thumb|right|300px|A cerimônia de chegada à Casa Branca é um evento central das visitas de Estado aos Estados Unidos. As visitas de Estado e visitas oficiais aos Estados Unidos são visitas formais de um chefe de Estado (visita de estado) ou chefe de governo (visita oficial) de um país aos Estados Unidos, durante as quais o Presidente dos Estados Unidos atua como anfitrião oficial do visitante. As visitas de Estado são consideradas a mais alta expressão de relações bilaterais amistosas entre os Estados Unidos e outras nações e são, em geral, caracterizadas por uma ênfase em cerimônias públicas oficiais.
A primeira visita de um líder estrangeiro aos Estados Unidos foi a visita oficial do então independente Reino do Havaí em 1874; seguida pela visita de Estado do Império do Brasil em 1876. Desde então, vários chefes de Estado e de governo foram recebidos formalmente pelo Presidente dos Estados Unidos em Washington, D.C.. Além de visitas oficiais e de Estado, os Estados Unidos também recebem dignitários estrangeiros em visitas oficiais de trabalho, que são principalmente viagens funcionais que ocorrem com menor grau de solenidade.
Terminologia As visitas de Estado são visitas aos Estados Unidos lideradas por um chefe de Estado estrangeiro agindo em sua capacidade soberana e são, portanto, descritas como uma "visita de (nome do Estado)". As visitas de Estado só podem ocorrer sob convite do Presidente dos Estados Unidos, atuando na qualidade de chefe de Estado estadunidense. As visitas oficiais, ao contrário, são geralmente visitas do chefe de governo de um Estado estrangeiro. Assim como as visitas de Estado, elas só podem ocorrer após convite do Presidente dos Estados Unidos, mas na qualidade de chefe do governo federal norte-americano. A visita de um príncipe herdeiro também pode ser classificada como visita oficial. As visitas de Estado e oficiais geralmente consistem em uma estadia de quatro dias em Washington, D.C., durante a qual são realizadas uma série de cerimônias de acolhida.
As visitas de Estado aos Estados Unidos são sempre retribuídas, posteriormente, com uma visita de Estado dos Estados Unidos. Além disso, a política diplomática estadunidense é não receber mais do que uma visita de Estado de qualquer nação em um período de quatro anos. Por conta de tais protocolos, algumas visitas de chefes de Estado estrangeiros costumam ser classificadas como visitas oficiais e não como visitas de Estado.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classifica também as visitas de trabalho e visitas oficiais de trabalho, que são de natureza amplamente funcional e com finalidade de tratar de negociações, reuniões ou assinaturas de tratados. As visitas privadas são visitas de um chefe de Estado ou chefe de governo aos Estados Unidos por motivos pessoais, como lazer, negócios pessoais ou tratamento médico.
História thumb|right|250px|Ulysses S. Grant recebe Kalākaua a visita de Estado do Reino do Havaí em 1874. thumb|right|250px|Isabel II do Reino Unido foi um dos chefes de Estado mais frequentes em solo estadunidense. Devido ao isolamento geográfico inicial dos Estados Unidos, a primeira visita de um chefe de Estado estrangeiro ocorreu apenas um século após a independência, quando o Rei Kalākaua do Reino do Havaí visitou o país em dezembro de 1874. Seguiu-se, dois anos depois, a visita de Pedro II do Brasil que incluiu uma série de passagens por cidades da Costa Leste e uma participação na Exposição Universal de 1876.
Visitas de Estado e oficiais são eventualmente controversas. Uma visita de Estado discutida pela China em 1995, por exemplo, nunca se materializou depois que o gabinete de Bill Clinton decidiu que não estava disposto a enfrentar as possíveis críticas do Congresso. Clinton estendeu um convite privado a Jiang Zemin para uma reunião menos formal na Casa Branca, mas o governo chinês (representado pelo Ministro das Relações Exteriores Qian Qichen) recusou "com base não em qualquer discordância substancial, mas na insistência da China de que Jiang merecia um tratamento formal".
A decisão de um país em recusar um convite ou ou cancelar uma visita de Estado ou oficial já acordada pode ser interpretada como uma repreensão aos Estados Unidos no cenário internacional. Em 1986, por exemplo, Hassan II de Marrocos cancelou uma visita ao país. Embora o governo marroquino citasse o cansaço pessoal do monarca como o motivo, o cancelamento foi amplamente percebido como uma expressão de deterioração das relações bilaterais entre as nações. Em 2013, a Presidente do Brasil Dilma Rousseff cancelou uma visita de Estado planejada aos Estados Unidos após revelações de que a Agência de Segurança Nacional havia espionado comunicações do governo brasileiro.
Atividades cerimoniais Uma grande variedade de atividades cerimoniais ocorre durante as visitas aos Estados Unidos. A ordem específica de ocorrência varia de acordo com o itinerário do visitante e é determinada antecipadamente durante as negociações entre agentes de protocolo dos Estados Unidos e do Estado visitante. No entanto, as atividades permitidas e a forma que elas assumem seguem geralmente um cronograma que leva em conta a classificação do visitante e a natureza da visita. Tipo Tipo de visitanteDuração médiaHonras militaresJantar de EstadoBanquete de EstadoCerimônia de chegadaCerimônia de chegadaTroca de presentesEstadia na Blair HouseVisita ao Congresso Visita de Estado Chefe de Estado 4 dias Visita oficial Chefe de governo 4 dias Visita oficial de trabalho Chefe de EstadoChefe de governo 3 dias Visita de trabalho Chefe de EstadoChefe de governo 3 dias Visita privada Chefe de EstadoChefe de governo Indeterminada
Cerimônia de chegada Para visitas de Estado e oficiais, uma cerimônia formal de chegada normalmente costuma ser realizada pelo Presidente dos Estados Unidos no Gramado Sul da Casa Branca na manhã seguinte à chegada do dignitário aos Estados Unidos. A cerimônia de chegada foi oficializada como parte da agenda presidencial na década de 1940. O Chefe de Pessoal da Casa Branca (White House Chief Usher) é o principal responsável pelos preparativos da cerimônia de chegada de um líder estrangeiro.
A cerimônia oficial de chegada é conduzida por um comitê civil de boas-vindas, bem como por um grande número de militares do 3.º Regimento de Infantaria dos Estados Unidos, da Guarda Cerimonial da Marinha dos Estados Unidos, da Guarda de Honra da Força Aérea dos Estados Unidos, da Guarda de Honra da Guarda Costeira dos Estados Unidos e demais órgãos federais selecionados.
Para as visitas oficiais de trabalho, uma cerimônia de recepção diferenciada costuma ser realizada no pátio interno do Pentágono, em detrimento do Gramado Sul da Casa Branca. Por conseguinte, este tipo de cerimônia de chegada é liderada pelo Secretário de Defesa e não pelo Presidente dos Estados Unidos.
Na cerimônia de recepção de Estado, a Bateria de Saudação Presidencial dispara saraivadas de canhão a partir do President's Park, a área de parques circundantes à Casa Branca, durante a execução do hino nacional do país visitante.
Ordem de eventos da cerimônia de chegada à Casa Branca