São Martinho de Mouros é uma vila portuguesa sede da Freguesia de São Martinho de Mouros do Município de Resende, freguesia com 14,67 km² de área e 1333 habitantes (censo de 2021), tendo, assim, uma densidade populacional de .

Foi sede de concelho entre 1121 e 1855. Era constituído pelas freguesias da sede, Barrô, Fontoura e Paus. Em 1801 tinha 5503 habitantes e em 1849 tinha 6122.

A freguesia de S. Martinho de Mouros é das mais antigas do concelho. Fica quase toda na encosta da margem direita do rio Bestança, a caminho do Douro que a limita a norte.

A povoação de São Martinho de Mouros foi elevada à categoria de vila em 1997.

Desde o rio, preso lá no fundo, até à Fonte da Mesa nas Meadas a 1.122 metros de altitude, o território é extremamente acidentado, cheio de penhascos e cabeços e, lá mais no alto a penedia é tão bela e tão estranha que parece incomodar o firmamento e dizer a quem a vê que, por entre aquelas figuras arrogantes e esquivas, há heróis, há bruxas ou gigantes de outras eras.

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 292 250 862 3342011 202 166 778 3492021 118 138 665 412

Património Igreja de São Martinho de Mouros Casa da Soenga Pelourinho de São Martinho de Mouros Estação Arqueológica de Mogueira Castelo de São Martinho de Mouros Capela do Senhor do Calvário Nicho do Imaculado Coração de Maria/Miradouro

Toponímia Nos princípios do século XI, já morto Almançor, as tropas Cristãs reconquistaram definitivamente aos Mouros as terras das margens do Douro, desde a Foz até Aregos e Resende, na margem esquerda. Foram os Gascos da linhagem de Ribadouro e antepassados de Egas Moniz.

S. Martinho porém, continuou pertencendo à área militar de defesa mourisca de Lamego até meados desse século.

Desporto CDRC S. Martinho de Mouros Atitudes Traquinas Associação Desportiva

História A terra designada atualmente de São Martinho de Mouros foi certamente povoada desde a Pré-história. A sua geografia e as facilidades de defesa naturais, dispersas pela Serra das Meadas e sobre as encostas que descem até ao Douro, contribuíram certamente para os povos que a habitaram se defendessem dos povos invasivos. Daí ter sido procurada e habitada por tribos pré-celtas: talvez Lígures, a quem se atribui a origem do 1.ºcastro que existiu na Mogueira, posteriormente celtizado e romanizado. Contudo, este castro deve ter sido sucessivamente reocupado por vários povos, confirmam-no os vários vestígios arqueológicos que existem no Castro da Mogueira: Inscrição rupestre, vestígios de habitação de castro, três muralhas ou coroas, duas cisternas, das quais uma terá tido função de santuário, pois talvez servisse para recolher sangue e ossos das vitimas, oferecidas e imoladas em honra de divindades pagãs, sepulturas escavadas na rocha, vestígios de um Castelo e uma torre, etc.

Foi concelho e julgado anterior à nossa Nacionalidade, com primeiro foral dado por Fernando Magno, rei de Leão e Castela, e confirmado por D. Teresa em 1121. Teve foral novo manuelino, outorgado em 1513. Perdeu a autonomia judicial em 1840, e foi finalmente extinto em 1855, data na qual passou para o concelho de Resende, do qual é atual freguesia. Conserva um pelourinho, levantado no largo central da povoação, diante da antiga Casa da Câmara, símbolo da autonomia municipal de S. Martinho e das liberdades populares e ainda local de aplicação de justiça.

No que respeita à direção da freguesia, esta teve 4 presidentes de junta: "Nené" Ribeiro (PPD-PSD) António Azevedo (PPD-PSD) Fernando Pereira (PS) António Lucas Ferreira (PS)

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