O (nomes comerciais: Rexulti, Rxulti, entre outros) é um antipsicótico atípico, da classe dos aceleradores e moduladores de serotonina (AMS), que atua como agonista parcial do receptor D2 de dopamina. Em 10 de julho de 2015, a droga foi aprovada nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA) para tratamento de esquizofrenia e tratamento adjuvante para casos de depressão. O brexpripazol foi projetado para fornecer maior eficácia e tolerabilidade em relação aos tratamentos adjuvantes estabelecidos para transtorno depressivo maior (por exemplo, produz menos efeitos colaterais, como acatisia, inquietação e/ou insônia).

A droga foi desenvolvida pelas companhias farmacêuticas Otsuka e Lundbeck, e é considerada uma sucessora do antipsicótico atípico aripiprazol.

Usos médicos O brexpiprazol é usado no tratamento da esquizofrenia e como adjuvante no transtorno depressivo maior (TDM).

Efeitos colaterais Os efeitos colaterais mais comuns relacionados ao brexpiprazol, comparado a placebo, foram infecção do trato respiratório superior (6,9% vs. 4,8%), acatisia (6,6% vs. 3,2%), ganho de peso (6,3% vs. 0,8%) e nasofaringite (5,0% vs. 1,6%).

Interações Assim como seu antecessor aripiprazol, o brexpiprazol é um substrato dos citocromos CYP2D6 e CYP3A4. As pessoas que participaram dos ensaios clínicos foram aconselhadas a evitar toranjas, laranjas de Sevilha e outros alimentos cítricos, visto que estes podem aumentar a concentração do fármaco.

Farmacologia Farmacodinâmica +BrexpiprazolSítio de ligaçãoKi (nM)AçãoRef5-HT1A0.12Agonista parcial5-HT1B 325-HT2A0.47Antagonista5-HT2B1.9Antagonista5-HT2C12–34Agonista parcial5-HT5A 1405-HT658Antagonista5-HT73.7AntagonistaD1160D2L0.30Agonista parcialD31.1Agonista parcialD46.3D5α1A3.8Antagonistaα1B0.17Antagonistaα1D2.6Antagonistaα2A15Antagonistaα2B 17Antagonistaα2C0.59Antagonistaβ1 59Antagonistaβ2 67Antagonistaβ3>10,000H119AntagonistaH2>10,000H3>10,00052% a 10 μMM167% a 10 μMM2>10,000σ96% a 10 μM65% a 10 μMBloqueador0% a 10 μMBloqueador90% a 10 μMBloqueadorOs valores estão expresss em Ki (nM). Quando menor o valor, maior a potência de ligação da droga a um síto receptor. A maior parte dos daos foi obtida através de gene clonado humano. O brexpiprazol é um agonista parcial do receptor de serotonina 5-H1A e dos receptores de dopamina D2 e D3. Os agonistas parciais têm propriedades de bloqueio e propriedades estimulantes em relação ao receptor ao qual se ligam. A proporção da atividade bloqueadora e a atividade estimulante é responsável por uma parte dos efeitos clínicos do brexpiprazol, pois um agonista parcial pode reduzir a resposta produzida por um agonista. O brexpiprazol possui atividade bloqueadora maior, enquanto seu potencial de ação nos receptores de dopamina é menor, comparado ao que seu antecessor, o aripiprazol, o que pode diminuir seu risco de agitação e inquietude ocasionadas estimulação da contração muscular.

Enquanto o aripiprazol possui actividade intrínseca ou efeito agonista nos receptores D2 de aproximadamente 60%, o brexpiprazol tem uma atividade intrínseca no mesmo receptor de cerca de 45%. Isso significa que, com o aripiprazol, o receptor de dopamina é ativado em doses mais baixas, com o bloqueio sendo alcançado em doses mais altas, enquanto o brexpiprazol funciona de modo oposto.  Em contraste, o brexpiprazol tem uma afinidade muito maior para o receptor 5-H1A do que o aripiprazol, bem como uma atividade intrínseca maior. Exames in vivo demonstraram que o brexpiprazol atua como um agonista quase integral do receptor 5-HT11A . Tal diferença parece estar associada ao menor potencial do brexpiprazol, comparado ao aripiprazolM em causar distúrbios relacionados ao movimento decorrentes do tratamento com antipsicóticos, como acatisia, devido à liberação de dopamina desencadeada pelo agonismo do receptor 5-HT1A. O brexpiprazol também é um antagonista dos receptores serotoninérgicos 5-HT2A, 5-HT2B, 5-H <sub>7</sub>, o que pode contribuir para o efeito antidepressivo dofármaco.

O brexpiprazol bloqueia e se liga aos receptores adrenérgicos α1A-, α1B-, α1D- e α2C-. A droga não possui efeito clinicamente relevante para os receptores muscarínicos de acetilcolina e, portanto, não tem efeitos anticolinérgicos. Embora o brexpiprazol tenha menor afinidade pelo H1 comparação com o aripiprazol, pode ocorrer ganho de peso em ambos os fármacos como efeito adverso.

História Parceria com a Lundbeck Em novembro de 2011, a Otsuka Pharmaceutical e a Lundbeck anunciaram uma aliança global. A Lundbeck deu à Otsuka um pagamento adiantado de US$ 200 milhões, e o acordo firmado propunha pagamentos de desenvolvimento, regulamentação e de vendas Especificamente para o Brepriprazol (OPC-34712), a Lundbeck obterá 50% das vendas líquidas na Europa e Canadá e 45% das vendas líquidas nos EUA da Otsuka.

Ensaios clínicos O brexpiprazol estava em ensaios clínicos para tratamento adjuvante de TDM, TDAH em adultos, transtorno bipolar e esquizofrenia .

Pesquisa médica O brexpiprazol estava em fase testes para potencial tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), mas foi descontinuado para esta indicação. Alcançou a fase 2 de ensaios clínicos para este uso antes da descontinuação.

Categoria:Antipsicóticos atípicos Categoria:Antagonistas 5-HT7 Categoria:Antagonistas 5-HT2B Categoria:Antagonistas 5-HT2A Categoria:Antagonistas 5-HT1A Categoria:Agonistas de dopamina