Camille Anna Paglia (Endicott, Nova Iorque, 2 de abril de 1947) é uma acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale. Camille ainda é ensaísta, crítica de arte e crítica social americana. Paglia é professora da University of the Arts em Philadelphia, Pennsylvania, desde 1984.http://www.uarts.edu/faculty-and-staff/facultystaff-search O The New York Times a descreveu como a “Primeira e mais importante educadora". Paglia é famosa por sua visão crítica em vários aspectos da cultura moderna. Em 2005, Paglia foi rankeada em #20 pela revista Prospect/Foreign Policy na lista dos 100 maiores intelectuais populares.

Visões

Paglia é uma intelectual de contradições apenas aparentes: uma ateísta que respeita a religião "That’s my New Age-y side. I really respect mysticism and the spiritual dimension, even though I don’t believe in God" ('Esse é o meu lado New Age. Eu realmente respeito o misticismo e a dimensão espiritual, apesar de não acreditar em Deus'). Entrevista com Camille Paglia. Por Robert Birnbaum. "The Morning News," 3 de agosto de 2005. e uma classicista que defende tanto a arte elitista quanto a popular com uma visão de que o ser humano tem uma natureza irresistivelmente dionisíaca, em especial no aspecto mais selvagem e obscuro da sexualidade humana.Paglia, Camille (1990). Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson, p. 5-6: "The Dionysian is no picnic. It is the chthonian realities which Apollo evades, the blind grinding of subterranean force, the long slow suck, the murk and ooze" ('O dionisíaco não é nenhum piquenique. São as realidades ctônicas das quais Apolo foge - a opressão cega da força subterrânea, a longa e lenta sucção, a escuridão e o lodo').

A intelectual apresenta uma gama variada de assuntos sobre o qual escreve: religião comparada, história da arte e o cânon literário, além de uma grande ênfase no ensino da história. Paglia tornou-se célebre para o público mundial em 1990 ao publicar o primeiro livro Sexual Personae: Art and Decadence from Nefertiti to Emily Dickinson (em tradução livre - Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson. O sucesso com este livro possibilitou a autoria de outros títulos sobre cultura popular e feminismo. Exibindo grande erudição, gerou muita polêmica ao desafiar o que ela própria denominou de "elite liberal", incluindo acadêmicos, grupos feministas tais como a National Organization for Women (NOW) (em tradução livre - Organização Nacional para Mulheres (AGORA)) e grupos ativistas na luta contra a AIDS, tais como o ACT UP, acrônimo de AIDS Coalition to Unleash Power (em tradução livre - Coligação contra a SIDA para libertar o poder).

Feminismo

Camille se define como feminista, muito embora seja uma das principais críticas de algumas formas de feminismo (como o "puritano e stalinista").https://heatst.com/culture-wars/camille-paglia-and-christina-hoff-sommers-demolish-modern-feminism-part-i/ Camille foi grande ativista em relação à inserção da mulher no mercado de trabalho, mas repudia as relativizações do que chama de “nova feminista burguesa”. Para Camille, o novo feminismo é direcionado para proteger a burguesa juvenil – que quer que o mundo seja como é a sua sala de estar. “A nova feminista espera que o mundo seja reduzido a essas proteções burguesas e, sem perceber seus privilégios, é arrogante e passa toda essa arrogância para o feminismo”.

Transexualidade

Camille não se opõe, mas se diz preocupada com a tendência cirúrgica de redesignação sexual.

Visões políticas

Paglia se define como libertária.http://time.com/72546/drinking-age-alcohol-repeal Paglia é a favor da liberação de temas como pornografia, prostituição, aborto e drogas.http://reason.com/archives/1995/08/01/interview-with-the-vamp Paglia é uma grande crítica da candidata à presidência dos estados unidos de 2016, Hillary Clinton, a qual classifica como uma fraude. Paglia também se recusou a apoiar o republicano Donald Trump, indicando que votaria no socialista Bernie Sanders.

Obras

The Birds (BFI Film Classics) (1998) Break, Blow, Burn: Camille Paglia Reads Forty-three of the World's Best Poems (2005) Glittering Images: A Journey Through Art from Egypt to Star Wars (2012) Free Women, Free Men: Sex, Gender, and Feminism (2017) Provocations: Collected Essays (2018)

Obras publicadas no Brasil

Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertite a Emily Dickinson (1992). Cia. das Letras

Sexo, Arte e Cultura Americana (1993). Cia. das Letras Vampes e Vadias (1996). Francisco Alves Os Pássaros (1999). Rocco Imagens Cintilantes: Uma Viagem Através da Arte (2014). Apicuri

Ligações externas

Mulher deve ser maternal e parar de culpar o homem, diz Camille Paglia. Entrevista concedida a Fernanda Mena. Folha de S. Paulo, 24 de abril de 2015. Artigos de Camille Paglia em Salon Vídeo: várias conferências e entrevistas (desde 1994)

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