássico da flora antártica. No passado, o género Griselinia era frequentemente colocado na família Cornaceae, embora difira dos restantes membros em muitas características.
Descrição Pequenas árvores ou arbustos dioicos de até 20 m de altura, com ramos verticais, ou arbustos de até 2 m de altura com ramos trepadores ou escandentes. As folha são perenes, espessas e coriáceas, lisas e brilhantes na parte superior, frequentemente mais claras na parte inferior.
As flores são muito pequenas, com cinco sépalas e estames (pentâmeras) e um único estigma, agrupadas em racemos terminais ou axilares ou panículas. As pétalas têm 2-3 mm de comprimento. No entanto, a flor feminina de Griselinia lucida não tem pétalas.
O fruto é uma pequena baga oval vermelha ou roxa com 5 a 10 mm de comprimento.
O ácido petroselínico é o principal ácido gordo presente na espécie, indicando uma relação com as famílias Apiaceae e Araliaceae. Evidências genéticas recentes do Angiosperm Phylogeny Group mostraram que o género Griselinia está corretamente classificado na Apiales.Maas, P.J.M. & Maas-van de Kamer, H. (2012). Neotropical Griseliniaceae. In: Milliken, W., Klitgård, B. & Baracat, A. (2009 onwards), Neotropikey - Interactive key and information resources for flowering plants of the Neotropics. Sistemática e distribuição Griselinia é o único género da família Griseliniaceae. No passado, era comummente colocada na família Cornaceae (ordem Cornales), mas os seus membros diferem desta última família em muitos aspectos. Evidências genéticas recentes, do Angiosperm Phylogeny Group, mostraram que a circunscrição correcta seria na ordem Apiales.
Espécies da Nova Zelândia As duas espécies da Nova Zelândia são grandes arbustos ou árvores, de 4–20 m de altura. Ambas as árvores podem ser epífitas ou hemiepífitas. A árvore jovem frequentemente coloniza entre outras epífitas, como Collospermum e Astelia, no alto da copa da floresta, antes de desenvolver raízes aéreas ao longo do tronco do seu hospedeiro. Ao entrar em contacto com o solo, as raízes podem tornar-se grandes — com até 25 cm de espessura — e são facilmente identificadas pelas suas pesadas ondulações longitudinais. A espécie Griselinia lucida raramente se torna uma árvore independente se tiver começado a sua vida como epífita, e muitas vezes pode ser vista a cair quando o hospedeiro morre. O crescimento epifítico em Griselinia littoralis é menos comum, mas ocorre em climas mais húmidos. Os nomes comuns têm origem māori: Griselinia littoralis - kapuka; folhas com 6–14 cm de comprimento. Griselinia lucida - akapuka; difere de G. littoralis por ter folhas maiores, de 12–18 cm de comprimento.
Espécies da América do Sul As 5 espécies da América do Sul são arbustos de pequenas dimensões. São conhecidas vulgarmente por yelmo. Griselinia carlomunozii - costa norte do Chile (Antofagasta) Griselinia jodinifolia - Chile Griselinia racemosa - Sul do Chile (Los Lagos, Aisén) e adjacente Argentina (Chubut ocidental) Griselinia ruscifolia - Argentina, Chile, sudeste do Brasil Griselinia scandens - Sul e centro do Chile
Referências
Ver também Grupo de Filogenia das Angiospérmicas
Ligações externas
Pictures of Griselinia jodinifolia and Griselinia racemosa from Chilebosque.
Categoria:Apiales Categoria:Griseliniaceae