Alqueva é uma povoação portuguesa do Município de Portel que é sede da Freguesia de Alqueva, freguesia que tem 79,20 km² de área e 329 habitantes (2011) correspondente a uma densidade populacional de 4,2 hab./km2.

A Freguesia de Alqueva foi extinta (agregada) pela última Reorganização administrativa do território das freguesias, de acordo com a Lei nº 11-A/2013 de 28 de Janeiro, tendo o seu território sido agregado ao da Freguesia de Amieira para constituir a União de freguesias de Amieira e Alqueva com sede em Amieira. Mas em 14 de março de 2025, as freguesias agregadas foram repostas às suas características iniciais pela lei n.º 25-A/2025, pelo que a Freguesia de Alqueva foi de novo reposta.

Esta povoação dá o nome à Barragem de Alqueva sobre o Rio Guadiana. Em Alqueva está também localizada a maior criação de avestruzes de Portugal.

População População da Freguesia de Alqueva Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 587 602 731 883 979 1 009 1 134 1 217 1 449 1 433 942 693 520 449 329

Resumo Histórico A Freguesia de Alqueva pertencia ao Município de Portel, no Distrito de Évora, distando a sua sede da sede municipal aproximadamente 19 quilómetros, e tendo por orago S. Lourenço.

O topónimo "Alqueva" deriva de "alqueive" que significa "terra de pousio" ou "deserta" — o que de facto está em conformidade com as características geológicas da freguesia, de solo muito seco e áspero, devido à escassez de água, sendo este problema um dos maiores obstáculos ao seu desenvolvimento.

Nada de definitivo se pode afirmar acerca do povoamento desta antiga freguesia, pelo menos antes do século XII, pois não possui muitas marcas históricas. Só a relativa proximidade de Marmelar, com os vestígios de um templo religioso muito anterior à nacionalidade — mais exactamente cerca da época visigótica — levam a crer o possível povoamento de Alqueva nesse período, assim como o seu topónimo "Alqueva", porque já não parece novo nos meados do século XIII.

Todavia, é certo que a freguesia terá passado por uma fase de desertificação, aquando a chegada dos muçulmanos, para recuperar depois da fundação da Nacionalidade.

Em 1262, é escrito o primeiro documento referente à freguesia, que salientava a paróquia de S. Lourenço; em 1285, surge um segundo documentos escrito, desta vez referente à cessão do território de Portel ao prócer D. João de Portel.

Em termos eclesiásticos, Alqueva foi um curato da apresentação do arcebispo de Évora; o pároco local tinha um rendimento de três moios e meio de pão terçado de cevada e trigo. Juridicamente, governava-se por um juiz de vintena, posto pelo senado da Câmara da vila de Portel.

A Freguesia estava recheada de monumentos e vestígios arqueológicos que fazem actualmente parte do seu património cultural, e dos quais se destacam: A igreja matriz; A capela de Santo António; O marco da Pena Ventosa; Os vestígios de sepulturas megalíticas; As pocilgas das Barraqueiras; e O marco geodésico. OUTROS PONTOS DE INTERESSE: Museu do Medronho Monumento de Homenagem á população local Barragem de Alqueva

O Outeiro dos Castelos, a zona da Barragem e a zona de lazer natural constituem os locais de maior interesse turístico na freguesia.

Ligações externas

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