A Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL), também conhecida como Grande São Luís, é composta pelos municípios de Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Presidente Juscelino, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar, e São Luís,https://oimparcial.com.br/noticias/2017/01/quais-municipios-sao-da-regiao-metropolitana-de-sao-luis/ situados no estado brasileiro do Maranhão. Juntos, perfazem uma população de 1.458.836 habitantes (IBGE/2022).

É situada no arquipélago de ilhas do Golfão Maranhense e porção continental circundante, com mais de 1000 km². Está inserida no Meio-Norte, uma das sub-regiões do Nordeste do Brasil.

A Grande São Luís possui o quarto maior PIB dentre todas as regiões metropolitanas do Nordeste, atrás apenas do Grande Recife, da Grande Salvador e da Grande Fortaleza, sendo a vigésima primeira dentre as regiões metropolitanas do Brasil.

A Região Metropolitana de São Luís possui o melhor IDH dentre as regiões metropolitanas do Nordeste, com IDH 0,755. A região também apresenta o melhor acesso à educação dentre as regiões metropolitanas do país, com IDHM Educação de 0,737, seguida por São Paulo (0,723), Distrito Federal e Curitiba, ambas com o índice de 0,701.

A região tem localização portuária estratégica, que representa sete dias a menos até a costa leste americana, em relação aos portos das regiões Sul e Sudeste. O complexo portuário tem conexão com a Ferrovia Norte-Sul, integrando-se aos seus terminais ferroviários e pontos de concentração de carga em Anápolis, Uruaçu, Gurupi, Guaraí, Araguaína, Palmeirândia, Porto Nacional e Açailândia, exportando grãos e celulose por exemplo. Através da Estrada de Ferro Carajás, exporta-se o minério de ferro extraído do Pará. Através da ferrovia São Luís-Teresina, transportam-se combustíveis para a capital piauiense.

História São Luís, localizada na ilha de Upaon-Açu, é a única cidade brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612.

Em 1621 quando o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas — Estado do Maranhão e Estado do Brasil — São Luís foi a capital da primeira unidade administrativa.

Na segunda metade do século XVIII, devido à Guerra de Independência, os Estados Unidos interrompem sua produção de algodão e abrem espaço para que o Maranhão passe a fornecer a matéria-prima demandada pela Inglaterra. Em 1755, é fundada a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e o porto de São Luís ganha enorme movimento de chegada e saída de produtos e se torna uma das regiões economicamente mais fortes da colônia. Com a proibição do uso de escravos indígenas e o aumento das plantações, sobe muito o número de escravos africanos.

Nesse período, foi construído o Centro Histórico de São Luís, o qual foi declarado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, no ano de 1997.

Todavia, após o fim da Guerra Civil dos Estados Unidos da América, quando perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso; somente após o final da década de 1960 no século XX, o estado passou a receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras regiões.

Municípios MunicípioÁrea (km²)IBGE, Área Territorial Oficial, Resolução nº 5 de 10 de outubro de 2002. Acessado em 26 de fevereiro de 2008.População(2022)IDH (2010)Densidade (2022)PIB (2021)Alcântara116818.4660,60015,81 hab/km²    148.797Axixá160 11.7900,64173,48 hab/km²  97.443Bacabeira54316.9660,60231,25 hab/km²599.322Cachoeira Grande7079.7320,537 13,76 hab/km²60.992Icatu112424.7940,54622,05 hab/km²178.973Morros171218.554 0,54810,84 hab/km²149.936 Paço do Lumiar127145.6430,7241.145,06 hab/km²1.240.527 Presidente Juscelino35611.3560,563 31,94 hab/km²  84.499Raposa7930.8390,632389,32 hab/km²286.199 Rosário64838.4750,63059,38 hab/km²443.240Santa Rita75737.0350,59248,94 hab/km²      354.687São José de Ribamar180244.5790,7081.356,04 hab/km²  2.293.966São Luís5831.037.7750,7681.779,87 hab/km²  36.535.226Total81441.646.004 -202 hab/km²42.473.807

Geografia O Golfão Maranhense é uma área de terras emersas, cercadas de água, localizado no extremo norte do Maranhão, formado pelas baías de São Marcos e São José separadas pela ilha Upaon-Açu, e inserido na Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses. A área é caracterizada pela presença de manguezais estruturados complexamente e macromaré semidiurna com variações médias de 4 m e máxima de 7 m (a segunda maior do Brasil). miniaturadaimagem|Baía de São Marcos, com a cidade de São Luís ao fundo O Golfão Maranhense abrange a reentrância delimitada, a oeste, pela ponta do Guajuru, município de Cedral, e a leste, pela ilha de Santaninha, no município de Humberto de Campos, tendo, ao centro, a ilha Upaon-Açu, além das ilhas do Medo, Pequena, Livramento, Caranguejo, Duas Irmãs, Tauá-Redonda, Tauá-Mirim e Ponta Grossa e compreendendo as baías de Cumã, São Marcos, São José e Tubarão.

Na área litorânea do Golfão Maranhense encontram-se características comuns ao Litoral Ocidental e ao Litoral Oriental. As baías de São Marcos e de São José são consideradas as mais importantes do litoral do Maranhão tanto, por serem onde deságuam os maiores rios do estado (Itapecuru, Mearim, Pindaré, Munim dentre outros), quanto pela densidade das atividades humanas e a circulação de riquezas.

O relevo é ondulado com altitude média de 25 metros, o ponto mais elevado ficando na região do aeroporto.

O clima é tropical semiúmido sendo fortemente influenciado pelo mar e pela Zona de Convergência Intertropical. Além da vegetação litorânea, composta de manguezais, há pequenas áreas de Floresta Amazônica que resistiram ao processo de urbanização, campos alagados (Campo de Perizes) na região de Bacabeira, e os baixos cursos dos rios Itapecuru (que abastece grande parte da cidade de São Luís), Mearim e Munim.

Algumas áreas são protegidas por parques ambientais, como: o Parque Estadual da Lagoa da Jansen; o Parque Estadual do Bacanga; o Parque Estadual do Sítio do Rangedor; a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó; Área de Proteção Ambiental da Região do Maracanã; APA das Reentrâncias Maranhenses; APA Upaon-Açu-Miritiba-Alto Preguiças; além do Parque do Bom Menino e o Parque da Quinta do Diamante.

Gestão administrativa A Lei Complementar 74/2015 instituiu um Colegiado Metropolitano, com com caráter executivo e deliberativo, composto pelo: governador do estado; secretário de Estado da Casa Civil; secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano; secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão; secretário de Estado de Assuntos Políticos e Federativos; secretário de Estado da Infraestrutura; secretário de Estado da Saúde; secretário de Estado do Desenvolvimento Social; secretário de Estado do Meio Ambiente e de Recursos Naturais; secretário de Estado do Turismo; secretário de Estado do Trabalho e da Economia Solidária; secretário de Estado de Indústria e Comércio; secretário de Estado da Educação; bem como os prefeitos de Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Presidente Juscelino, Raposa, Rosário, de Santa Rita, São José de Ribamar e São Luís.

O assessoramento técnico ao Colegiado Metropolitano é realizado pela Agência Executiva Metropolitana da Grande São Luís.

Também foi estabelecido o Conselho Participativo da Região Metropolitana da Grande São Luís, composto pelo presidente da Agência Executiva Metropolitana da Grande São Luís, um representante de cada município da Região Metropolitana, além de representantes de movimentos populares, entidades sindicais e empresariais, conselhos profissionais, instituições universitárias, empresas concessionárias de serviços públicos e dos Conselhos das Cidades dos municípios.

Economia miniaturadaimagem|Lagoa da Jansen, em São Luís. A economia é diversificada. A capital, São Luís, concentram sozinha em torno de 94% do PIB da Região Metropolitana, pois os setores indústrias e econômicos estão concentrados nela, deixando os outros municípios dependentes.

Destacam-se a grande usina de alumina (Alumar), segunda maior do país, a usina de peletização de ferro (Vale S.A.) e o complexo portuário da ilha, formado pelo Porto do Itaqui, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira e Porto da Alumar. O Porto do Itaqui é considerado o porto natural mais profundo do mundo, com profundidade de 23 metros e autorizando navios com calado de até 22,3 metros.

Somados, os três portos maranhenses movimentaram, entre janeiro e novembro de 2017, 185,074 milhões de toneladas. Conforme o Anuário da Antaq, o Terminal da Vale S.A. é o campeão nacional em movimentação de cargas. O Porto do Itaqui é o 11º no ranking geral, e o Porto da Alumar, é o 10º entre os portos privados. Há um projeto de instalação de mais um porto, o Porto São Luís.

Também tem destaque a indústria alimentícia, o turismo e o setor de serviços.

O turismo envolve o Centro Histórico de São Luís, as manifestações culturais como a culinária, o bumba-meu-boi, o cacuriá e tambor de criola no São João, o Centro Histórico de Alcântara, o turismo religioso em São José de Ribamar e as diversas praias da região.

Nos demais municípios, destacam-se atividades primárias como agricultura, pesca, extrativismo vegetal e exploração mineral. miniaturadaimagem|Alcântara- MA O acesso ao município de Alcântara se dá principalmente por ferry boats e balsas. O sistema de ferry boats e balsas funciona diariamente, já que o transporte via rodovias é muito mais demorado, e os moradores de lá dependem dele para chegar à ilha de Upaon-açu. As viagens pelos ferry-boats, veículos maiores e mais modernos, começaram a ser feitas em 1988. A travessia tem aproximadamente 20 quilômetros, que são percorridos em pouco mais de 2 horas.

Em Alcântara há o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do qual são lançados os veículos lançadores de satélites no âmbito da Missão espacial completa brasileira. Na América Latina, o CLA é o único concorrente do Centro Espacial da Guiana situado na Guiana Francesa. miniaturadaimagem|Praia em São José de Ribamar Os municípios de Bacabeira, Santa Rita e Rosário foram incorporados, recentemente, na região metropolitana. Esse fato ocorreu depois do início da construção da Refinaria Premium I em Bacabeira, que permitiu a integração maior destes municípios com a ilha de São Luís. Entretanto, as obras foram canceladas em razão da crise da Petrobrás.

Além disso, a expansão e crescimento das cidades tem levado a uma conurbação, aproximando esses municípios da ilha. Por estarem localizados fora da ilha, o acesso à São Luís, se dá, por meio de uma única rodovia, a BR-135.

A região exerce influência sobre todo estado e nos vizinhos Piauí, Ceará, Pará e Tocantins. Os municípios do entorno começam a se integrar ampliando o colar metropolitano.

Educação As principais instituições de ensino sediadas na Região Metropolitana de São Luís são: a Universidade Federal do Maranhão, a Universidade Estadual do Maranhão, o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão e o Instituto Federal do Maranhão, além de importantes instituições particulares de ensino superior, como o Centro Universitário do Maranhão, a Faculdade São Luís a Faculdade Atenas Maranhense (FAMA), a Faculdade Santa Terezinha (CEST), a Faculdade do Maranhão (FACAM), o Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESEMA), a Universidade Vale do Acaraú (UVA-IDEM), o Centro Universitário UNISEB COC e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Infraestrutura O acesso à ilha de Upaon-açu se faz pela BR-135, onde há uma ponte para veículos (Ponte Marcelino Machado) sobre o Estreito dos Mosquitos. Houve a construção de um viaduto em Bacabeira (Km 51 da BR-135), permitindo o acesso à cidade de Rosário, no seu entroncamento com a BR-402, porta de entrada para Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses.